Perdemos a clareza sobre o que é certo, nobre, virtuoso, a sociedade alterou, fragmentou e transformou em mercantil o próprio significado da palavra "bom".
Na sociedade moderna, "bom" é substituído frequentemente por "produtivo", "vantajoso" ou "eficiente. Exemplo é que uma pessoa "boa" virou aquela que produz ou possui muito sucesso financeiro. Ou talvez uma escolha "boa" virou aquela que garante retorno rápido ou vantagem pessoal.
Quando medimos o conceito de "bom" ele está na parte de apenas pelo lucro ou utilidade, a bondade pura, a empatia, o sacrifício, a gentileza sem interessa perde seu espaço e fica grotescamente distorcida.
A cultura muitas vezes confunde o "bom" com prazer imediato. Comer alguma coisa gostosa, ver um conteúdo viciante parece bom no momento, mas é nocivo se levado a longo prazo. Quando o bem-estar instantâneo vira a única trena da vida, virtudes difíceis como a disciplina, a paciência e o compromisso passam a ser vistas como algo ruim, quando eram para ser o verdadeiro "bom".
Hoje, ser bom frequentemente vale menos que a aparência de ser bom. A bondade virou sinalização de virtude nas mídias e estampa para gerar uma imagem pública totalmente aceita. Quando o ato de fazer o bem vira uma performance no intuito de ganhar engajamento, validação ou aprovação, a essência original fica adulterada por interesses egoístas.
Se tudo é questão de opinião e cada um tem a sua própria verdade, a ideia de um "bem comum" ou de valores éticos que seriam sólidos se desfazem. Quando mais nada é universal e atitude pode ser justificada dependendo da narrativa, "bom" perde o contorno e vira um carimbo que defende o que nos agrada.
O bom foi manipulado demasiadamente pelo ego e superficialidade que, hoje em dia, precisamos fazer um esforço consciente e real para lembrar o que sua forma pura realmente significa; aquilo que constrói a dignidade humana, cuida do outro e busca a verdade, independente de palco, vantagem, platéia ou recompensa.