O novo começo*
Curitiba amanhecia fria, como quase sempre. No terceiro ano do ensino médio, tudo
parecia igual… até a chegada de Kim Somy Yom. Ele não era só bonito — havia
algo nele que ninguém conseguia explicar. Misterioso, com um olhar que parecia
esconder mil histórias, Somy logo chamou atenção. Mas, ao contrário do que todos
esperavam, ele não tentou se enturmar… exceto com uma pessoa: Félix Kim.
Félix era o oposto — popular, carismático, o tipo de garoto que todos queriam por
perto. E, mesmo assim, escolheu Somy como melhor amigo. E foi nesse mesmo dia
que Somy notou alguém diferente. Kim Shoyu.
A Garota Invisível*
Shoyu era o tipo de pessoa que ninguém entendia… e por isso ninguém se
aproximava. Sentava sempre no fundo da sala, usava roupas diferentes e tinha um
olhar distante. Alguns a chamavam de estranha. Outros apenas ignoravam. Mas
Somy não ignorou. Ele a observava em silêncio, curioso. Havia algo nela… algo
verdadeiro. E isso o intrigava mais do que qualquer outra coisa.
Entre Olhares*
Félix rapidamente percebeu o interesse de Somy.
— “Ela? Sério?” — ele perguntou, meio rindo.
Somy apenas respondeu com um sorriso leve:
— “Ela não é como os outros.”
Félix, por outro lado, nunca tinha reparado em Shoyu antes. Mas, a partir daquele
momento… começou a olhar também. E talvez… com outros olhos.
Primeiro Contato*
Um trabalho em grupo mudou tudo. Somy, Shoyu e Félix foram colocados juntos. No
início, o silêncio dominava. Shoyu mal falava. Félix tentava quebrar o gelo. E Somy…
apenas observava. Até que, de repente, Shoyu falou algo inesperado — inteligente,
profundo, diferente. Somy sorriu. Félix ficou impressionado. E Shoyu… percebeu
que, pela primeira vez, alguém realmente a escutava.
Aproximações*
Com o tempo, o grupo começou a se encontrar mais. Félix fazia Shoyu rir. Somy
fazia Shoyu pensar. E Shoyu… fazia os dois se sentirem diferentes. O que antes era
apenas um trabalho virou uma conexão. Mas sentimentos começaram a surgir…
silenciosamente.
Ciúmes Invisíveis*
Félix começou a notar algo estranho dentro de si. Quando Somy conversava com
Shoyu, ele se sentia… incomodado. Quando Shoyu sorria para Somy, algo apertava
seu peito. Ele nunca tinha sentido aquilo antes. E não sabia o que fazer com esse
sentimento.
Segredos de Somy*
Somy também escondia algo. Por trás do garoto romântico e misterioso, havia
alguém que tinha medo de se apegar. Ele já tinha se machucado antes. E agora, ao
olhar para Shoyu… sentia que estava se aproximando demais de algo que poderia
lembrá-lo de novo. Mas, mesmo assim… ele não conseguia se afastar.
Confissões Não Ditadas*
Em uma tarde fria, Shoyu e Félix ficaram sozinhos. Conversaram por horas. Riram.
E, sem perceber, se aproximaram mais do que deveriam. Félix quase disse o que
sentia. Mas parou. Porque, no fundo… ele sabia. Somy também gostava dela.
O Olhar Que Diz Tudo*
No dia seguinte, Somy percebeu a mudança. Olhares diferentes. Silêncios
estranhos. Sorrisos que não eram mais os mesmos. Ele entendeu. Sem que
ninguém dissesse nada… ele entendeu. E, pela primeira vez, Somy sentiu medo de
perder algo antes mesmo de ter.
A Escolha Que Nunca Veio*
Os três continuaram juntos. Rindo. Conversando. Fingindo que nada estava
acontecendo. Mas tudo estava. Shoyu gostava dos dois… de formas diferentes. Félix
estava dividido entre amizade e amor. Somy lutava contra sentimentos que não
queria sentir. E nenhum deles teve coragem de escolher. Porque escolher…
significaria perder alguém. E assim, entre olhares não ditos e sentimentos
guardados… a história continuou.
