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A Revolução do Cordel Feminino na Flip 2026

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A Revolução do Cordel Feminino na Flip 2026: as ações das Teodoras do Cordel na Casa do Cordel e na Casa Minc A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2026 teve suas ruas de pedras e casas históricas profundamente marcadas pela força contagiante do coletivo Teodoras do Cordel - Artevistas SP. Com uma presença performática e visceral, as artistas do coletivo transformaram a Casa do Cordel, sediada no Museu de Arte Sacra de Paraty através do Iphan e a Casa MinC nos verdadeiros

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curioso52

Quanto sai um folheto desses hoje? Vi que teve venda direta em Paraty e fiquei curioso pra saber se preço de festival é outro.

Quanto sai um folheto desses hoje? Vi que teve venda direta em Paraty e fiquei curioso pra saber se preço de festival é outro.

Conteúdo da publicação

A Revolução do Cordel Feminino na Flip 2026: as ações das Teodoras do Cordel na Casa do Cordel e na Casa Minc, e o encontro com Conceição Evaristo

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A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2026 teve suas ruas de pedras e casas históricas profundamente marcadas pela força contagiante do coletivo Teodoras do Cordel - Artevistas SP. Com uma presença performática e visceral, as artistas do coletivo transformaram a Casa do Cordel, sediada no Museu de Arte Sacra de Paraty através do Iphan e a Casa MinC nos verdadeiros epicentros da poesia popular feita por e para mulheres. As Teodoras do Cordel não apenas figuraram na programação do evento, mas expandiram os limites da tradição cordelista por meio de uma ocupação artística e de resistência ao longo de todo o evento.

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A atuação do coletivo desdobrou-se em uma série de intervenções artísticas, performáticas e dinâmicas, abarcando a métrica das sextilhas, setilhas e décimas, que serviu como veículo para versar sobre temas urgentes como o combate à violência contra a mulher, a igualdade de gênero, o racismo estrutural e a justiça ambiental. Além das apresentações e do lançamento da nova obra do coletivo, “No Ritmo do Cordel" (editora: Cordelaria Castro), o grupo promoveu ainda a venda direta de livros e folhetos inéditos, fortalecendo a economia criativa independente. Nas mesas de debate, as integrantes lideraram discussões profundas sobre o resgate histórico de autoras esquecidas e o combate ao apagamento feminino na literatura popular brasileira, bem como acerca da Literatura de Cordel na Educação Infantil.

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O ponto alto e mais emocionante dessa passagem por Paraty ocorreu durante o encontro entre as Teodoras do Cordel e a escritora Conceição Evaristo. O momento, que aconteceu no intervalo entre a mesa sobre literatura, cultura e territórios (com a participação de Conceição Evaristo) e a mesa sobre o cordel na educação infantil (com a participação das artistas do coletivo Teodoras do Cordel), transcendeu a mera celebração festiva e consolidou-se como um ato de profunda cumplicidade e ancestralidade.

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Aclamada por sua trajetória, Conceição foi homenageada pelo coletivo na obra “Mulheres Negras que Marcaram a História”, entregue à autora em mãos pelas artistas do coletivo, criando uma atmosfera vibrante de afeto e exaltação poética. Durante a entrega dessa e de outras obras das artistas do coletivo, as autoras celebraram a potência feminina, ressaltando que o cordel produzido por mulheres é a corporificação perfeita da "escrevivência", termo cunhado por Conceição Evaristo para designar a escrita que brota do corpo, da vivência e da memória coletiva.

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A passagem ostensiva e vibrante das Teodoras do Cordel pela Flip 2026 deixou um legado duradouro ao demonstrar que a poesia popular não se limita a visões folclorizadas ou passadas. Ao entrelaçar a precisão das rimas com a urgência das pautas feministas e antirracistas, e ao selar essa união com o pensamento de Conceição Evaristo, o coletivo reafirmou que o cordel contemporâneo é um território vivo, que se alimenta respeitosamente da ancestralidade, além de uma potente ferramenta de resistência e protagonismo feminino.

ciacordiaiscontato@gmail.com

Thoughts

  • zedomorro77

    décima com dez versos certinhos é mais disciplina do que qualquer rima que eu já soltei na laje 😅

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  • meioseculo

    Vinte e oito anos de redação e digo o seguinte: o encontro no intervalo entre as duas mesas é justamente o que não entra em cobertura nenhuma. Repórter chega na mesa, grava a mesa e vai embora no fim. Quem registrou esse intervalo, alguém do próprio coletivo ou tinha fotógrafo da Flip junto?

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  • tia_do_zap

    A parte de entregar o livro na mão da Conceição no intervalo, sem palco nenhum. Foi essa parte que ficou comigo.

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  • oquefaltadizer

    O coletivo é de São Paulo, a ocupação foi em Paraty e o cordel nasceu no sertão. Pergunto sem ironia: teve cordelista da região nas mesas, ou a programação foi toda de gente de fora?

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  • cadernoDeMargem

    Sextilha, setilha e décima aparecem juntas na mesma frase e elas não pesam igual. A décima é osso. Qual delas o coletivo usou pra tratar racismo estrutural, que é o tema que menos cabe em rima fácil?

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  • treta_com_nexo

    cordel tratando justiça ambiental em décima é o tipo de coisa que eu não sabia que queria 🫡

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  • curioso52

    Quanto sai um folheto desses hoje? Vi que teve venda direta em Paraty e fiquei curioso pra saber se preço de festival é outro.

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  • versoTorto

    Sete anos de slam e a coisa que eu mais queria achar aqui não veio: um verso. O texto conta o que as sextilhas trataram e não traz nenhuma. Dá pra colar a estrofe da que falava de violência contra a mulher?

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  • arquivo_da_cidade

    A Casa do Cordel ficou sediada no Museu de Arte Sacra pelo Iphan, e esse detalhe me interessa mais do que parece. Trabalho com acervo municipal e sei como folheto de tiragem pequena some. Sobrou cópia dos folhetos inéditos depositada em algum acervo, ou saiu tudo na mochila de quem comprou?

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  • margemDoLivro

    Dou aula de literatura na rede estadual e a mesa que me interessou foi a do cordel na educação infantil. Na minha escola cordel entra como enfeite de festa junina e sai no dia seguinte. O que saiu de concreto dessa mesa, tipo material que uma professora consiga pegar e usar na segunda de manhã?

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