Ó pá, o pai vivo e com um bebé ao colo lá no fundo da caverna. Aposto que foi ele que deixou a comida e os potes de barro, e que aquele vulto rápido também era ele.
Capítulo 4
Zzz... acordo, estou com muita fome, acho que se não conseguirmos comida e água hoje todos vamos morrer. Me levanto do chão, a falta de uma cama também incomoda, mas temos problemas mais importantes.
Em séries
Pensamento
Ó pá, o pai vivo e com um bebé ao colo lá no fundo da caverna. Aposto que foi ele que deixou a comida e os potes de barro, e que aquele vulto rápido também era ele.
Conteúdo da publicação
Zzz... acordo, estou com muita fome, acho que se não conseguirmos comida e água hoje todos vamos morrer. Me levanto do chão, a falta de uma cama também incomoda, mas temos problemas mais importantes.
Ao me levantar, vejo todos reunidos em pé cochichando enquanto observam alguma coisa. Me aproximo do grupo e o que vejo é bom demais para ser verdade. Uma pilha enorme de animais mortos, frutas frescas, até mesmo uma boa quantidade de potes feitos de barro com água dentro. Pergunto para Bailys quem trouxe tudo isso, mas ele não sabe, ninguém sabe para falar a verdade. Kaiser talvez, ele pode ter envenenado tudo isso esperando que comam, essa não é uma ideia tão louca, eu consigo imaginar ele fazendo isso. O mais sensato seria ignorar a comida, e ir atrás de conseguir a nossa.
Enquanto eu pensava em o que fazer, Bennej uma garota do nosso grupo corre direção da comida, eu acho que a fome nos deixa impulsivos, porque assim que ela começou a correr, todos foram atrás, primeiro revezamos a água, depois comemos as frutas, a carne não conseguimos comê-la cru, então precisaríamos de uma fogueira.
Algumas horas se passam, e agora todos estão satisfeitos, e nenhum efeito de algum veneno surgiu, então pode se dizer que nada estava envenenado, por isso não deve ter sido o Kaiser, então quem foi? E mais importante, por que essa pessoa ajudaria? O que ela quer em troca?
O grupo se volta para mim, e reclamam do cheiro que todos estamos, bom ninguém toma banho a três dias, então é esperado, mas como resolver esse problema? Tem aquele lago na floresta que podemos usar tanto para nos limparmos e conseguir água. O cheiro não me incomoda tanto, mas a água é crucial, nós não podemos contar sempre com a ajuda de um ser misterioso. Então precisamos planejar como chegaremos até lá em segurança.
Soller tem uma ideia do que fazer, é como se ela já estivesse pensando em ir ao lago a muito tempo.
-Spes disse que viu um lago que não era muito longe daqui, podemos ir até ele.
-Não podemos simplesmente ir até lá, é muito perigoso, tanto com animais podem nos pegar, ou o grupo do Kaiser- Refuta Bailys.
-Eu tenho um plano, nós podemos usar os cipós dessas arvores para conseguirmos cordas, assim, precisamos de fazer cinco gigantes, para contornar o local.
-Você acha que apenas cinco cordas nos protegeriam?
-Não, elas servem apenas como comunicação, nós somos dezenove, então rodearemos o lago fazendo o formato de um pentágono cinco vezes, com grupos de três pessoas em cada vértice, e cada grupo é designado de uma corda em especifico, desse modo, vamos criar um cenário de exemplo, todas as cordas estão posicionadas em sequência, uma em baixo da outra, então o grupo dois é atacado, eles cortam a corda numero dois, assim os outros grupos verão que a corda dois caiu, aí eles saberão que esse grupo está sendo atacado e receberá suporte, mas é claro que não irão todos, imaginem que o grupo que está na ponta do pentágono seja atacado, assim os dois trios que estão mais próximos irão para ajudar, e os outros dois trios se dividirão para preencher os pontos que ficaram vazios.
Assim fazemos, levamos horas para fazer tudo, e caminhamos em direção ao lago, mapeamos o local para fazermos o pentágono, ao organizarmos tudo o primeiro trio foi ao lago. Eu fiquei no vértice três, junto com Bailys e Verrater, tudo está indo bem, ninguém cortou nenhuma corda, então todos estão bem, cada ponto está a cerca de cem metros de distancia um do outro, assim que um trio termina de usar o lago, ou seja se limpar e encher um dos potes de barro, eles substituem outro trio que fazem as mesmas coisas.
