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Capítulo 1 - Do que o coração precisa? Pergunta Sem resposta

Umavezlua
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Do que o coração precisa?

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Do que o coração precisa?

Eu não saberia dizer ao certo do que o coração precisa.

Talvez de amor.

Talvez de coragem.

Talvez de alguém que fique.

Ou talvez, no final desta história, eu continue sem saber.

Mas, se eu te contar um pouco da minha história de amor, talvez você termine este livro com o mesmo questionamento que eu carrego até hoje:

Do que, afinal, o coração precisa?

Hoje, tenho 24 anos. Meu nome é Thalia. Sou formada em Recursos Humanos e trabalho diariamente lidando com todos os tipos de pessoas possíveis. Aprendi a ouvir, observar, compreender comportamentos e, principalmente, a entender que cada pessoa carrega dentro de si uma história que nem sempre conseguimos enxergar.

Diria que sou realizada profissionalmente.

Mas não sou.

Ainda busco uma constante evolução. Ainda tenho sonhos que não alcancei, lugares onde quero chegar e uma versão de mim que talvez — e quando digo talvez, é talvez mesmo — um dia eu consiga conhecer.

Mas esta não é uma história sobre a minha carreira.

É sobre amor.

Ou, pelo menos, sobre aquilo que eu achava que o amor era.

Minha grande história de amor começou quando eu tinha 20 anos.

Naquela época, eu estava em um relacionamento com Luísa. Ela era dois anos mais velha que eu. Eu gostava dela, mas não da mesma forma que, mais tarde, descobriria ser possível gostar de alguém.

E então eu conheci Emma.

Não estava procurando por ela.

Não esperava por ela.

Na verdade, eu não estava procurando amor nenhum.

Simplesmente aconteceu.

Eu já havia visto Emma algumas vezes jogando futsal na faculdade. Ela era linda. Sorridente. Tinha um brilho no olhar que fazia parecer que qualquer pessoa que se aproximasse dela poderia acabar se apaixonando.

Eu apenas não sabia que essa pessoa seria eu.

Mas ainda não era o nosso momento.

Até que comecei a trabalhar em uma lanchonete perto de onde morávamos.

E lá estava ela.

Emma.

O meu amor.

É engraçado pensar nisso hoje.

Naquele dia, quando a vi entrando pela porta da lanchonete, eu não fazia ideia de que estava olhando para a pessoa que, alguns anos depois, seria capaz de ocupar tantos pensamentos meus.

Eu não sabia que ela seria meu primeiro grande amor.

Não sabia que viveríamos momentos que eu guardaria para sempre.

Não sabia que um dia nós terminaríamos.

E, principalmente, não sabia que perder alguém poderia doer daquela maneira.

Mas naquele dia, nada disso existia.

Existia apenas uma garota entrando em uma lanchonete.

E eu.

Quando a vi, me aproximei e tentei me apresentar.

Ela não lembrava de mim.

Talvez nunca tivesse me visto antes. Ou talvez tivesse visto e simplesmente não tivesse guardado meu rosto na memória.

Eu não fui vista por ela.

E, naquele momento, tudo bem.

Porque o mais importante era que, entre tantos rostos, eu a vi.

Ela acabou me ensinando algumas coisas do trabalho e, a princípio, éramos apenas amigas.

Apenas duas pessoas dividindo algumas horas do dia.

Mas o tempo tem dessas coisas.

Ele transforma pequenos momentos em grandes histórias sem pedir permissão.

Os olhares começaram a durar um pouco mais.

Os toques começaram a parecer diferentes.

As conversas ganharam outro significado.

E, sem que eu percebesse exatamente quando aconteceu, comecei a me apaixonar.

Primeiro por um sorriso.

Depois por um jeito.

Depois por uma conversa.

Depois por pequenos detalhes que talvez ninguém mais percebesse.

E, quando percebi, já estava apaixonada por cada parte daquela mulher.

Só existia um problema.

Luísa.

Eu não queria machucá-la.

E talvez essa tenha sido uma das primeiras coisas que aprendi sobre o amor: às vezes, mesmo tentando não machucar ninguém, alguém acaba saindo ferido.

Depois de um mês me apaixonando por Emma, eu precisei tomar uma decisão.

Eu não conseguia continuar em um relacionamento com alguém que eu já não amava da mesma maneira.

Afinal, como estar com alguém sem amá-la?

Como permanecer ao lado de uma pessoa quando o seu coração já começou a caminhar em outra direção?

Então eu terminei.

Não porque sabia o que aconteceria depois.

Não porque tinha certeza de que Emma sentiria o mesmo.

Não porque sabia se teríamos alguma chance.

Eu terminei porque, pela primeira vez, precisei escolher ser honesta com aquilo que estava sentindo.

E foi assim que, sem saber, eu abri espaço para a maior história de amor da minha vida.

Eu só não sabia que, anos depois, seria justamente essa história que me faria perguntar:

quando o amor termina, para onde vai tudo aquilo que ainda sentimos?

Respostas

  • Sbru

    nossa que livro gostoso de ler

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