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A lógica do autoritarismo: O "capetinha" na campanha não vira "santinho" no poder

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A máscara do poder e o veneno do autoritarismo: O perigo dos políticos intolerantes à imprensa e ao povo

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O ponto mais forte do texto é a frase de que o poder não transforma as pessoas, revela e amplifica. Concordo com o diagnóstico e discordo do salto que vem depois dele. Entre o sujeito descontrolado e o governo autoritário existe uma engrenagem inteira: tr

O ponto mais forte do texto é a frase de que o poder não transforma as pessoas, revela e amplifica. Concordo com o diagnóstico e discordo do salto que vem depois dele. Entre o sujeito descontrolado e o governo autoritário existe uma engrenagem inteira: tribunal, imprensa, oposição, servidor que se recusa a assinar. Eu já vi prefeito grosseiro ficar inofensivo porque a câmara municipal funcionava. O temperamento é um sinal, e um sinal bom. Sentença ele não é.

Conteúdo da publicação

A máscara do poder e o veneno do autoritarismo: O perigo dos políticos intolerantes à imprensa e ao povo

A política é, por definição essencial na democracia, o espaço do debate público, do questionamento e do contraditório. O político que se lança a representar uma população firma um pacto implícito com a sociedade: o de estar sob permanente escrutínio. No entanto, o cenário político brasileiro tem sido sistematicamente manchado por um fenômeno repulsivo e perigoso — a agressividade desmedida de candidatos e governantes que, ao primeiro sinal de contrariedade, descarregam seu ódio, misoginia e violência sobre jornalistas, eleitores e adversários.

Em ambientes controlados — ao lado de militantes amestrados, em bolhas digitais ou cercados por simpatizantes que só tecem louvores —, esses indivíduos vestem a pele de cordeiro. Exibem serenidade, sorrisos ensaiados e promessas de um futuro próspero. A verdadeira face, contudo, surge no momento em que são colocados contra a parede por um questionamento legítimo. Diante da imprensa livre ou de jornalistas independentes, o discurso inflado ruí e dá lugar à malcriação, a ataques verbais torpes e, com assustadora frequência, à violência física.

Os exemplos dessa barbárie não são casos isolados; formam um padrão estarrecedor que perpassa as esferas municipal, estadual e federal:

·         No âmbito municipal: Impossível esquecer o lamentável episódio de violência em Pontes e Lacerda (MT), quando uma repórter do SBT (TV Centro-Oeste) foi agredida fisicamente com um tapa no rosto por um vereador, simplesmente por exercer o seu dever profissional de fazer uma pergunta. A cena escancarou a covardia e o desprezo que certos detentores de poder nutrem pelo jornalismo e pela figura feminina.

·         No âmbito estadual e debate eleitoral: A escalada do descontrole atingiu um dos seus pontos mais melancólicos no debate para a Prefeitura de São Paulo em 2024, no qual a ausência de argumentos cedeu espaço para agressões físicas ao vivo, com arremesso de cadeira entre candidatos diante de milhões de telespectadores. A política do espetáculo violento rebaixou o debate público ao nível da selvageria.

·         No âmbito federal: O comportamento truculento tornou-se método de atuação política. Ficou marcado na história recente o episódio em que a parlamentar Carla Zambelli, às vésperas de um pleito eleitoral, sacou uma arma de fogo e perseguiu em plena via pública um jornalista negro, sob a alegação de suposta provocação. O fato de uma representante política responder a um bate-boca de rua empunhando uma arma é a máxima expressão do desrespeito ao Estado Democrático de Direito.

A lógica do autoritarismo: O "capetinha" na campanha não vira "santinho" no poder

Há uma ilusão perigosa cultivada por parte do eleitorado: a de que a agressividade de um candidato é mero "temperamento forte", "autenticidade" ou "sangue quente de campanha". Trata-se de um erro trágico de avaliação lógica e psicológica.

