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capítulo 2: a casa dos winterboure.

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Conteúdo da publicação

Vocês, meus caros colegas, com certeza estão surpresos. afinal, desde que publiquei o meu primeiro capitulo na seção de folhetim do The Daily Telegraph, não só os senhores começaram a me cobrar pela continuação, como jornalistas sensacionalistas começaram a testar ainda mais a pouca paciência do pai. E como tenho que viajar para a Índia semana que vem, resolvi parar de postergar e publicar a continuação do capitulo anterior.

Pois bem, depois que meu pai partiu da casa dos Rosenberg, minha mãe ficou cerca de uma hora e meia refletindo sobre a proposta. Depois dessa longa reflexão, ela resolveu pegar suas poucas coisas que possuía no quartinho da governanta, e foi se demitir formalmente a Mrs. Rosenberg.

A Mrs. Rachel Rosenberg era uma mulher de uns 45 anos, cabelos louros e olhos castanhos, com uma corpo forte e a fisionomia de uma pessoa exigente. Constance relatou a mim que quando ela se demitiu formalmente, a ex-patroa dela olhou para ela com olhos duros, como se quisesse uma vingança. A Mrs. Rosenberg não deu muita importância, pois estava mais ocupada tirando a bala da mão do marido e enfaixando . Então com as duas malas arrumadas, ela saiu de lá pela porta da frente.

O caminho foi o seguinte: primeiro ela andou alguns quilômetros por colchester, depois alugou com seus últimos tostões uma carruagem em um cocheiro. O caminho foi longo, e minha mãe teve o azar (ou a sorte) de pegar um motorista tagarela.

— Para onde a senhora pretende ir? — perguntou o senhor de forma animada.

— Para Elmswood, winterboure house.

O homem quando ouviu essas palavras, arregalou os olhos e disse:

— Winterboure house? o que a senhora pretende fazer lá?

— Me empregar como governanta, porque o choque?

Ele se vira um pouco para encara-la

— Eu sou de Elmswood, e lhe digo senhora: se Mr. winterboure falou mais de três palavras em toda minha vida ,comigo, foi muito!

Constance olha com olhar questionador e desconfiado, e pergunta:

— Falando nisso senhor, como e a reputação do Mr. winterboure? e como são seus filhos?

— Ah, Mr. winterboure é um homem excêntrico e antissocial, dizem que ele só apareceu a sociedade quatro vezes nesse ano! mas ninguém pode negar que e filantropo. ele doa dinheiro para igreja local e ajuda os comerciantes. já seus filhos... são sem sombra de duvida inteligentes, mas não são um grande exemplo de excepcional comportamento.

— Hum, interessante. O senhor tem noticias da ex-governanta? pergunta ela enquanto admira os bosques.

— Ah, sim. segundo os rumores, Samantha Smith foi demitida por ter sido desrespeitosa com um dos filhos do patrão, por ele ser mestiço.

Enquanto ele fala essas palavras, eles chegaram ao destino, nos portões da propriedade.

Os portões eram altos, mas simples, escrito em cima "winterboure". Tinha um murinho de pedra mapeando a propriedade. Os portões estavam abertos, então Constance entrou. o caminho é extenso, feito de pedrinhas. Ao redor tinha um lindo e grande jardim, com às mais variadas e exóticas plantas e flores, cuidadas até hoje pela Renée e pela Tallulah.

Constance subiu os degraus de madeira, andou pela varanda e bateu nas duas portas de carvalho.

Antes de bater, ela ouvia risos e conversas, quando bateu na porta, o som cessou , e então ouviu passos em direção a porta, e se abriu.

Quem atendeu era um jovem alto, de 1,80 de altura, cabelos louros escuros e olhos azuis meio cinzentos, com uma flat cap na cabeça. Usava uma camisa social que um dia já foi branco, porque estava amarelada, e suspensórios. E no momento estava com a fisionomia irritada e ignorante.

— Essa é a winterboure house?

— Não, do rei George¹.

Constance olhou para ele ofendida e como que pensando: "esse garoto vai ser um problema para mim". E fui mesmo, perdão mãe.

— Senhora, está literalmente escrito Winterboure na entrada. Disse eu, com minha má educação jovial da época.

Então ouvi alguém descendo.

— Chayenne, isso e forma de se responder uma dama? — dizia meu pai, enquanto descia os degraus.

— Não me chame desse nome! — dizia eu, gritando com raiva. na vida adulta eu aprendi odiar menos esse nome, mas ainda tenho repulsa.

Phillips ignorou meu protesto, pegou seu relógio de ouro do paletó, olhou e disse a Constance:

— E uma da tarde em ponto, está atrasada, mas dou um desconto, siga-me para meu escritório.

Rei George V da Inglaterra, reinado de 1910-1936

Thoughts

  • AlmaTavares

    Desconfiei do cocheiro tagarela desde o início, e afinal ele só estava a preparar a entrada do rapaz da flat cap. Saber que esse rapaz és tu, a contar anos depois e a pedir perdão à mãe a meio da cena, mudou-me a leitura inteira. Aposto que o filho mestiço de quem o cocheiro fala ainda vai pesar muito nesta casa. A Samantha Smith volta a aparecer?

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