Cinquenta e um anos, quatro filhos, um netinho, e o livro abre pedindo pra quem lê viajar junto. Me lembra as pessoas que só conseguem contar o mais duro depois que passou, quando dá pra olhar pra trás sem tremer. Dá pra ver que esses capítulos curtos saíram em pedaços de tempo roubados do dia.
A Vida Me Quebrou Deus Me Reconstuiu
A Vida Me Quebrou, Deus Me Construiu
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Cinquenta e um anos, quatro filhos, um netinho, e o livro abre pedindo pra quem lê viajar junto. Me lembra as pessoas que só conseguem contar o mais duro depois que passou, quando dá pra olhar pra trás sem tremer. Dá pra ver que esses capítulos curtos saí
Conteúdo da publicação
A Vida Me Quebrou, Deus Me Construiu
Autora: Evaniete Odilon Cavalcante da silva
Capítulo 1 – Se você aceitar viajar comigo
"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." — Salmo 30:5
"Sem Deus eu não sou nada; com Deus eu posso tudo."
Dedicatória
Ao meu Painho.
Meu eterno, meu Senhor, meu Rei, meu Paizinho.
Antes de dedicar este livro a qualquer pessoa, eu o coloco aos Teus pés. Cada lágrima que virou palavra só existe porque Tu sustentaste a minha vida quando eu já não tinha forças para continuar.
Toda honra, toda glória e todo louvor pertencem a Ti.
Não estou aqui para contar a história de uma mulher perfeita. Estou aqui para abrir o coração de uma mulher que foi quebrada muitas vezes, mas que encontrou nas mãos de Deus a reconstrução que ninguém mais poderia oferecer.
Meu nome é Evaniete Odilon Cavalcante. Tenho 51 anos. Sou mãe de quatro filhos, avó, esposa e completamente apaixonada pela vida. Mas nem sempre foi assim.
Houve dias em que eu achei que tinha chegado ao fim.
Houve noites em que chorei escondido para que meus filhos não vissem o tamanho do meu medo.
Foi nesses momentos que conheci um Deus que não abandona.
Se você também já se sentiu sem forças, continue lendo.
Talvez Deus tenha marcado este encontro entre nós.
🌸
Capítulo 2 – Quem é Evaniete?
"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci." — Jeremias 1:5
Quem é Evaniete?
Essa pergunta parece simples, mas a resposta demorou anos para nascer.
Durante muito tempo eu me apresentei pelos problemas que enfrentava.
Depois percebi que Deus me chamava pelo nome de filha.
Sou uma mulher comum.
Já senti medo.
Já pensei que não conseguiria continuar.
Já precisei sorrir enquanto o coração chorava.
Mas também sou uma mulher que aprendeu que a esperança pode nascer dentro das maiores tempestades.
Hoje sei que minha identidade não está na dor.
Minha identidade está em Cristo.
🌸
Capítulo 3 – Quando me tornei mãe
"Os filhos são herança do Senhor." — Salmo 127:3
A maternidade mudou tudo.
Ser mãe me ensinou que o amor tem um preço.
E eu pagaria esse preço mil vezes.
Cada filho chegou trazendo uma missão diferente para minha vida.
Aprendi que mãe faz milagres silenciosos.
Ela divide o pão.
Ela esconde as lágrimas.
Ela abraça mesmo quando está cansada.
Hoje, olhando para trás, percebo que Deus me ensinava sobre Seu próprio amor através dos meus filhos.
Hoje também tenho o privilégio de ser avó.
E meu netinho me lembra que Deus continua escrevendo capítulos felizes.
🌸
Capítulo 4 – Quando faltou o pão
"O meu Deus suprirá todas as vossas necessidades." — Filipenses 4:19
Eu fazia contas.
Inventava soluções.
Tentava parecer forte.
Mas, quando a porta parecia fechada, Deus enviava pessoas.
Uma ajuda.
Uma cesta.
Uma mão estendida.
Hoje eu sei que aqueles dias não serviram para me humilhar.
Serviram para me ensinar que Deus nunca deixa uma mãe caminhar completamente sozinha.
🌸
Capítulo 5 – O milagre da coragem
"Não temas, porque eu sou contigo." — Isaías 41:10
Acordando.
Trabalhando.
Cuidando.
Orando.
Recomeçando.
Houve dias em que eu não tinha forças.
Mas Deus tinha.
E emprestava as Dele para mim.
Foi assim que cheguei até aqui.
Ainda existem desafios.
Ainda existem dores.
Mas agora existe uma certeza maior.
Meu Painho nunca soltou minha mão.
🌸
Thoughts
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PermalinkQue coisa linda 🌸
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PermalinkO capítulo do pão, com as contas feitas e as soluções inventadas, é o que me fica mais perto. Rezo em casa à noite, com uma vela na cozinha, e guardo numa nota as pessoas por quem rezo naquele dia. Gostei que tenhas escrito a parte do medo escondido dos filhos, que é a que quase ninguém conta.
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PermalinkEu ainda estou no começo disso e me sinto estranho no meio conhecido. Ler alguém que atravessou coisa mais pesada e segue contando ajuda.
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PermalinkFico com as semanas em que não havia forças. Passo temporadas sem sentir nada e continuo na mesma, e dá alguma calma ler isto de quem tem mais estrada do que eu.
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PermalinkAs forças emprestadas, isso eu entendo do meu jeito. Tem noite que eu leio o mesmo salmo e não peço mais nada, e no outro dia dá pra levantar e abrir a porta.
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PermalinkUm capítulo com esse nome, quando faltou o pão, já pesa antes da primeira linha. A cesta e a mão estendida é o que eu mais vejo acontecer de verdade, e quem ajudou quase nunca comenta depois.
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PermalinkEsconder o choro para os filhos não verem o medo, isso já ouvi a muita gente e nunca a ninguém que escrevesse. Rezo à noite, deitada, por palavras minhas, e é o que tenho.
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PermalinkCinquenta e um anos, quatro filhos, um netinho, e o livro abre pedindo pra quem lê viajar junto. Me lembra as pessoas que só conseguem contar o mais duro depois que passou, quando dá pra olhar pra trás sem tremer. Dá pra ver que esses capítulos curtos saíram em pedaços de tempo roubados do dia.
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