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Capítulo 02 - Promessas ao Vento

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Os dias que se seguiram ao baile se arrastaram com a melancolia suave do outono.

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Os dias que se seguiram ao baile se arrastaram com a melancolia suave do outono.

As folhas douradas e avermelhadas caíam das árvores, cobrindo os caminhos de paralelepípedos do Palácio de Valtoria, como se a própria estação quisesse disfarçar, sob suas cores vibrantes, tudo o que havia ocorrido. 

Mas não havia como disfarçar.

O baile ainda era o tema da conversa nos corredores.

Os criados murmuravam em voz baixa. As damas trocavam olhares furtivos por trás dos leques. Os cavalheiros debatiam o evento enquanto saboreavam uma taça de vinho e outra.

A duquesa de Valtoria havia se entregado à dança.

E não com seu marido.

Mas sim com Henrique Devereux. 

Henrique era apenas um plebeu, sem título ou nome nobre que o protegesse das regras daquela sociedade. No entanto, ele possuía uma ousadia que poucos na corte se atreveriam a mostrar. E era exatamente essa audácia que o tornava uma ameaça aos olhos de Castiel, um homem que nunca deixaria que alguém como Henrique se aproximasse de Isabel.

Mesmo assim, durante aqueles breves minutos, ele esteve ao lado dela.

E todos estavam assistindo.

Até a rainha Eleanor.

Sentada em seu trono naquela noite, ela não deixou transparecer nenhuma surpresa.   

Apenas estavam ali, em silêncio.

Primeiro, Isabel.

Depois, Henrique.

E por último, Castiel.

Nenhuma palavra foi pronunciada.

Mas Eleanor conhecia sua corte como a palma da mão, e sabia exatamente o que certos olhares significavam.

O olhar de Castiel, por exemplo, falava mais do que qualquer discurso poderia expressar.

A rainha apenas tomou um gole de vinho e desviou o olhar para a orquestra.

Ela não iria se meter.

Não era seu papel intervir em todos os conflitos que surgiam entre os nobres.

Mas, quem sabe, anos depois, Eleanor ainda se lembrasse daquela noite.

Daquela dança.  

De como Isabel olhou para Henrique de um jeito que parecia, por um breve momento, que ela havia esquecido completamente das paredes ao seu redor. 

 🍂

Nos próximos dias o escândalo se alastrou como uma praga e os boatos foram espalhados pela floresta. Nas conversas silenciosas entre servos e cortesãos, o que ocorreu de fato entre a duquesa e o plebeu nunca mais foi um mistério. E alguns pareciam pensar que a dança se tratava de apenas mais um ato de cortesia entre convidados. Aliás, de fato, outros já viam ali algo mais doloroso, algo irrecuperável. 

O palácio parecia envolto em um silêncio que lembrava uma noite mal dormida. O sol ainda não havia começado a iluminar os vastos jardins de Valtoria, e a luz suave da madrugada filtrava-se pelas janelas, espalhando reflexos frios pelos corredores. 

Isabel estava parada em frente a uma das grandes janelas, buscando um pouco de paz no jardim silencioso, quando notou que Castiel estava atrás dela. 

Castiel tremia de raiva. 

A cada passo que dava em direção a Isabel, seu olhar se tornava mais gélido, tão duro quanto o gelo prestes a se quebrar sob o peso da própria raiva. Ele não conseguia suportar o que tinha visto naquela noite. Não era apenas uma dança. Era a maneira como Isabel olhou para outro homem. A liberdade que brilhava em seus olhos. O sorriso que, há muito tempo, Castiel já não conseguia fazer surgir. 

Diante de toda a corte, sua esposa havia consentido que outro homem a tocasse, a guiasse pela pista e, o que era ainda mais doloroso, despertasse nela uma expressão que Castiel só conhecia de memórias distantes. 

E aquele homem era Henrique. 

Um simples plebeu, sem título, sem um nome de nobreza e sem qualquer direito de se aproximar de uma mulher como Isabel. Mesmo assim, ele desfilava pelo salão com uma ousadia que o irritava, como se as regras daquela sociedade não tivessem valor algum para ele. 

Castiel apertou os punhos com força.

