1. *Feitos na América* — A ironia do sonho americano virando balcão de negócio
2. *Cérebro homérico* — Épico, mas viciado em inquérito. Herói que só existe no processo
3. *FHC e Collor* — O protocolo muda, o polo não. Marco ou pollo, dá no mesmo
4. *Sem culpa nem dolo* — A hostilidade institucionalizada, vendendo até a pele
5. *Sangues azuis* — A máquina pulsando, jóia que reluz às custas de quem sangra
6. *Vossa excelência* — Amigo vira inimigo vira comércio. Todo mundo tem preço
7. *Oferenda* — Quem se oferece demais vira sacrifício no altar do capital
E o 7º verso fecha o ciclo: _duplica minha renda. Paz._
A oração moderna.
Perfeição às avessas.
A noite virou balcão. O místico virou marketing. O convite do heptagrama virou _Diga-me seu preço_.
_Lava a grana / Esconde as gramas / Tira as manchas e as digitais_
É o ritual. Só que sem incenso. Com vanish.
Isso é extermínio sem bomba. É trocar humanidade por hostilidade no débito automático. E o pior: com nota fiscal.