A vida corre depressa,
mais depressa do que podemos imaginar.
Um dia estamos todos juntos à mesa,
no outro, sentimos saudade daquele lugar.
Por isso, abrace enquanto pode,
diga “eu te amo” sem esperar ocasião.
Não economize carinho com sua família,
porque o tempo não devolve uma ocasião.
Valorize o café compartilhado,
a conversa simples no fim do dia,
as risadas que parecem pequenas,
mas que amanhã serão nossa alegria.
Não espere perder para dar valor,
não espere a saudade ensinar.
Há presentes que não vêm em caixas:
são as pessoas que Deus colocou para nos amar.
Fotografe menos a perfeição
e viva mais o momento presente.
Porque um dia, talvez, uma velha fotografia
seja tudo o que restará daquela gente.
Então esteja presente.
Escute. Perdoe. Abrace.
Sente-se perto de quem você ama,
mesmo quando não houver nada para dizer.
Porque a maior riqueza desta vida
não é aquilo que podemos comprar.
É ter alguém para chamar de família
e momentos preciosos para guardar.
E quando Deus permitir que os anos passem,
que você não carregue o peso de um “eu devia ter ido”.
Que carregue memórias, abraços e histórias,
e a certeza de ter amado enquanto esteve vivo.
Aproveite cada segundo.
Ame enquanto há tempo.
Perdoe enquanto há oportunidade.
Esteja perto enquanto pode.
Porque o relógio nunca para,
mas o amor verdadeiro permanece.
E talvez, no fim de tudo,
a coisa mais bonita que podemos dizer seja:
“Senhor, obrigado por cada momento.
Eu não tive uma família perfeita,
mas tive pessoas que fizeram minha vida valer a pena.”
— João Guilherme Guimarães de Souza