O que realmente o deixava furioso não era tanto a ideia de Henrique ter algum interesse por Isabel, mas sim a humilhação que isso trazia. Era como se ele tivesse sido desafiado na frente de todos, como se o seu lugar ao lado dela estivesse em jogo.

Como se alguém tivesse tido a audácia de tocar no que era seu.

E, pela primeira vez, Castiel se deu conta de que sua raiva não vinha apenas do medo de perdê-la. Vinha do fato de que outro homem havia conseguido, mesmo que por breves momentos, fazer Isabel esquecer que estava presa a ele. 

Isabel fechou os olhos por um momento.

Ela tinha plena consciência do motivo da presença dele.

O baile ainda não chegara ao fim para Castiel.

Para ele, aquela dança ainda se desenrolava diante de sua visão. 

— Isabel. 

A voz dele cortou o silêncio, o ambiente pequeno e sufocado. 

— Como você ousou me desonrar diante de todos?

Perto da janela, Isabel estava com liberdade. Olhava para o jardim emergente, começando a abrir novamente, as cores do outono. Ela tinha os olhos secos. Sua expressão estava cansada e cheia de desprezo, ela própria sabia que não havia nem desculpas, nunca perderia uma chance de enfrentar o desafio. 

— Castiel, eu… — tentou Isabel, só que foi interrompida pelo marido. 

— Não me venha com bobagens, Isabel. Você me ofendeu diante de todos.  — Se virou para frente no lugar —, eu tenho ódio! — Ele disse, com a face deformada pela fúria. Nunca fui tolo. — sua voz no momento era venenosa como nunca. — Você me traiu com os olhos, com o corpo e, pior, com a alma. 

A pressão no peito de Isabel aumentava, alimentada por um medo constante e sufocante. Ela sabia que ele estava prestes a cruzar um limite, e que não haveria desculpas. Ele falhou em encontrar palavras de apaziguamento, a voz vacilante, e então a segurou com força demais pelo braço. Doeu.

— Você vai pagar por isso. — Castiel pronunciou essas palavras como um trovão ecoando na sala. — Não posso deixar de punir isso.

Ela tentou se livrar, mas ele segurou-a com força, obrigando-a a olhar nos olhos dele. 

— Eu não fiz nada, Castiel. — A voz de Isabel era menos forte do que de costume, e o nervosismo em seu rosto não a ajudou a disfarçar. Ela sabia que ele não ia acreditar nela.

— Não? – Castiel riu com amargura. — Foi um espetáculo, Isabel. Entre o marido e a esposa? Ou seria um convite para que todos vissem quem você realmente é? Uma esperteza barata de quem não tem nem um pingo de decência, se entregando ao primeiro que lhe lança um olhar afetuoso?

Ele sentia a humilhação gravada no rosto, profunda demais para qualquer máscara esconder. Todo o poder e a autoridade que tanto cultivara, manipulando sua família e sua vida, agora desmoronavam diante dele, e Isabel era a vítima dessa ruína.

— Eu nunca…  — tentou alegar – O peso no braço na mão a calou. 

— Chega de mentiras Isabel! — Castiel a verberou, vergonhando-se com sua voz. — Você envergonha a nossa casa. Nosso título. Nossa honra. Principalmente, sua família de merda!  Não vou permitir que isso aconteça novamente. 

Quando a tensão tomou conta de seu corpo, a dor no peito de Isabel tornou-se quase insuportável, tão intensa quanto a do braço. No entanto, a dor que a atingia realmente foi a expressão de desdém dos olhos dele. Ela sabia que o que atormentava Castiel, mais do que o choque da traição, era o medo certeiro de perder o controle, de vê-la mais próxima de Henrique do que ele jamais fora, mesmo sendo o marido.

O que mais o perturbava, no fundo, não era a lealdade dela, era o fato de ela ter sido tocada por algo que ele não conseguia controlar. Alguém a havia alcançado de um modo que o desafiava.

Enquanto ele a soltou, o fôlego foi se acalmando e a dor vibrante se distanciando. Acomodou um vazio espalhando por sua consciência como uma explosão de pessoa para uma queda sem fim. Isabel sabia que não conseguia mais viver assim, no entanto, ao mesmo tempo, sua lealdade à família e à sua pequena a impediam de agir. 

