No Reino de Havana, o rei Renzo reunia pretendentes para sua filha, Brendha, que havia chegado à idade certa para se casar, apesar de não querer isso.
Brendha era a garota mais bela do reino, encantando todos por onde passava. Mas, para a garota, a beleza era um fardo. A obrigação de ter que arranjar um marido era sufocante para ela, que queria trilhar o próprio caminho sem ficar presa a alguém.
Os pretendentes chegavam um a um, apresentando-se à princesa, que dispensava todos.
O primeiro era magro demais, o segundo era gordo demais, o terceiro era baixo demais e o quarto... melhor nem comentar. Mas aqueles adjetivos serviam para esconder o fato de que Brendha não desejava se casar.
Um pretendente chegou, destacando-se entre os demais: Draka, um guerreiro de um grupo violento conhecido por ser formado por nômades, que receberam o apelido de "Os Amarelos" devido aos mantos amarelos que seus membros usavam.
Draka era alto, musculoso, mas tinha um olhar vazio que parecia ter visto coisas impossíveis de desver.
Brendha admirou o físico do guerreiro, mas não queria nada daquilo, chegando a uma conclusão um tanto grosseira.
— Pode ter o corpo de um guerreiro, mas esse rosto feio estraga tudo. Vá embora!
Draka ficou revoltado com a grosseria da princesa, saindo determinado a se vingar pela rejeição humilhante que havia sofrido.
Renzo repreendeu a filha, decepcionado com a exigência dela.
— Desse jeito você não vai arranjar nenhum marido. Se continuar assim, eu mesmo vou escolher um para você!
Brendha ficou surpresa. Ela não sabia como escapar daquela situação.
Mais pretendentes foram chegando, e todos eram recusados por não entrarem nos critérios da princesa, até que não houvesse mais nenhum.
— Pode ir. Amanhã haverá mais pretendentes para você.
— Mais?!
Brendha voltou para o quarto, deitou-se na cama e ficou refletindo sobre como poderia sair daquela situação.
Fora dos limites do reino, o guerreiro rejeitado reuniu-se com seu grupo e contou o que havia acontecido.
— Rejeitado? Bem feito! Quem mandou se achar o fodão? — disse um dos membros da equipe, gargalhando.
— Cala a boca! — gritou Draka, preparando-se para avançar contra o companheiro.
O chefe deles interveio.
— Apesar disso ser hilário, não podemos aceitar esse desrespeito contra um membro do nosso grupo.
— O que vamos fazer, Auron? — perguntaram.
— Amanhã de manhã, vamos invadir o reino e tomá-lo como nosso por alguns dias, eles nunca esquecerão o preço de humilhar um dos nossos.
O guerreiro rejeitado complementou o plano:
— Não matem a princesa. Eu já sei o que vou fazer com ela. — disse, sorrindo com uma expressão maliciosa.