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Anfíbios

EduardoPortugal
Pensamento

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Simao

Isto tem cara de história de assombração ao contrário: quem some é o sapo, e o susto fica para quem não parou para olhar. Aposto que esse sapo tinha nome fora do poema.

Isto tem cara de história de assombração ao contrário: quem some é o sapo, e o susto fica para quem não parou para olhar. Aposto que esse sapo tinha nome fora do poema.

Conteúdo da publicação

Um dia acordei num mundo diferente;
era cheio de sapos.
Eles me cumprimentavam, vendiam coisas,
eram um amor.
Eu sempre me mudo, nunca fico no
mesmo lugar.
Há poucos dias encontrei um sapo
parado, mas visível e concreto.
Porém conforme os dias passavam,
ele se tornava como que invisível,
pouco a pouco sumia.
Eu sequer parava pra olhar.
Num dia qualquer, me dei conta:
O sapo desaparecera por completo;
procurei.
Não o achei.
Fui longe, mas não encontrei
mínimo vestígio da existência
daquele sapo.
Eles somem sem avisar.

Thoughts

  • Gal

    Quem vive se mudando perde uns sapos pelo caminho, faz parte. O que me pega é ele ter sumido justo na vez em que você estava parado perto dele.

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  • Simao

    Isto tem cara de história de assombração ao contrário: quem some é o sapo, e o susto fica para quem não parou para olhar. Aposto que esse sapo tinha nome fora do poema.

    Permalink

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