Ela estava presa à filha, sua pequena Cecília. E se ainda suportava tudo aquilo, era por ela, não por si mesma.

Ela sabia que o verdadeiro castigo era arrancá-la de sua proteção, e ele sempre usava isso como espetáculo nas discussões. Era sua ameaça constante: afastá-la, mandá-la para longe, fora do seu alcance.

Castiel a olhou pela última vez com descuido, depois de mais uma palavra, ele saiu da sala deixando-a no centro de um mar de conflito dentro de sentimentos. Ela se encontrava dividida entre o medo do que o marido poderia destruir e o desejo de se entregar ao proibido que começava a florescer entre ela e Henrique.

A jovem duquesa não conseguia tirar da cabeça aquele encontro. 

Maldito encontro. Maldito homem. Maldito baile. Maldita dança.

O rosto de Henrique aparecia em sua mente com tanta frequência que era impossível ignorar o fato de que aquela dança tinha um significado especial. 

Havia algo naquele homem, naquele simples plebeu que se atreveu a conduzi-la pelo salão como se títulos e diferenças sociais não tivessem importância, que ainda a deixava inquieta.

Talvez fossem seus olhos.

Havia algo neles que a tocava de uma forma que Isabel não conseguia entender. Um brilho especial, uma liberdade que ela já não sentia em si mesma e que, por alguns momentos, a fez desejar algo que há muito tempo havia se proibido. 

Toda vez que fechava os olhos, a sensação da mão de Henrique em sua cintura ainda estava lá, acompanhada pelo suave movimento da dança e pelo som da música que ia se apagando lentamente.

E então, a imagem do vestido dourado girando sob as luzes do salão surgia, enquanto as últimas notas da valsa se dissipavam no ar. 

Por alguns momentos fugazes, Isabel se esqueceu de que era uma duquesa.

Ela se esqueceu de Castiel.

Esqueceu as paredes que a aprisionavam.

E, naquele instante, só queria continuar dançando. 

Isabel respirou fundo. 

Naquele instante, Isabel percebeu que o jogo havia mudado. 

No campo de batalha quase policial com Castiel, Isabel ainda se encontrava sozinha em seus aposentos imediatamente após a situação tensa, seu corpo tensionado, as mãos ainda tremendo, o coração gritando silenciosamente em sua cabeça. 

O que ela faria? Agiria? 

Como poderia escapar da prisão sufocante em que sua vida se transformara?

Ela não queria mais viver sob os dogmas de um casamento imposto, não queria ser apenas a esposa submissa, aquela que sempre se entregou aos caprichos de alguém incapaz de entender as verdadeiras complexidades do que significava ser um parceiro.

Isabel se afastou da janela, as cortinas ainda ondulando suavemente com o vento. Caminhou até a mesa, onde estava o retrato de Cecília, exatamente como ela, ao lado de livros e cartas. Observava a menina na fotografia, sorrindo, e sentia toda a inocência daquela criança angelical, que representava seu amor mais puro e incondicional. Ela sabia que não poderia se ferir, mas viver naquela mentira estava se tornando mais doloroso do que nunca.

Enquanto ela refletia, o som de passos ecoou do lado de fora. Alguém se aproximava dos quartos de Isabel. Seria o último criado ou alguém da corte? Não.

Henrique.

Ele sabia que, em algum lugar dali, ele estaria, mais uma vez, pronto para assumir o risco audazmente, como sempre fizera. 

Caminhou até a porta com a ousadia que o acompanhava, e não só não foi impedido de passar, como também não hesitou. Ao entrar, sua presença arrepiou os aposentos, preenchendo o ambiente com uma intensidade única, como o perfume das flores do outono.

— Milady. — Ele pronunciou o nome com um suave que a fez tremer e logo seu olhar foi interrompido com o dela intenso, firme mas carente de mais. —  Peço desculpas, Milady —  disse ele, dando um passo à frente, ciente de que invadir aquele espaço não era apenas impróprio, mas proibido. Sua postura era respeitosa, mas sua presença ainda carregava a ousadia que sempre o caracterizaram. — Nunca foi minha intenção ultrapassar os limites que lhe foram impostos. Porém, a necessidade de falar com você... de ver você, fez com que eu agisse de forma impensada.

