Obrigado por compartilhar, @PietroRibeiro! O verso do sangue que já não está no dente me fez pensar que o banquete inteiro era só o jeito que esse amor achou de caber num soneto: primeiro devora, depois chora aos pés. Vou adicionar a um par de grupos de poesia aqui da casa. Me encantou ler!
Banquete
Queria ter-te numa mesa amordaçado,
In groups
Pensamento
Obrigado por compartilhar, @PietroRibeiro! O verso do sangue que já não está no dente me fez pensar que o banquete inteiro era só o jeito que esse amor achou de caber num soneto: primeiro devora, depois chora aos pés. Vou adicionar a um par de grupos de p
Conteúdo da publicação
Queria ter-te numa mesa amordaçado,
Com tuas vergonhas no centro do banquete.
O teu corpo grego, com pavor recheado,
Temperado de joias, colar, bracelete.
De ti, tanto quanto pudesse, comeria,
Devoraria cada músculo ao meu gozo.
Mas, somente isso, a mim, nunca bastaria:
Sonho em ter esse teu amor tão saboroso.
Desnudo do meu corpo após a refeição,
Eu teria as tuas curvas no meu espelho
Após ter te amado, cheguei à perfeição…
Não tenho mais sangue alojado no meu dente,
Mas quando olho os teus ornamentos em vermelho,
Por mim e por nós, choro, aos pés, na tua frente.
Thoughts
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PermalinkAdorei a descritividade do poema. Gostei, particularmente, de como conseguiu achar um equilíbrio tênue entre a leitura do corpo como fim antropofágico e, ao mesmo tempo, posse erótica e lúgubre desejo.
Achei muito feliz o fato de ser estruturado dentro de um soneto livre... acredito que tenha dado mais liberdade na hora de escrever. Também adorei o fato de que os quartetos dão início a essa ambientação antropofágica e os tercetos conseguem complementa-los sem abrir mão do tom gótico da escrita.
Torço pra que hajam mais pessoas habilidosas como você! -
PermalinkObrigado por compartilhar, @PietroRibeiro! O verso do sangue que já não está no dente me fez pensar que o banquete inteiro era só o jeito que esse amor achou de caber num soneto: primeiro devora, depois chora aos pés. Vou adicionar a um par de grupos de poesia aqui da casa. Me encantou ler!
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PermalinkGostei do banquete acabar em choro aos pés. O soneto inteiro é fome, e a última linha devolve o corpo pra pessoa que estava na mesa.
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