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Capítulo 11 — As Sete Luas

SamanthaBruxa

Conteúdo da publicação

O Reino da Lua Negra começou a desaparecer.

As árvores se transformaram em cinzas.

O céu se abriu.

As Sete Luas surgiram acima de Helena.

Amara apareceu.

Selene.

Morgana.

Isolde.

Luna.

Eva.

E, por último, a Sétima Lua.

Helena olhou para todas.

— Vocês mentiram para mim.

Amara respondeu:

— Sim.

— Por quê?

— Porque tínhamos medo do que você faria quando lembrasse.

Helena olhou para Luna.

— E você?

Luna se aproximou.

— Eu nunca menti.

— Você disse que minha mãe estava viva.

— Ela estava.

Helena olhou para o espírito de sua mãe.

Luna continuou:

— Morta não significa esquecida.

Helena virou-se para a mãe.

Ela sorriu.

— Você precisa escolher, filha.

— Escolher o quê?

— Voltar para o mundo dos vivos.

Helena ficou confusa.

— E vocês?

— Nós ficaremos aqui.

— E a Sétima Lua?

A mãe olhou para ela.

— Ela precisa voltar para você.

Helena sentiu medo.

— E se ela me destruir?

A Sétima Lua respondeu:

— Eu nunca quis destruir você.

— Então o que você quer?

Ela estendeu a mão.

— Ser inteira.

Helena olhou para Gabriel.

— Se eu aceitar, o que acontece?

Gabriel respondeu:

— Você vai lembrar de tudo.

— Tudo?

— Tudo.

— Inclusive minha morte?

Ele assentiu.

Helena olhou para a mãe.

— E depois?

A mãe respondeu:

— Você terá que decidir se quer continuar vivendo.

Helena fechou os olhos.

Pensou em tudo.

A mansão.

Nox.

Amara.

Selene.

As Sete Luas.

Seu pai.

Sua mãe.

A criança que havia sido.

A mulher que se tornou.

Então estendeu a mão.

A Sétima Lua tocou seus dedos.

Uma explosão de luz atravessou o reino.

Helena gritou.

Todas as suas memórias voltaram.

Ela viu seu nascimento.

Sua infância.

Sua mãe.

Seu pai.

A cerimônia.

A mansão.

Sua morte.

Seu renascimento.

E finalmente descobriu a verdade.

A Sétima Lua não era uma criatura criada por magia.

Não era um demônio.

Não era uma maldição.

Era a parte da alma de Helena que havia sido sacrificada para salvá-la.

As duas começaram a se unir.

A luz ficou branca.

Depois negra.

Depois prateada.

Quando tudo terminou, Helena estava sozinha.

O Reino da Lua Negra havia desaparecido.

Sua mãe também.

Gabriel estava ajoelhado diante dela.

— Helena...

Ela olhou para ele.

Seus olhos agora brilhavam como prata.

— Eu perdoo você.

Gabriel começou a chorar.

— Obrigado.

— Mas não quero esquecer.

Ele assentiu.

— Não esqueça.

Nox apareceu ao lado dela.

— Está na hora.

Helena olhou para trás.

A mansão estava distante.

As Sete Luas brilhavam no céu.

Seis começaram a desaparecer.

Uma permaneceu.

A Lua Negra.

Nox olhou para ela.

— Você sabe o que isso significa?

Helena assentiu.

— A Sétima Lua ainda está comigo.

— Não.

Helena olhou para ele.

— Então?

Nox sorriu.

— Agora você é a Sétima Lua.

Helena ficou em silêncio.

O vento soprou.

A mansão começou a desaparecer.

As paredes ruíram.

Os retratos se desfizeram.

Mas antes que a última janela desaparecesse, Helena viu algo.

Um novo retrato estava surgindo.

Não havia uma mulher nele.

Havia Helena.

E ao lado dela...

Nox.

Abaixo do retrato apareceu uma frase:

“A história nunca termina onde a Lua desaparece.”

Helena sorriu.

— Nox?

— Sim?

— Para onde vamos agora?

O gato olhou para a floresta.

Seus olhos prateados brilharam.

— Para encontrar as outras.

Helena franziu a testa.

— As outras?

Nox começou a caminhar.

— Você achou que existiam apenas sete?

Helena ficou imóvel.

— Quantas existem?

Nox olhou para trás.

— Treze.

E, muito longe dali...

Uma nova lua surgiu no céu.

Depois outra.

E outra.

Helena percebeu que a mansão não era o fim da história.

Era apenas a primeira porta.

Fim da primeira parte.

Thoughts

  • tresPaginas

    Treze. Ai não 😅

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  • Simao

    Treze luas. Aquele gato sabia disto o tempo todo e deixou-a andar às voltas, eu não confiava nele nem por nada.

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