Fuja rápido!
Queima a casa.
Tem rostos no espelho; em volta da minha alma, eu sinto as brasas.
Cadeado, tranca as asas.
Eu não saio pro voo; perdi a rota. Qual o caminho para casa?
O gosto do vinho vicia rápido, igual à espera da morte, igual à esfera do meu desejo.
Impuro, perverso é o que eu vejo no espelho.
O reflexo dos desejos; luxúria eu enxugo no meu lenço.
O que é necessário pra chegar no desespero?
As minhas pernas não funcionam no meu aprisionamento.
O olho avisou os corações; eu vejo, mas tenho medo de perder o que não foi bem feito.
Talvez agarrar seja o meu defeito.
Foi a ilusão da prisão que desencadeou o sentimento.
Os meus frutos não crescem porque não têm desejo.
Seu olho, pela transparência, eu vejo.
Não foi só a sua transferência que causou a interferência do meu sentimento de incerteza.
O meu choro causou a consequência, culpa da doença que eu senti no olho da certeza.
Caminhei sobre a caveira da mentira, encontrei a verdadeira companheira.
Se eu esperasse pra fugir, será que teria a certeza?
Que tudo isso não passou de uma coisa tão pequena…