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Capitulo 18 - O que escolhemos

AllyneMaia
Pública 3 conversas 6 pensamentos 69 votos positivos 0 voto negativo 1 série

O que escolhemos

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lteixeira71

Primeiro o texto diz que a história terminou, e depois a série mostra um capítulo 19. Do jeito que ficou, com os dois decidindo escolher de novo toda vez que a vida apertar, o fim de verdade parece ser o primeiro dia difícil. Vai postar a continuação da h

Primeiro o texto diz que a história terminou, e depois a série mostra um capítulo 19. Do jeito que ficou, com os dois decidindo escolher de novo toda vez que a vida apertar, o fim de verdade parece ser o primeiro dia difícil. Vai postar a continuação da história dos dois depois dessa escolha?

Conteúdo da publicação

O que escolhemos

Talvez a vida inteira tivesse sido feita de escolhas.

Algumas pequenas.

Outras enormes.

Algumas certas.

Outras que nos ensinaram pela dor.

Aos dezessete anos, escolhemos sem saber tudo.

Depois, a vida escolheu caminhos por nós.

Passaram-se quinze anos.

Quando nos reencontramos, poderíamos ter escolhido apenas olhar para trás.

Não escolhemos.

Escolhemos tentar.

Depois descobrimos que tentar era pouco.

Precisávamos aprender a conversar.

Aprendemos.

Precisávamos respeitar nossos mundos.

Aprendemos.

Precisávamos entender que o amor não anulava sonhos individuais.

Aprendemos.

Precisávamos compreender que uma família podia crescer sem que ninguém perdesse seu lugar.

Aprendemos.

Precisávamos aceitar que nem sempre existiria uma solução perfeita.

Aprendemos.

E então veio a escolha mais importante.

Não escolher entre ela e os sonhos dele.

Não escolher entre ele e os sonhos dela.

Não escolher entre passado e futuro.

Escolher uma vida em que os dois pudessem existir.

Uma vida imperfeita.

Real.

Cheia de responsabilidades.

De planos.

De mudanças.

De dias bons e ruins.

Mas construída conscientemente.

Talvez essa tenha sido a maior diferença entre nós aos dezessete anos e nós agora.

Naquela época, queríamos que o amor acontecesse.

Agora sabíamos que o amor precisava ser cuidado.

Não bastava sentir.

Era preciso conversar.

Não bastava querer.

Era preciso agir.

Não bastava voltar.

Era preciso permanecer.

Não bastava escolher uma vez.

Era preciso escolher novamente quando a vida ficasse difícil.

Olhei para ele e sorri.

Durante quinze anos, eu havia acreditado que nosso maior erro tinha sido não termos ficado juntos.

Hoje eu sabia que não.

Nosso maior desafio não tinha sido o tempo que perdemos.

Tinha sido tudo aquilo que precisávamos aprender para conseguir viver o tempo que ainda tínhamos.

E talvez fosse por isso que eu já não sentisse tristeza pelos anos que passaram.

Eles fizeram parte da nossa história.

Cada escolha.

Cada perda.

Cada erro.

Cada caminho diferente.

Tudo nos trouxe até ali.

Até aquele momento.

Até nós.

Ele apertou minha mão.

E eu pensei em todas as versões de nós que existiram.

Os adolescentes.

Os adultos que seguiram caminhos diferentes.

As pessoas que se perderam.

As que se reencontraram.

E finalmente aqueles dois que estavam diante um do outro, não tentando recuperar nada.

Apenas escolhendo.

Foi então que entendi.

O amor nunca tinha sido sobre encontrar a pessoa certa no momento perfeito.

Era sobre duas pessoas imperfeitas encontrarem um jeito de construir algo verdadeiro quando finalmente estivessem prontas.

Nós não sabíamos exatamente como seria o amanhã.

E, pela primeira vez, isso não me assustava.

Porque o amanhã não precisava estar pronto.

Nós também não.

Teríamos novas decisões.

Novos sonhos.

Novos desafios.

Novos dias.

E, em cada um deles, haveria uma escolha.

A nossa.

Fechei os olhos por um instante.

Quinze anos atrás, eu perguntava:

"E se tivéssemos escolhido um ao outro?"

Agora eu sabia a resposta.

Nós não podíamos mudar aquela escolha.

Mas podíamos fazer algo melhor.

Podíamos escolher um ao outro daqui para frente.

E foi assim que nossa história terminou.

Não com uma promessa de que nada daria errado.

Não com a certeza de que a vida seria fácil.

Mas com algo muito mais verdadeiro.

A certeza de que, quando a vida nos perguntasse novamente o que queríamos fazer com tudo aquilo que havíamos construído...

nós já saberíamos a resposta.

Escolheríamos nós.

Thoughts

  • mcardoso41

    A parte de ter de escolher outra vez quando a vida aperta é a única que eu reconheço de perto. Há uns dois anos passámos meses lá em casa a falar só de horários e dos miúdos, e ninguém fez nada de heróico: um dia sentei-me na cozinha e propus a conversa que andávamos a adiar. Não sei se serve a mais alguém, mas quando ela percebe que só tentar não chegava, percebi a que se referia.

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  • lteixeira71

    Primeiro o texto diz que a história terminou, e depois a série mostra um capítulo 19. Do jeito que ficou, com os dois decidindo escolher de novo toda vez que a vida apertar, o fim de verdade parece ser o primeiro dia difícil. Vai postar a continuação da história dos dois depois dessa escolha?

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  • academiadobairro

    Depois de dezoito capítulos a coisa mais forte aqui é ele apertando a mão dela. Sem discurso, só isso. Quem acompanha desde o primeiro capítulo sabe o quanto custou chegar nesse aperto.

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