Se um candidato, que ainda necessita do voto popular e deveria estar em seu momento de maior humildade e cautela, demonstra-se incapaz de controlar seus impulsos destrutivos, qual será o seu comportamento quando investido do poder estatal? O poder não transforma as pessoas; ele as revela e amplifica aquilo que já são. Se alguém se comporta como um ditador em potencial durante a campanha — vociferando ofensas machistas, homofóbicas, racistas ou apelando para a violência física quando contrariado —, ao assumir o mandato, com o orçamento público e as forças de segurança à sua disposição, a truculência não desaparecerá. Pelo contrário: ela se institucionalizará.

A hostilidade sistemática contra a imprensa livre — com especial crueldade direcionada às repórteres mulheres por meio de atitudes visceralmente misóginas — tem como objetivo sufocar a verdade. Quando um político agride um jornalista, ele não está atacando apenas um profissional; está atacando o direito de cada cidadão de ser informado.

A ameaça do extremismo e a responsabilidade da escolha

O grande risco que a sociedade corre ao tolerar essas atitudes é ver a sua própria democracia ser sufocada por extremistas disfarçados de democratas. Discursos repletos de mentiras, fake news diárias e agressões verbais são estratégias deliberadas para demonizar oponentes políticos, criminalizar o pensamento crítico e destruir o centro e a esquerda democráticos. Tais métodos ressoam com táticas históricas autoritárias e fascistas, operando por meio da criação de inimigos imaginários para justificar a violência real.

A verdadeira democracia não exige que o eleitor abra mão de suas convicções — sejam elas de esquerda, de centro, ou de uma direita democrática. O ponto central para a sobrevivência das instituições públicas não é a farda, a profissão ou a religião do candidato. O filtro essencial deve ser a humanidade, a empatia e o respeito às regras do jogo democrático. Podem ser ex-militares, policiais, advogados, trabalhadores, professores ou líderes religiosos; o que importa é que sejam pessoas plurais, capazes de dialogar, ouvir o povo humilde e aceitar ser questionados sem perder a civilidade.

Obviamente, há que se fazer uma ressalva ética importante: o bom candidato não é obrigado a aceitar ser vítima de provocadores profissionais ou oportunistas. Aqueles que usam de fake news, difamação moral, ataques à vida privada ou familiar de um postulante para desestabilizá-lo agem à margem da lei. O combate a esses provocadores, no entanto, deve ser feito nos tribunais, com o rigor da Justiça, e nunca por meio do bate-boca chulo, do preconceito ou da agressão física.

PORTANTO, ACORDA, BRASIL!

O candidato que não suporta perguntas merece receber o poder?

Há uma pergunta que todo eleitor deveria fazer antes de colocar um político diante da urna:

Como essa pessoa reage quando é contrariada?

Porque ser educado diante dos próprios apoiadores é fácil. Sorrir para a multidão, abraçar simpatizantes, fazer discurso diante de uma plateia favorável e posar para fotografias não exige necessariamente equilíbrio emocional.

O verdadeiro teste começa quando chega a pergunta incômoda.

Quando um jornalista independente questiona uma promessa.
Quando uma repórter confronta uma contradição.
Quando um eleitor pergunta sobre uma denúncia.
Quando um adversário aponta uma incoerência.
Quando alguém simplesmente diz: “Eu discordo de você.”

É nesse momento que alguns candidatos mostram quem realmente são.

De repente, desaparece o sorriso. Vem o palavrão, a arrogância, a ameaça, a humilhação, a misoginia contra uma jornalista, o preconceito, o machismo, a homofobia, a intimidação e, em casos extremos, a própria violência física.

E isso deveria preocupar profundamente o eleitor.

PONTES E LACERDA: UM ALERTA QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO

Um caso ocorrido em Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, tornou-se um exemplo emblemático. Em 2010, o então vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes, conhecido como “Kirrarinha”, agrediu com um tapa no rosto a jornalista Márcia Pache, de uma afiliada local do SBT, quando ela tentava entrevistá-lo após ele ser informado de seu indiciamento. A agressão foi registrada por uma câmera de televisão e gerou condenação pública de entidades de jornalistas.