A história continua...
O Segredo de Shoyu*
Somy e Félix começaram a notar que Shoyu estava diferente. Ela parecia mais
distante, mais fechada. Eles decidiram investigar e descobriram que Shoyu tinha um
segredo: ela era filha de um famoso empresário que a abandonou quando era
criança. Shoyu havia construído uma vida para si mesma, longe da fama e do
dinheiro da família.
A Verdade Revelada*
Somy e Félix confrontaram Shoyu sobre o segredo. No início, ela negou, mas logo
percebeu que não podia mais esconder a verdade. Shoyu contou tudo: sobre a
infância difícil, sobre a solidão e sobre como ela havia aprendido a se proteger.
Consequências*
A revelação do segredo de Shoyu mudou tudo. Somy e Félix começaram a vê-la de
forma diferente. Eles se sentiam desconfortáveis com a ideia de que Shoyu havia
mentido para eles. Shoyu, por sua vez, se sentia exposta e vulnerável.
Afastamento*
Somy e Félix começaram a se afastar de Shoyu. Eles não sabiam como lidar com a
situação e não queriam se machucar. Shoyu, por sua vez, se fechou ainda mais,
protegendo-se de possíveis rejeições.
Reflexão*
Somy e Félix começaram a refletir sobre seus sentimentos. Eles perceberam que
haviam se deixado levar pela curiosidade e pelo desejo de ajudar Shoyu, mas não
estavam preparados para lidar com as consequências. Shoyu, por sua vez, percebeu
que havia se fechado demais e que precisava aprender a confiar novamente.
O Erro*
Somy e Félix perceberam que haviam cometido um erro ao se afastar de Shoyu.Eles se sentiam culpados por não terem sido mais compreensivos e por não terem
apoiado Shoyu. Shoyu, por sua vez, percebeu que havia se fechado demais e que
precisava aprender a perdoar.
Tentativa de Reaproximação*
Somy e Félix tentaram se reaproximar de Shoyu, mas ela estava muito ferida. Shoyu
não sabia se podia confiar neles novamente e se afastou ainda mais.
Consequências do Afastamento*
O afastamento de Shoyu afetou Somy e Félix de forma profunda. Eles se sentiam
vazios e incompletos, como se tivessem perdido uma parte de si mesmos. Shoyu,
por sua vez, se sentia mais sozinha do que nunca.
A Descoberta*
Somy e Félix descobriram que Shoyu havia sido vítima de bullying no passado e que
era por isso que ela se fechava para as pessoas. Eles se sentiram culpados por não
terem percebido isso antes e por não terem feito nada para ajudá-la.
O Confronto*
Somy e Félix confrontaram Shoyu sobre o bullying e sobre como eles haviam se
afastado dela. Shoyu se sentiu compreendida, mas ainda estava ferida. Ela não
sabia se podia confiar neles novamente.
A história continua..
O Aniversário Surpresa*
Era o aniversário de Shoyu e Somy e Félix decidiram fazer uma surpresa para ela.
Eles organizaram uma festa na piscina e convidaram todos os amigos da escola.
Shoyu estava radiante de felicidade, sem saber o que estava por vir.
Somy, que sabia que Shoyu amava gatos, havia preparado um presente especial
para ela: um gatinho branco e cinza, que ela imediatamente abraçou e beijou.
A festa estava em pleno andamento quando Félix chamou Shoyu para conversar em
particular. Eles se afastaram da multidão e Félix, aproveitando a oportunidade,
roubou um beijo dela. Shoyu ficou surpresa, mas antes que pudesse reagir, Somy
chegou e viu a cena.
Somy ficou chocado e, sem dizer uma palavra, saiu correndo da festa. Shoyu,
percebendo o que havia acontecido, se desculpou com Félix e foi atrás de Somy
para tentar conversar com ele e explicar o que havia acontecido.
A Perseguição*
Shoyu correu atrás de Somy, tentando alcançá-lo. Ela o viu virando a esquina e
aumentou o passo. "Somy, espera!", ela gritou.
Mas Somy não parou. Ele continuou correndo, com o coração pesado de tristeza e
confusão. Shoyu finalmente o alcançou e segurou seu braço, fazendo-o parar.
