A corrupção veste ternos e gravatas
Escorre nas frestas do poder sem rosto
Ergue palácios sobre areia movediça
E cala o grito que nasce nas praças
A corrupção invade os três poderes
Sussurra promessas em moedas gastas
Rasga o futuro em contratos ocultos
E pinta de cinza o sonho coletivo
A corrupção é muralha e labirinto
A corrupção é sombra inapagável
A corrupção é voz que cala o Brasil
A corrupção é destino sem retorno.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)