Isso não é simplesmente uma “briga entre pessoas”.

Quando um agente político agride um profissional de imprensa porque não gostou de uma pergunta, o problema deixa de ser pessoal e passa a atingir a própria liberdade de informação.

E QUANDO O POLÍTICO TEM UMA ARMA?

Outro episódio que deveria permanecer na memória democrática brasileira ocorreu em outubro de 2022.

A então deputada federal Carla Zambelli perseguiu pelas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, homem negro, empunhando uma arma de fogo, após uma discussão política. As imagens do episódio tiveram ampla repercussão.

Aqui existe uma lição que vai muito além da preferência partidária:

Provocação verbal não transforma violência em virtude.

Quem é político precisa saber que será provocado, criticado, questionado e até injustamente atacado. Para isso existem a Justiça, o direito de resposta e os mecanismos democráticos.

O que não pode existir é a lógica:

“Você me provocou, portanto eu tenho o direito de intimidá-lo.”

Se aceitarmos esse princípio, amanhã qualquer político poderá justificar uma agressão alegando que alguém “passou dos limites”.

Democracia não funciona assim.

E NÃO É APENAS UM LADO POLÍTICO

Também precisamos ter honestidade intelectual para reconhecer outra coisa:

violência política não pertence exclusivamente à esquerda, à direita, ao centro, a progressistas, conservadores, militares, religiosos ou qualquer outro grupo.

Quem bate, ameaça, humilha ou intimida um adversário precisa ser responsabilizado independentemente da bandeira que carrega.

Um exemplo recente e emblemático ocorreu no debate da eleição para prefeito de São Paulo em 2024, quando José Luiz Datena agrediu Pablo Marçal com uma cadeira durante o debate da TV Cultura, depois de uma sequência de provocações e acusações. O episódio interrompeu o debate e foi repudiado pelos demais participantes.

A lição é simples:

Provocação não justifica agressão.

E agressão não se transforma em coragem porque foi praticada por alguém do nosso lado.

O ELEITOR PRECISA OBSERVAR O COMPORTAMENTO, NÃO APENAS O DISCURSO

Existe uma diferença enorme entre um político firme e um político agressivo.

O político firme pode dizer:

“Discordo de você e vou explicar por quê.”

O político desequilibrado responde:

“Cale a boca!”

O político preparado apresenta dados.

O despreparado tenta destruir quem fez a pergunta.

O político democrático enfrenta ideias.

O autoritário tenta intimidar pessoas.

E isso precisa ser observado antes da eleição, não depois.

Porque existe uma pergunta extremamente importante:

Se alguém ainda é candidato e já demonstra incapacidade de conviver com críticas, o que poderá acontecer quando receber uma caneta, um gabinete, uma máquina administrativa, uma tropa de assessores e o poder institucional nas mãos?

Não significa que toda pessoa explosiva necessariamente se tornará autoritária.

Mas significa que comportamentos de intolerância, desprezo pelo contraditório e incapacidade de aceitar críticas são sinais que o eleitor não deveria ignorar.

CUIDADO COM O “CORDEIRINHO” DE PALANQUE

Alguns políticos parecem extremamente simpáticos quando estão cercados de pessoas que os aplaudem.

Mas basta surgir alguém fazendo uma pergunta inconveniente e o personagem desaparece.

É aí que o eleitor deve prestar atenção.

Não observe somente como o candidato trata quem o admira. Observe principalmente como ele trata quem discorda dele.

Esse é um dos melhores testes de caráter político.

Porque governar não significa governar apenas para os amigos.

Governar significa representar também quem votou contra você.

Representar quem critica você.

Representar quem pensa diferente.

Representar o cidadão que não pertence ao seu partido, à sua igreja, à sua corporação, à sua profissão ou à sua ideologia.

E ATENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES JORNALISTAS

Quando uma mulher jornalista é tratada com agressividade, humilhação ou ataques de natureza misógina simplesmente por fazer uma pergunta, o problema é ainda mais grave.