"Somy, por favor, me ouça", ela disse, ofegante.
Somy se virou para ela, com um olhar magoado. "O que você quer explicar, Shoyu?
Eu vi tudo. Você e Félix..."
Shoyu o interrompeu, com lágrimas nos olhos. "Somy, não é o que você está
pensando. Félix me beijou, eu não..."Somy balançou a cabeça, tentando processar a situação. "Eu não entendo, Shoyu.
Por que você não me disse nada?"
Shoyu sentiu um nó na garganta. "Eu não sabia como lidar com isso, Somy. Eu g..."
Mas antes que ela pudesse terminar, Somy se afastou e continuou caminhando. "Eu
preciso de tempo, Shoyu. Sozinho."
Shoyu ficou parada, assistindo Somy se afastar. Ela sentiu um vazio no peito e não
sabia o que fazer.
O Silêncio*
A festa na piscina continuou, mas o clima havia mudado. Félix, sentindo que algo
estava errado, procurou por Shoyu, mas ela havia desaparecido.
Ele encontrou Somy sentado em um banco, sozinho, com o gatinho que havia dado
a Shoyu em seus braços.
"O que aconteceu?", Félix perguntou, sentando-se ao lado dele.
Somy apenas balançou a cabeça. "Nada, Félix. Só vá embora."
Félix sabia que algo estava errado, mas decidiu respeitar o espaço de Somy.
A noite caiu em silêncio, com apenas o som da música da festa ao fundo.
O Afastamento*
O silêncio entre Somy e Shoyu era ensurdecedor. Eles mal se falavam, e quando o
faziam, era apenas para discutir. Félix, que havia iniciado a confusão, estava
começando a se sentir culpado.
Shoyu, por sua vez, estava confusa e triste. Ela gostava de ambos, Somy e Félix,
mas não sabia como lidar com os sentimentos de ciúme e possessividade queestavam surgindo.
Um dia, Shoyu decidiu que precisava tomar uma decisão. Ela chamou Somy e Félix
para conversar, mas não queria escolher entre eles.
"Somy, Félix, eu preciso falar com vocês", ela disse, sentada no sofá. "Eu gosto de
vocês dois, mas não posso continuar assim. Eu preciso de espaço e tempo para
pensar."
Somy e Félix se entreolharam, surpresos. "O que você quer dizer, Shoyu?", Somy
perguntou.
"Eu quero dizer que não quero escolher entre vocês", Shoyu respondeu. "Eu quero
que vocês dois sejam amigos novamente, e que possamos todos ser amigos, mas
de uma forma diferente."
Félix e Somy se entreolharam, e por um momento, pareceu que eles iriam concordar.
Mas então, Somy se levantou e disse: "Eu não posso, Shoyu. Eu gosto de você, e
não posso ser apenas amigo."
Félix também se levantou. "Eu também gosto de você, Shoyu. E eu não vou desistir."
Shoyu suspirou, sentindo a situação se complicar. "Então, eu acho que temos um
problema", ela disse.
A Competição*
Somy e Félix se entreolharam, com um brilho de competição nos olhos. "Vamos
fazer um acordo", Somy disse. "Quem conseguir conquistar mais Shoyu, ganha."
Félix sorriu. "Eu aceito o desafio."
Shoyu revirou os olhos. "Vocês dois são ridículos."
Mas Somy e Félix estavam determinados. Eles começaram a planejar suasestratégias, cada um tentando superar o outro em criatividade e romantismo.
Shoyu, por sua vez, estava dividida. Ela gostava de ambos, mas não queria ser
conquistada por ninguém. Ela queria ser amada por quem era, não por quem era
mais persistente.
A competição havia começado, e a pergunta era: quem iria conquistar o coração de
Shoyu10
A União*
Sony e Félix estavam começando a se desesperar. Apesar de todas as suas
tentativas, Shoyu não mudava de ideia. Eles estavam começando a pensar que
talvez estivessem fazendo tudo errado.
Um dia, Félix teve uma ideia. "Somy, eu acho que precisamos mudar nossa
abordagem", ele disse. "Em vez de competir, vamos nos juntar e mostrar a Shoyu
que ela é especial para nós dois."
