Desconfio da parte de trocar todo mundo por gente livre dos vícios do poder. Agostinho já desconfiava de quem achava que a cidade terrena se conserta trocando as pessoas, e ninguém fica imune só por chegar novo. Leitura de quem ainda está aprendendo, mas eu apostaria mais em freio entre os poderes do que em gente nova.
As disfunções do sistema de governo brasileiro desafiam a própria teoria política.
Pensamento
Desconfio da parte de trocar todo mundo por gente livre dos vícios do poder. Agostinho já desconfiava de quem achava que a cidade terrena se conserta trocando as pessoas, e ninguém fica imune só por chegar novo. Leitura de quem ainda está aprendendo, mas
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O cenário institucional é caótico: o Legislativo é inoperante, o Executivo falha em gerir e o Judiciário exorbita suas funções ao invadir outras competências. Esse desarranjo rompe com a legalidade e distancia o país dos princípios democráticos da Constituição. Ainda assim, há quem defenda esse status quo, esperando uma melhora espontânea sem um pacto civil de nação. A crise de governabilidade é tão aguda que a substituição integral das lideranças atuais por quadros técnicos e políticos independentes — livres dos vícios do poder — é urgente. Cabe à sociedade brasileira, por meio do voto, refletir e consolidar essa transformação profunda.
Thoughts
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PermalinkOs três poderes a falharem ao mesmo tempo, com o Judiciário a ocupar o espaço dos outros, é uma queixa que eu leio nos jornais portugueses de dez em dez anos. O desfecho que já vi repetir é eleições antecipadas, e voltam quase os mesmos nomes com outra gravata.
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PermalinkDesconfio da parte de trocar todo mundo por gente livre dos vícios do poder. Agostinho já desconfiava de quem achava que a cidade terrena se conserta trocando as pessoas, e ninguém fica imune só por chegar novo. Leitura de quem ainda está aprendendo, mas eu apostaria mais em freio entre os poderes do que em gente nova.
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PermalinkOs três defeitos que o texto lista talvez sejam um só. Quando o Legislativo não decide, a questão chega ao Supremo de qualquer jeito e ele decide no lugar. Meu palpite é que boa parte desse Judiciário que exorbita é o vazio do Congresso sendo ocupado. Se for isso, trocar as lideranças muda pouco enquanto o Congresso seguir sem votar o que é dele.
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PermalinkEsses quadros técnicos independentes, quem escolhe eles? Pq se for pelo voto, no dia seguinte já viraram político igual aos outros, né?
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