Que lindo!
Poesia - Cirurgia Espiritual
No parapeito da solidão, Tento me equilibrar. Para que no mar da frustração, Aprenda a não me afogar.
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Que lindo!
Conteúdo da publicação
No parapeito da solidão,
Tento me equilibrar.
Para que no mar da frustração,
Aprenda a não me afogar.
Aos céus, grito por misericórdia.
Aos céus, imploro por um milagre.
Pois tudo que vejo é uma paródia,
De uma vida curta de Isaac.
Questionamentos não param de surgir.
A coragem não para de fugir.
O medo eu não paro de esculpir.
Os monstros não param de emergir.
Nos meus versos não existe o impossível.
Um anjo veio me buscar.
Me levou em um vôo incrível,
Para minha sombra integrar.
Talvez a caminho da totalidade.
Talvez em busca da verdade.
Pois as vezes a dificuldade,
Vale mais que a facilidade.
Vejo anjos alados.
Vejo nuvens esplendorosas.
Vejo seres fadados,
A serem criaturas maravilhosas.
Porque eu?
O que tenho de especial,
Para participar de tal ritual,
Tão diferente da minha vontade carnal e banal?
Meu coração para de bater.
Ouço um som angelical.
Meu corpo começa a arder.
Começa a cirurgia espiritual.
Deitam-me em uma maca.
Me sinto tranquilizado.
Puxam do bolso uma faca.
Tenho o cérebro concertado.
Volto para o plano terrestre.
Abro os olhos em meu leito.
Lembro do meu Mestre:
"Continue fazendo direito".
Thoughts
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PermalinkTem aquela coisa de estar tranquilizado mesmo entre o medo e a esperança. Tem um silêncio bom naquele final, tipo a gente consegue descansar.
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PermalinkQue lindo!
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PermalinkAquela parte da cirurgia espiritual é boa. Tipo, o cérebro concertado pela própria sombra, sem nenhum cirurgião de fora mesmo.
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PermalinkA imagem do anjo pra falar sobre integração de si mesmo é genuinamente religiosa. Não seita, mas reconciliação mesmo!
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