Ele fez uma pausa, os olhos fixos nela, procurando em seu rosto uma resposta, qualquer reação que indicasse se ela compreenderia ou rejeitaria o que ele tinha a dizer.

— Se o que fiz foi invasivo, peço-lhe perdão. Mas, por favor, entenda: minha única intenção foi... 

Isabel ficou imóvel, o olhar fixo nele, mas a mente corroendo. O medo começava a tomar conta dela, como uma sombra, ao pensar na possibilidade de o marido já ter sido avisado. 

Era impossível que ele não soubesse, ninguém poderia invadir um espaço como aquele sem um convite formal ou sem ser alguém de grande importância. O pensamento de ser pega ali, com ele, fez seu coração disparar.

Ela tentou controlar a respiração, mas o leve tremor em suas mãos entregava o que seu corpo estava tentando esconder. A presença dele, ao mesmo tempo intimidadora e fascinante, tornava a situação ainda mais arriscada.

—  Você... você não deveria estar aqui. —  ela finalmente sussurrou, as palavras saindo quase em um fio de voz. Seus olhos se afastaram do dele, aterrorizados com o que poderia acontecer se o marido aparecesse naquele momento. —  Ele... meu marido... ele já deve saber.

Henrique deu um passo à frente; seus olhos não olhavam para qualquer lugar exceto seus. 

— Eu não conseguia mais ficar longe de você. —  Ele disse sinceramente e em seus olhos tinha fogo, a chama ardente que seu coração já havia escolhido.

Ele olhou para todos os lados, como se quisesse se assegurar de que ninguém mais os filmava, é então que de repente fechou a porta com um gesto cuidadosamente escolhido. 

— Eu sei que fui imprudente no baile. — disse, as palavras parecendo destinos claramente inusitados. – Ainda, não posso permitir que você siga vivendo isto como sua vida, Isabel. Não posso deixar que você se perca deste casamento sem amor. 

No silêncio que se seguiu, Isabel sentia o peso das palavras e da situação, como uma pressão constante sobre seu peito. Sabia que ele estava certo em tudo o que dizia. Seu casamento era uma prisão, e ela, uma prisioneira. Aprisionada em um arquiduomo de expectativas e obrigações. A cada dia que passava, as correntes se apertavam mais ao redor dela. Mas, apesar disso, o simples pensamento de se entregar completamente a Henrique ainda a aterrorizava.

— Não sou capaz. — Começou ela com um qualquer sorriso triste e quase resignado interrompido por Henrique.

— Eu sei o que você vai me dizer. —  ele murmurou suavemente, como se já soubesse que ela jamais ousaria pronunciar aquelas palavras. —  Você não pode... tem sua filha, sua honra, seu título. E, aos olhos do mundo, eu sou apenas um canalha, ou pelo menos é assim que pensam de mim. Isabel, você merece mais do que isso.

Engoliu seco, o coração de Isabel batendo fora do peito. Ele estava certo. O que ela mais temia não era perder seu titulo ou a manutenção de honra de sua família, mas o preço de todo esse amor que parecia puro demais e, ao mesmo tempo, ilegal demais para caber na vida. Henrique também sabia disso. Ele sabia que não havia palavras para dizer o quanto ela amaria alguém, poderia, à primeira vista, ser altamente danoso. 

— Não posso abandoná-la. 

— Então não abandone. 

— Como? 

Ela o encarou. 

Henrique ficou em silêncio por alguns segundos. 

— E o que faremos, Henrique? — Perguntou mais uma vez, sua voz quase um tremor.

Ele se aproximou ainda mais, agora estava a menos de alguns centímetros dela, seus olhos irradiavam uma sinceridade alternada quase desesperada.

— Encontraremos uma maneira.

— Não existe uma maneira.

— Deve existir.

— E se não existir?

Ele apertou suavemente sua mão.

— Então criaremos uma. Mas fugir, é o certo. – Ele havia falado com um tom confiante que a intrigou. Vamos embora Isabel. Vou te levar para longe de tudo isso.

Isabel sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto.

A palavra “fugir” pairou no ar, emanando todas as suas implicações. Ao fugir ela estava renunciando tudo o que ela possuía e conhecera; seu nome, sua casa, status, família, sua filha, ela nunca mais voltaria. No entanto, o coração de Isabel batia mais rápido que o desejo de um novo início.  

