Meu coração é como a terra,
nunca para, até mesmo quando eu tento pará-lo.
Minha vida é igual a esta folha,
um lixo,
um lixo ao qual nem eu mesmo ligo.
Sempre levantando a cabeça,
mas nem sempre conseguindo.
Viver é apenas uma palavra qualquer
que fica rodeando minha cabeça,
como os pequenos cordeiros da minha infância.
Aquele abraço que antes recebia
agora é apenas um frio,
o frio mais solitário que já vi.
Conto os dias e as noites,
os meses e os anos,
e esse vazio nunca vai embora.
O silêncio permanece,
com a única companhia da solidão.