Âmbar
Enquanto observava a lua, bela e plena, surgir no horizonte, te percebi ao lado, meio discreta, inquieta, mas atenta a cada mínimo detalhe que me direcionava a fazer.
A majestade que se mostrava parcialmente agora estava em sua totalidade, e seu brilho encantava nossos olhos, no mesmo espaço, mas ainda à distância.
Movimentos espelhados, olhos que percorrem o espaço rapidamente e que, ao breve movimento do ponteiro do relógio, se cruzam e se perdem novamente.
Tu me olhas, eu te olho e, encantada com a beleza âmbar da tua pele, desejo sentir teu cheiro mais de perto.
Nessa dança descompassada em que te percebo e me percebes, te busco nos leves e breves devaneios do momento e, pacientemente, espero, enfim, tua rendição ao que já não podes conter e do que já não consegues fugir.
Autora: Eliete Souza