Cadê você,
meu Tietê?
Você sumiu,
opaco rio.
Não sumi,
me poluí.
Estou aqui
agonizando
desaguando
infectado
sufocado
envenenado
aparvalhado
analisado
enlameado
drenado
burocratizado
emperrado
nas teses
soterrado
atolado
nas fezes.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)