Jornalista mulher não precisa pedir licença para ser firme.

Repórter não é propriedade do entrevistado.

E pergunta incômoda não é falta de respeito.

Pergunta faz parte do jornalismo.

Se o candidato não suporta ser questionado, talvez o problema não esteja na pergunta.

Talvez esteja na incapacidade de responder.

MAS HÁ UM OUTRO LADO QUE TAMBÉM PRECISA SER DITO

Ser jornalista, eleitor ou adversário político também não dá a ninguém licença para cometer abusos.

Existem provocadores profissionais.

Existem pessoas que espalham fake news deliberadamente.

Existem indivíduos que atacam famílias, inventam acusações, exploram tragédias pessoais, fazem ofensas racistas, misóginas ou homofóbicas e depois querem utilizar a reação do adversário como espetáculo.

Isso também é errado.

Provocação não é jornalismo.

Mentira não é liberdade de expressão.

Calúnia não é opinião.

Ameaça não é debate.

Ataque pessoal não é argumento.

E para esses casos existe Justiça.

Justiça, não violência.

O BRASIL PRECISA DE POLÍTICOS QUE SAIBAM DIALOGAR

Não importa se o candidato é de esquerda, centro, direita, progressista, conservador, policial, militar, religioso, advogado, professor, empresário, trabalhador ou qualquer outra coisa.

O que importa é:

CARÁTER.

HONESTIDADE.

EQUILÍBRIO.

EMPATIA.

RESPEITO AO CONTRADITÓRIO.

RESPEITO À LEI.

RESPEITO À IMPRENSA.

RESPEITO AO CIDADÃO.

Não precisamos de políticos que sejam “bonzinhos” o tempo inteiro.

Precisamos de pessoas capazes de serem firmes sem serem violentas.

Capazes de discordar sem odiar.

Capazes de perder uma discussão sem tentar destruir o adversário.

Capazes de ouvir uma crítica sem transformar o crítico em inimigo.

A DEMOCRACIA NÃO MORRE SOMENTE COM UM GOLPE

Às vezes ela começa a morrer aos poucos.

Morre quando a mentira passa a valer mais do que os fatos.

Morre quando o adversário político passa a ser tratado como inimigo.

Morre quando jornalista é tratado como inimigo por fazer perguntas.

Morre quando mulher é humilhada por exercer sua profissão.

Morre quando uma pessoa é atacada por sua raça, orientação sexual, religião ou posição política.

Morre quando a violência passa a ser comemorada porque foi praticada “pelo nosso lado”.

E morre definitivamente quando o cidadão começa a acreditar que o político que agride seus adversários está apenas sendo “corajoso”.

Não.

Agressividade não é coragem.

Grosseria não é autoridade.

Ódio não é patriotismo.

Intolerância não é liderança.

E violência não é solução política.

ACORDA, BRASIL!

É hora de o eleitorado brasileiro despertar para a realidade. Não se pode continuar cego e ingênuo no meio de lobos devoradores travestidos de defensores da família, da moral, da religião ou da ordem. O cidadão precisa observar a conduta dos candidatos nos momentos de crise e de questionamento, pois é no calor do contraditório que a máscara cai.

Quem explode com palavrões, ameaças e agressões diante de uma pergunta incômoda não tem preparo para governar uma sociedade complexa e plural. Defender a democracia significa banir do voto aqueles que usam o ódio como plataforma e a violência como linguagem. Se não prestarmos atenção aos sinais visíveis dados ainda na campanha, amanhã choraremos a perda das liberdades fundamentais que nos restam.

Antes de votar, observe o candidato.

Não olhe apenas para o santinho.

Não olhe apenas para o discurso.

Não olhe apenas para a bandeira.

Não olhe apenas para a religião.

Não olhe apenas para a farda.

Não olhe apenas para o partido.

Observe o comportamento.

Veja como ele reage quando é contrariado.

Veja como trata jornalistas.

Veja como trata mulheres.

Veja como trata adversários.

Veja como trata pessoas humildes.

