Depois daquela tentativa falha de sair de casa, o medo o afligiu de tal forma que ele foi fumar de novo, logo depois de juntar as folhas do quintal. Quando pegou a caixa de cigarro, puxando um para fora do maço, acendeu o isqueiro e aproximou o cigarro da chama. Ele tragou, segurou a fumaça e a soltou; o cheiro de tabaco e nicotina se espalhava — lamentações velhas em um corpo jovem.
"Se tudo pudesse ser como era antes da sua partida... Antes do meu pai descobrir onde a gente morava. Se eu não tivesse ido à escola, talvez você ainda estivesse aqui. Me desculpa, mãe, eu não pensei que ele pudesse fazer uma coisa tão terrível como fez com você. Ele tinha dito que só iria conversar, mas acabou te matando. Por favor, me desculpa, eu acabei tirando sua vida... Se eu não tivesse ido à escola, nada disso teria acontecido." Ele termina de fumar e apaga o cigarro no cinzeiro.
No outro dia de manhã, ele decide sair, mas dessa vez começa de um jeito mais fácil. Ele tem que abrir a porta e, como forma de reconhecer o valor do seu próprio esforço, só vai poder ir ao quarto fumar se conseguir; caso contrário, não poderá. Pelo menos foi isso o que propôs a si mesmo. Ele toma banho, veste sua melhor roupa, faz a barba — só o cabelo estava grande demais, então o amarra em um coque alto. Veste uma máscara, vai até a porta e a tranca. Quando toca na maçaneta, sente o mesmo calafrio de antes, mas lembra da sua mãe dizendo que, não importava o que acontecesse lá fora, as pessoas sempre iriam julgar, então ele não deveria ter medo delas, pois ainda existem pessoas boas no mundo. Ele só precisava abrir a porta.
Então, de repente, ele abre a porta em uma velocidade que não deu tempo para o medo se alastrar. A luz do sol entrou brilhando forte. Ele sorriu, começou a chorar e caiu na gargalhada, perguntando-se se esse era o seu maior medo. Coloca os pés para fora de casa para ver como é o mundo lá fora; ele não via a luz do sol desde a morte do pai — porque, logo depois do funeral da mãe, veio o do pai.
De repente, uma criança grita: "Olha, o cara estranho saiu de casa!". Ouvem-se os passos das crianças correndo em direções opostas; ele percebeu que elas estavam indo contar aos pais. O medo fez com que ele não esperasse nem um pouco: correu para dentro de casa, trancando a porta. Sozinho de novo, foi ao seu quarto contar para a mãe sobre sua recém-conquista: conseguir sair de casa, mesmo que por menos de um minuto. Era pouco, mas representava um grande passo. Ele pega o maço, tira um cigarro e acende. A fumaça que ele inala está tão pesada que ele adormece ali mesmo.
Eu fiz pouco hj mas prometo fazer mais amanhã não vou pedir desculpas hj kkkk mas não sei como agradecer a vocês q estão hosgando do q eu estou escrevendo.