Beatriz,
Não sabes o quanto me inclino pra ti.
Tua feição alimenta a minha alma,
E é bússola, norte pra mim.
Desde aquele ano inesquecível,
Te carrego comigo no peito.
Às vezes não vejo teu amor,
Mas nunca mudei meu respeito.
Como faminto pelo pão,
Não sais da minha cabeça.
Amor ou paixão? Não sei.
Só sei que é isso que me aquece.
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Imagino à frente, ao teu lado,
No teu colo confortável.
Tão bela és. Por que eu?
Às vezes me sinto insuficiente.
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Quando penso em ti, saio do mundo,
Viajo às estrelas mais altas
E acordo querendo tocá-las.
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Teu olhar colide com o meu
E cega como um sol de repente.
Tanta luz que minhas pupilas
Não conseguem fixar presente.
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Enches a vida desse rapaz de beleza.
És singular, princesa. Nem mil poetas
Conseguiriam descrever-te inteira.
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Teu sorriso testemunha o paraíso.
Contemplando-o, eu provei do céu.
Por um segundo. Breve. Perfeito.
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Percebendo tua presença
Torno-me filho acolhido.
Vendo a mãe no mesmo ambiente:
Sente paz, alegria, abrigo.