— Você não entende o que está pedindo.

— Entendo.

Ele se aproximou.

— Estou pedindo que você escolha a própria vida.

Ela o olhou, sua mente tumultuada, seu corpo ardentemente prostrado na láurea da demanda. No entanto, a consciência, abalada pelo desejo, gritava com força para Longe. 

Não dessa forma. 

Ela não poderia ser egoísta. 

Não. 

Sua menina precisava dela. 

Sua honra precisava ser preservada.

Ela balançou a cabeça.

— Minha vida não pertence somente a mim.

Henrique abaixou os olhos.

Sabia que ela estava certa.

Mas também sabia que não conseguiria simplesmente esquecê-la.

— Então me diga o que fazer.

Isabel olhou para ele.

E, depois de alguns segundos, sussurrou:

— Espere.

— Quanto tempo?

— Não sei.

— Isabel...

— Apenas espere.

Ele levou a mão dela aos lábios.

— Eu esperarei.

Mas então, algo incomodou em seu íntimo. Ela não poderia ser mais a mulher que fora encarcerada em um matrimônio conveniente, em um palácio cujo que o exterior custava mais do que o que se escondia em seus corações. Ela não queria desperdiçar mais tempo.

A decisão estava tomada. 

🍂

No anoitecer, em um lugar bem distante, Eleanor se encontrava em frente a uma das imensas janelas do palácio. 

A corte havia caído em um profundo sono.

O salão se encontrava deserto.

As velas começavam a se extinguir.

A rainha continuava a contemplar os jardins.

Não fazia ideia do que poderia acontecer entre Isabel e Henrique.

Talvez ninguém soubesse.

Mas, ao longo de sua vida, aprendera que alguns amores surgem exatamente onde não deveriam.

E que a corte tinha um jeito cruel de arruinar tudo o que não conseguia dominar.

Eleanor puxou as cortinas.

Decidiu que não faria nada. 

Não era que não se importasse. 

Mas, naquela noite, o destino daquela jovem duquesa já estava se encaminhando para um lugar do qual talvez nunca pudesse voltar. 

🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂🍁🍂

🧡 Fim do capítulo...

Uhh... decisão tomada?
Mas o que será que Isabel decidiu?

E a nossa rainha?
Ela está certa em escolher não se intrometer? Será que é apenas orgulho? Ou será que, no futuro, ela carregará o peso do remorso por ter permanecido em silêncio?

E você... até onde iria por um sentimento proibido?

📝 Agora quero saber de você: o que achou deste capítulo? Quero muito conhecer suas teorias, impressões e sentimentos sobre tudo o que está acontecendo!

⠀🌒 Em breve, o próximo capítulo.
Até lá... escute os sussurros do outono.





Thoughts

  • cadernoDeMargem

    Eu confio menos no Henrique do que a Isabel. Entrar no quarto de uma duquesa casada logo depois do escândalo põe ela em mais perigo que o próprio Castiel, e ele sabe disso.

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  • anogueira52

    Boa noite. O Castiel me deu mais medo depois que ele se entende, quando percebe que a raiva vem de ela ter esquecido, por uns minutos, que estava presa a ele. Conheci homem assim no serviço, calmo na rua e dono de tudo dentro de casa. A Cecília aparece em cena nos próximos, ou fica só no retrato em cima da mesa?

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  • tresPaginas

    Três noites neste e afinal a rainha viu tudo e fechou a cortina. Fiquei com raiva dela!

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  • Ovid

    A rainha Eleanor puxando as cortinas no fim me fez pensar em quanta gente numa corte sabe de tudo e escolhe o silêncio para não pagar o preço. Aposto que essa decisão vai voltar para ela mais tarde, quando o Castiel cumprir a ameaça. Pra mim ela é a personagem mais perigosa do palácio justamente porque não faz nada.

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  • linhaTorta

    No capítulo 1 era o pulso, agora é o braço com força demais, e das duas vezes a Isabel engole por causa da Cecília. A ameaça dele é mandar a menina pra longe, e aposto que é por aí que ele vai agir quando souber do Henrique no quarto. Ela pediu espera e no fim já estava decidida, então o Henrique não espera muito.

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