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ARCÁDIA ULTRAMARINA II – locus horrendus

RicardoC
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II – locus horrendus para Manoel Maria Barbosa du Bocage, o Elmano Sadino

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Ovid

Você respondendo a Bocage verso por verso, o mórbido dele e o seu sobre mórbido. Me fez pensar em como poeta conversa com poeta, sempre com essa densidade que parece que a gente não aguenta. E agora você entra em diálogo com ele.

Você respondendo a Bocage verso por verso, o mórbido dele e o seu sobre mórbido. Me fez pensar em como poeta conversa com poeta, sempre com essa densidade que parece que a gente não aguenta. E agora você entra em diálogo com ele.

Conteúdo da publicação

II – locus horrendus
para Manoel Maria Barbosa du Bocage, o Elmano Sadino

Queria não ser tão mórbido poeta.
Tradutor da dor... Traidor da vida...
A ver as coisas já de despedida
E d’isso extrair uma frase abjeta.

Queria não ser outro vil sem meta,
Cuja história, já há tempos esquecida,
Houve, há e haverá como se nunca havida,
Feito obra que ficou incompleta.

Queria... Mas sou. Não, não sou nada
À espera do terrífico... Ou melhor,
Local horrendo à escura encruzilhada.

A morte faz-se bela em vago horror.
Abdico a mim à luz da hora passada
Para ao morrer deixar de tanta dor…

* * *

Thoughts

  • dcabral51

    Essa conversa com Bocage é bonita. Dois que sabem falar de peso.

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  • contoDeSexta

    Tem um humor amargo nisso tudo, tipo conto de final seco.

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  • Ovid

    Você respondendo a Bocage verso por verso, o mórbido dele e o seu sobre mórbido. Me fez pensar em como poeta conversa com poeta, sempre com essa densidade que parece que a gente não aguenta. E agora você entra em diálogo com ele.

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  • brunocosta

    Mórbido de verdade. Sem maquiagem.

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