Somy olhou para ele, surpreso. "Você está dizendo que quer ser amigo dela...
comigo?"
Félix assentiu. "Sim, eu acho que sim. Eu respeito Shoyu e quero que ela seja feliz,
não importa com quem."
Somy sorriu, impressionado com a maturidade de Félix. "Eu acho que é uma ótima
ideia, Félix."
Juntos, eles decidiram se aproximar de Shoyu e conversar com ela. Eles a
encontraram sentada no parque, lendo um livro.
"Shoy, podemos falar com você?", Somy perguntou, sentando-se ao lado dela.
Félix se sentou do outro lado. "Sim, nós queremos falar com você sobre algo
importante."
Shoyu olhou para eles, curiosa. "O que é?"
Félix começou a falar. "Shoy, eu quero que você saiba que eu respeito você e
admiro sua força e inteligência. Eu quero ser seu amigo, não importa o que
aconteça."
Somy assentiu. "Eu também, Shoy. Eu quero que você seja feliz, e se isso significa
que eu preciso ser apenas seu amigo, então eu estou disposto a isso.Shoyu sentiu uma onda de emoção. Ela viu a sinceridade nos olhos deles e
percebeu que eles estavam falando a verdade.
"Eu... eu não sei o que dizer", ela disse, com lágrimas nos olhos.
Félix sorriu. "Você não precisa dizer nada, Shoy. Nós apenas queremos que você
seja feliz."
Somy assentiu. "Sim, e se isso significa que precisamos ser apenas amigos, então
assim seja."
Shoyu sorriu, sentindo uma sensação de alívio. "Eu gostaria disso", ela disse.
E assim, os três amigos se abraçaram, começando um novo capítulo em sua
amizade.
Mas a pergunta ainda permanecia: Shoyu escolheria um deles algum dia?
A história continua...
Retorno do Passado*
Os três amigos, Somy, Félix e Shoyu, haviam finalmente feito as pazes e estavam se
divertindo juntos novamente. Shoyu e Somy estavam namorando, e Félix estava feliz
por eles.
Um dia, um novo aluno chegou no colégio, e para surpresa de todos, era o melhor
amigo de infância de Shoyu, Min Yoogy. Eles não se viam há anos, e a alegria de se
reencontrar foi imediata.
Yoogy era charmoso, inteligente e tinha um sorriso contagiante. Somy e Félix logo
perceberam que ele estava se aproximando muito de Shoyu, e um sentimento de
ciúme começou a surgir.
"Ei, Shoy, você está passando muito tempo com Yoogy, não é?", Somy disse,
tentando soar casual.
"Sim, é que nós somos velhos amigos", Shoyu respondeu, sem perceber o ciúme de
Somy.
Félix também estava sentindo o mesmo. "Sim, é que... nós não queremos que você
se esqueça de nós", ele disse, tentando brincar, mas soando um pouco sério.
Shoyu olhou para eles, confusa. "O que está acontecendo? Vocês estão com
ciúme?"
Somy e Félix se entreolharam, sem saber o que dizer.
Yoogy, que estava observando a cena, sorriu. "Ei, eu não quero causar problemas.
Eu só quero ser amigo de Shoyu novamente."
Mas era tarde demais. Somy e Félix já estavam com os sentimentos feridos, e a
amizade dos três estava prestes a ser testada novamente.
O Ciúme Aumenta*
Shoyu ficou paralisada olhando para Somy e Félix enquanto eles se afastavam. Ela
sentiu um nó na garganta, sem entender o que estava acontecendo.
Min Yoogy, que estava ao seu lado, colocou uma mão no seu ombro. "Ei, Shoy, você
está bem?"
Shoyu balançou a cabeça, tentando entender o que havia acontecido. "Eu não sei,
Yoogy. Eles estão agindo de forma estranha."
Yoogy sorriu. "Talvez eles estejam apenas estressados com algo. Você sabe como
são os amigos, né?"
Shoyu suspirou. "Sim, eu supondo que sim. Mas eu não gostei disso."
Yoogy começou a conversar com Shoyu, tentando distraí-la do que havia acontecido.
Eles começaram a rir e se divertir, e Shoyu começou a se sentir melhor.
