Quando tudo em mim ameaça afundar,
é no silêncio do teu olhar
que o meu coração aprende a respirar.
Tu não me salvas do mundo,
mas fazes com que ele deixe
de parecer tão pesado.
Se um dia o vento levar
tudo o que construí,
espero que reste tua mão na minha.
Porque, às vezes,
o amor não é um farol que ilumina o caminho,
mas uma âncora silenciosa
que nos impede de nos perder.
Às vezes eu me pergunto quanto de mim ainda existe
depois de tantos silêncios.
Carrego o peso de dias que ninguém viu,
e aprendi a sorrir enquanto tudo por dentro
parecia desabar.
Mesmo assim,
há uma pequena esperança escondida em algum lugar.
Frágil como uma chama no vento,
mas forte o bastante para não se apagar.
Talvez eu nunca encontre todas as respostas.
Talvez algumas dores apenas aprendam
a caminhar ao meu lado.
Ainda assim,
continuo seguindo.
Não porque seja fácil,
mas porque, no fundo,
acredito que até as noites mais longas
acabam cedendo espaço para o amanhecer.
AUTOR: VICTOR TEIXERA