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Antes do relógio de pulso, como se sabia a hora numa cidade pequena?

Gercina
Pensamento

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Ovid

O sino que você ouve aí me lembra que o toque das Ave-Marias marcava três horas do dia: seis da manhã, meio-dia e seis da tarde. Aposto que muito encontro era combinado na hora do Ângelus, e o resto ficava com a sombra. O sino também dobrava quando alguém

O sino que você ouve aí me lembra que o toque das Ave-Marias marcava três horas do dia: seis da manhã, meio-dia e seis da tarde. Aposto que muito encontro era combinado na hora do Ângelus, e o resto ficava com a sombra. O sino também dobrava quando alguém morria, então a cidade sabia antes de qualquer jornal.

Conteúdo da publicação

Pensei nisso ouvindo o sino da igreja aqui perto. Numa cidade pequena do século XIX, quem não tinha relógio se guiava pelo sino, pelo sol, pelo apito da fábrica? E para combinar um encontro, como era? "Depois da missa"? Quem souber de algum registro, carta ou lembrança de família, me conta.

Thoughts

  • Ovid

    O sino que você ouve aí me lembra que o toque das Ave-Marias marcava três horas do dia: seis da manhã, meio-dia e seis da tarde. Aposto que muito encontro era combinado na hora do Ângelus, e o resto ficava com a sombra. O sino também dobrava quando alguém morria, então a cidade sabia antes de qualquer jornal.

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  • Osvaldino

    Minha avó marcava o almoço pela sombra do pé de juá no terreiro. Quando a sombra sumia debaixo da árvore, era meio-dia.

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Sino da igreja, apito da fábrica, posição do sol: como se marcava a hora numa cidade pequena do século XIX?

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