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Capítulo 8 — A Traição da Quinta Lua

SamanthaBruxa

Conteúdo da publicação

Helena e Gabriel correram pelo corredor.

Nox seguia logo atrás.

— Para onde estamos indo?

— Para a biblioteca.

— Por quê?

— Existe uma passagem escondida.

Helena olhou para trás.

Amara e Selene vinham logo atrás deles.

Morgana segurava uma espada antiga.

Isolde carregava uma pequena caixa.

Eva estava chorando.

E Luna havia desaparecido.

— Onde está Luna?

Ninguém respondeu.

Eles chegaram à biblioteca.

Gabriel empurrou uma estante.

Uma passagem apareceu.

— Entrem!

Todos entraram.

A estante fechou atrás deles.

Por alguns segundos, só se ouviu a respiração de todos.

Então Helena perguntou:

— Luna é a traidora?

Morgana respondeu:

— Ela não é exatamente uma traidora.

— Então o que ela é?

Isolde abriu a caixa.

Dentro havia um pequeno espelho.

— Uma prisioneira.

Helena olhou para ela.

— Como assim?

Isolde explicou:

— Luna foi a primeira das Sete Luas a ser corrompida pela Lua Negra.

— Então por que ela continua aqui?

— Porque alguém precisa manter a porta fechada.

Helena percebeu.

— Ela não abriu a porta.

Nox respondeu:

— Não.

— Então quem abriu?

Todos olharam para Helena.

Ela ficou imóvel.

— Eu.

Gabriel assentiu.

— Sim.

— Mas eu não sabia.

— A Sétima Lua sabia.

Helena colocou a mão sobre o peito.

— Então ela me usou.

A voz veio imediatamente:

— Não.

Helena fechou os olhos.

— Então o que você fez?

— Eu apenas mostrei a porta.

— Por quê?

— Porque você precisa escolher.

Helena abriu os olhos.

— Escolher o quê?

A resposta demorou.

— Quem salvar.

Antes que Helena pudesse perguntar, o espelho nas mãos de Isolde começou a rachar.

Uma voz surgiu dele.

— Helena...

Era sua mãe.

— Mãe?

A imagem apareceu no espelho.

Sua mãe estava em uma casa escura.

Amarrada a uma cadeira.

Helena deu um passo.

— Mãe!

Gabriel segurou seu braço.

— Não!

— Ela está viva!

— É uma armadilha.

A mãe de Helena olhou diretamente para ela.

— Filha...

Helena começou a chorar.

— Eu vou te tirar daí.

A imagem sorriu.

Mas havia algo errado.

Os olhos dela ficaram negros.

— Venha para mim.

O espelho explodiu.

Isolde caiu no chão.

Nox rosnou.

Gabriel puxou Helena para trás.

E então Luna apareceu.

Ela estava no fim da passagem.

— Sua mãe está viva.

Gabriel levantou a espada.

— Não se aproxime.

Luna olhou para ele.

— Você ainda não percebeu?

— O quê?

— Ela não está presa.

Helena perguntou:

— Então onde ela está?

Luna sorriu.

— No Reino da Lua Negra.

Helena sentiu o mundo parar.

— Como?

Luna respondeu:

— Porque sua mãe morreu há dezessete anos.

Helena ficou sem reação.

Gabriel fechou os olhos.

— Não.

Luna continuou:

— Você nunca conversou com sua mãe depois daquela noite.

Helena olhou para Gabriel.

— É verdade?

Ele não respondeu.

E o silêncio foi suficiente.

Helena sentiu as pernas perderem a força.

— Você mentiu para mim.

Gabriel se ajoelhou.

— Eu queria proteger você da verdade.

Helena se afastou.

— Você mentiu.

Luna aproximou-se.

— Agora você entende por que precisa ir até lá.

Helena olhou para ela.

— Para encontrar minha mãe?

Luna assentiu.

— E descobrir quem realmente matou a Sétima Lua.

Helena ficou confusa.

— Mas ela está dentro de mim.

Luna sorriu.

— Não a verdadeira.

Thoughts

  • GasparRibeiro

    Dezassete anos é muito tempo para o Gabriel guardar isto. Se a mãe morreu nessa noite, ele sabia desde o princípio o que a Helena andava a procurar e mesmo assim deixou-a chegar ao espelho. Aposto que a Isolde também sabia, senão não trazia a caixa já pronta.

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  • Simao

    Desconfio da Luna desde que apareceu a sorrir no fim da passagem. Quem despeja a verdade toda de uma vez, mãe morta e tudo, normalmente quer alguma coisa em troca.

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