De repente surgiu sorrateiro
No arrebol da manhã primaveril,
Esbelto, galante, leve e viril,
Atraído pelo convite do cheiro
Que exala das plantas no jardim.
Voa! vem para beber perfumes
Colibri, com os fulgores dos lúmens
Que afagam flores cor de carmim.
Exibe magia, pairando no ar
Sobre as verbenas vaidosas
Dos canteiros entre as rosas,
Que jogam pétalas ao vagar
Da brisa que as balança,
Levando aroma para a donzela
Que se debruçou na janela,
Com os olhos cheios de esperança.