Mas, enquanto eles estavam conversando, Somy e Félix estavam observando-os de
longe, com olhares ciumentos.
"Veja isso", Somy disse, com um tom de voz baixo. "Eles estão se dando muito bem,
não é?"
Félix assentiu. "Sim, é como se eles estivessem feitos um para o outro."
Somy franziu a testa. "Eu não gostei disso. Nós precisamos fazer algo."
Félix sorriu. "Eu tenho uma ideia. Vamos fazer Shoyu sentir o que nós sentimos."
E com isso, Somy e Félix começaram a planejar seu próximo passo, sem que Shoyu
ou Yoogy soubessem o que estava por vir.
Enquanto isso, Shoyu e Yoogy continuaram a conversar e se divertir, sem saber que
estavam sendo observados."O que você quer fazer agora?", Yoogy perguntou, sorrindo para Shoyu.
Shoyu sorriu de volta. "Eu não sei, Yoogy. O que você quer fazer?"
Yoogy pensou por um momento. "Eu tenho uma ideia. Vamos fazer algo que você
nunca fez antes."
Shoyu levantou uma sobrancelha. "O que é?"
Yoogy sorriu. "Você vai ver. Venha comigo."
E com isso, Yoogy pegou a mão de Shoyu e a levou para longe, sem que Somy e
Félix soubessem para onde eles estavam indo.
O Plano*
Yoogy levou Shoyu para o telhado da escola. Lá de cima dava pra ver Curitiba
inteira, fria e bonita como sempre.
"Por que me trouxe aqui?", Shoyu perguntou.
"Porque você sempre dizia que queria fugir de todo mundo e só conversar", Yoogy
riu. "Senti saudade disso."
Enquanto isso, Somy e Félix estavam arquitetando o "plano" deles. Comprar flores,
escrever cartas, aparecer "por acaso" onde Shoyu estivesse.
Mas quando viram Shoyu rindo com Yoogy lá de cima, pararam.
"Isso não é justo com ela", Somy disse baixo.
"Nem com a gente", Félix completou. "A gente tá virando a pessoa que jurou nunca
ser."
A Conversa*
Naquela noite os três apareceram na casa de Shoyu. Sem flores. Sem joguinho.
"Shoy, a gente precisa falar", Félix começou.
"Eu sei que vocês tão com ciúme", Shoyu cortou, já cansada. "E eu entendo. Mas eu
não vou escolher."
Somy franziu a testa. "O que?"
"Eu gosto de vocês. Dos três, de jeitos diferentes. Mas eu tenho 17 anos, eu tô me
descobrindo, e eu não quero namorar ninguém agora só pra não perder amizade. Se
eu escolher, vou perder os outros dois. E eu não quero perder ninguém."
Silêncio.
Até que Yoogy, que estava na porta ouvindo tudo, falou: "Então a gente não perde
ninguém. A gente fica amigo."
Félix soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Somy coçou a nuca,
envergonhado.
"É... acho que faz sentido", Somy sussurra.
"Eu odeio admitir, mas o Yoogy tá certo", Félix revirou os olhos e sorriuUm Ano Depois*
O tempo passou e a poeira baixou.
A "competição" virou meme no grupo. Hoje se alguém falava "vou te conquistar" os
outros 3 já jogavam almofada.
Somy seguiu sendo o protetor. Virou o que levava guarda-chuva pra Shoyu quando
chovia em Curitiba e o que mandava "chegou em casa bem?" todo dia.
Félix virou o parceiro de zoeira. O que inventava plano idiota e depois pedia
desculpa com pizza.
Yoogy virou o porto seguro de infância. O que lembrava das histórias antigas e fazia
Shoyu rir até doer a barriga.
Shoyu não escolheu ninguém. E descobriu que não precisava.
Ela focou nela: vestibular, terapia, aprender a dizer não, aprender a dizer sim.
E pela primeira vez não tinha medo de ser deixada. Porque agora ela tinha 3
pessoas que escolheram ficar mesmo sem ganhar nada em troca.
Os quatro viraram inseparáveis. Grupo no WhatsApp chamado "Os Problemáticos".
Saída todo sábado, marmita na casa de um do outro.
End 💞