Já se passaram uma hora, meu grupo já foi ao lago, e substituímos o grupo quatro, mas a corda do grupo cinco se parte, ou seja, os vértices quatro e um devem ir para ajudar. Eu, Bailys e Verrater corremos na direção do grupo cinco, e ao chegarmos vemos quatro pessoas do grupo do Kaiser, elas não aparentam estarem felizes com o ataque, provavelmente estão sendo obrigadas a fazer isso, o grupo que foi atacado ara o da Soller, suas duas companheiras estão mortas e ela luta para resistir aos golpes, cego pela raiva, eu ignoro todos os outros inimigos, e me aproximo do que está atacando Soller, dou um salto para dar impulso, e dou um soco no esfenoide (parte da cabeça que fica ao lado do olho), e de acordo com a anatomia humana, um soco nesse local derrubaria qualquer um, e dito e feito, agora são apenas três, um soco desse não vai funcionar de novo agora que eles tem a tenção em mim.
O grupo um chega em auxílio, e agora estamos na vantagem de seis a três, mas cada um dos três de dividem e correm cada um para um lugar diferente, assim formamos duplas para prossegui-los, eu e Bailys vamos juntos, e após percorremos alguma distância, o inimigo para e se vira para nós. Ele já está pronto para o combate, e Bailys é o primeiro a correr em sua direção, eu vou logo atrás, mas tinha algo que eu percebi tarde demais, como estávamos correndo não percebemos que ele tinha pegado um grosso galho que estava no chão e o acerta com tudo na cabeça de Bailys que desmaia na hora.
Ele corre em minha direção balançando o galho enquanto solta gargalhadas, começa por um golpe na vertical pela esquerda o qual eu desvio, depois um horizontal pela direita, e desvio novamente, mas no terceiro ataque que vem novamente na vertical pela esquerda ele o interrompe e prepara um soco com a mão que estava vazia, ele acerta minha barriga e eu caio com dificuldade para respirar, então ele prepara um último golpe, porém, um vulto, surge e em um piscar de olhos golpeia a mão do lacaio do Kaiser fazendo o galho voar para longe, e desaparece, pelo impacto o inimigo cai para trás sem entender o que aconteceu, poucos segundos depois Soller se aproxima de mim, e diz que essa é a hora de usar o meu poder, então eu preparo para atirar novamente, porem nada acontece, o inimigo se levanta e prepara para correr em nossa direção, eu não sei o que fazer a minha mente está a mil, então Soller se aproxima e me beija, e diz que me ama, ela pega meu braço e me manda atirar, e agora eu consigo e o feixe de luz perfura a barriga do lacaio do Kaiser, que morre ali mesmo, me viro para Soller para comemorar, mas ela toma uma certa distância e diz:
-Desculpa Spes, aquele beijo não foi verdadeiro, eu tinha criado a teoria que emoções fortes poderiam ser um gatilho para os seus poderes, e eu sabia que você gostava de mim, me perdoe, mas eu não gosto de você do mesmo jeito que você gosta de mim, eu precisava fazer aquilo para nós sobrevivermos.
Eu me levanto desolado, não consigo formular alguma resposta, mas ao olhar para frente encontro novamente aquele vulto me encarando, corro atrás dele em busca de respostas, se ele foi quem deu a comida, e por que ele me ajudou, ele é muito rápido e some de vista em segundos, mas deixou pegadas, sigo elas por um bom tempo, sem me importar caso eu encontre algum animal, ou alguém do grupo do Kaiser no caminho. O final do caminho me leva a uma caverna novamente. Não é a mesma que eu entrei antes, ao me aproximar a mesma voz que me mandava atirar em Krag me diz para manter distância da caverna, mas eu a ignoro e continuo a avançar, a cada passo a voz fica mais alta, e eu continuo andando cada vez mais fundo.
Ao chegar no final do caminho tem uma pessoa de costas para mim, que diz:
-Eu disse para você não entrar aqui- Essa voz continua sendo familiar, mas eu ainda não consigo lembrar de onde eu a conheço.
-Quem é você? -Digo enquanto corro em sua direção, coloco minha mão em seu ombro e o puxo em minha direção e o que eu vejo é a última coisa que eu poderia imaginar.
É o meu pai, com um bebê em seu colo.
Thoughts
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PermalinkO Spes só consegue atirar quando sente alguma coisa muito forte, e o capítulo termina justo quando ele deve estar sentindo mais do que nunca, de frente pro pai com um bebê no colo. Meu palpite é que o poder dele vai disparar sozinho dentro daquela caverna, e eu fiquei com medo pelo bebê. Obrigado por seguir postando os capítulos por aqui!
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PermalinkÓ pá, o pai vivo e com um bebé ao colo lá no fundo da caverna. Aposto que foi ele que deixou a comida e os potes de barro, e que aquele vulto rápido também era ele.
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