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A MUSA - singular segunda pessoa

RicardoC
Pensamento

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pgoncalves

Fico do lado da musa. Depois de tantos sonetos com o poeta a falar de amor, ela ganha finalmente a palavra e a primeira coisa que faz é chamar-lhe delirante.

Fico do lado da musa. Depois de tantos sonetos com o poeta a falar de amor, ela ganha finalmente a palavra e a primeira coisa que faz é chamar-lhe delirante.

Conteúdo da publicação

singular segunda pessoa

A MUSA

— "Liras? Qual o quê, poeta! Acaso tu deliras?
Tudo o que escuto aqui são as insanidades
Com que tu, delirante, os ouvidos me invades,
Mas te dizes ferido à flecha de más miras..."

"Acorda e não verás veras mentiras.
Por Estética, o poeta haja como verdades
No engenho, em busca esteta originalidades;
Na arte, se honestidade em quanto tu te inspiras;."

"Chamas-me musa; luz que brilha em teu olhar.
Não penetras, porém, as trevas que contenho,
Nas angústias de quem procura m'encantar."

"Canta, poeta... Escuta as verdades que tenho:
Belas mentiras tua arte pode contar,
Tu me amas? Nada sabes de quem sou ou venho!

* * *


Thoughts

  • rotaAntiga

    Até as rimas em ira ela usa contra ele, como quem devolve o instrumento ao dono.

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  • pgoncalves

    Fico do lado da musa. Depois de tantos sonetos com o poeta a falar de amor, ela ganha finalmente a palavra e a primeira coisa que faz é chamar-lhe delirante.

    Permalink

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