Veja como trata quem não pode lhe oferecer absolutamente nada.

E, principalmente:

Veja como ele se comporta quando perde o controle.

Porque talvez seja justamente naquele momento — quando a máscara cai — que o eleitor descubra quem está realmente pedindo o seu voto.

Escolha quem sabe governar sem transformar divergência em guerra.

Escolha quem entende que o adversário não é inimigo.

Escolha quem respeita a imprensa sem exigir submissão.

Escolha quem aceita fiscalização.

Escolha quem sabe ouvir.

Escolha quem tenha coragem para defender suas ideias sem precisar odiar quem pensa diferente.

Porque democracia não precisa de cordeirinhos.

Mas também não precisa de lobos vestidos de democratas.

Precisa de cidadãos conscientes e representantes capazes de conviver com a liberdade, com a crítica e com o contraditório.

ACORDA, BRASIL!

O seu voto não entrega apenas um cargo.
Entrega poder.

E poder, nas mãos de quem não sabe lidar com uma simples pergunta, pode se transformar em um problema para todos nós.

Thoughts

  • LeonardoBraga

    O momento em que a máscara cai, como o texto diz, eu vejo pelo outro lado. Depois do tapa, o grupo em volta não se choca, ele monta a explicação: o repórter provocou, a pergunta era de má fé. Quem já defendeu aquilo em voz alta fica preso ali, porque recuar na frente dos outros sai caro. O homem muda menos do que a plateia dele muda por ele.

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  • JuliaBenevides

    Sim. 💯

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  • papo_reto_12

    Vou puxar isso pra baixo. O texto pede que o eleitor repare em como o candidato trata quem não pode lhe oferecer nada, e essa é a única frase daqui que um garoto de quinze anos entende de primeira. Ele já viu adulto gritar com atendente de posto e ninguém mover um dedo. O que eu vejo é que a lição chega bem antes da urna: se gritar resolve, ele aprende que gritar resolve, e aí a gente cobra civilidade dele na quarta-feira de aula.

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  • Ovid

    Isto tudo é verdade, professor. O teste mesmo é quando são contrariados. Tem mais ensaios assim por aqui?

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  • Prof-Antonio-Sancei

    MUITO BEM! O MEU OBJETIVO É FAZER O LEITOR PENSAR. EU PODERIA DIZER: O ELEITOR, MAS... ACHO QUE BEM POUCA GENTE ELEITORA NO BRASIL GOSTA DE LER! ENTÃO AO LEITOR, QUE PENSE EM DETERMINADOS ASSUNTOS AQUI TRANSCRITO. OBRIGADO GENTE.

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  • religioes_lado_a_lado

    Fiquei a pensar naquilo de governar ser representar quem votou contra ti. É a parte que eu guardo do texto, e a mais difícil de cumprir depois das eleições.

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  • razaoefe

    Deixa eu dar primeiro o melhor lado do argumento contrário. Tem gente que grita porque está com medo, se arrepende no dia seguinte e nunca mais repete. Essa pessoa não é a mesma que calcula a humilhação e mede o efeito dela na plateia. O detalhe que separa as duas está no que vem depois do episódio, e o texto passa por cima disso. Ninguém contou o que a deputada disse quando a poeira baixou. Para mim o teste está na segunda-feira seguinte.

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  • emailSemLer

    O teste do carácter só funciona se alguém guardar o que o candidato fez quando foi contrariado. Passada uma semana da campanha não fica nada por escrito, e a memória do eleitor dura bem menos do que um mandato.

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  • tomista_de_bancada

    O ponto mais forte do texto é a frase de que o poder não transforma as pessoas, revela e amplifica. Concordo com o diagnóstico e discordo do salto que vem depois dele. Entre o sujeito descontrolado e o governo autoritário existe uma engrenagem inteira: tribunal, imprensa, oposição, servidor que se recusa a assinar. Eu já vi prefeito grosseiro ficar inofensivo porque a câmara municipal funcionava. O temperamento é um sinal, e um sinal bom. Sentença ele não é.

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