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A Aparição - Part 2

aleroz
Pensamento

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Csm_martins

É interessante não sabermos o que a Aurora realmente está sentindo. Tudo o que temos é a percepção das outras pessoas sobre ela, e isso deixa tudo ainda mais misterioso. Será que aconteceu algum tipo de abdução, mas alguma coisa deu errado?

É interessante não sabermos o que a Aurora realmente está sentindo. Tudo o que temos é a percepção das outras pessoas sobre ela, e isso deixa tudo ainda mais misterioso. Será que aconteceu algum tipo de abdução, mas alguma coisa deu errado?

Conteúdo da publicação

Aurora passou a noite naquele lugar.

A floresta permanecia cercada pela polícia. Desde que os agentes a encontraram, ninguém conseguia explicar o que estava diante deles.

A garota não se movia.

Permanecia parada no ar, a aproximadamente meio metro do chão.

Não havia cordas.

Não havia cabos.

Nenhum suporte visível.

Um dos policiais, ainda desconfiado, aproximou-se lentamente. Ajoelhou-se e passou a mão por baixo dos pés da garota.

Nada.

Sua mão atravessou o espaço vazio.

Ele olhou para os outros.

— Sem cordas...

Outro policial se aproximou. Tocou cuidadosamente o braço de Aurora.

A pele estava em temperatura normal.

Ela estava viva.

Respirava.

Mas não reagia.

A adolescente albina apenas observava.

Parada.

Séria.

Com a mesma expressão tranquila e indecifrável.

O silêncio da floresta foi quebrado pelo barulho de pessoas chegando.

Curiosos começaram a se aproximar das barreiras policiais. Alguns gravavam com os celulares. Outros apenas olhavam, assustados.

Então uma mulher surgiu entre as pessoas.

Ela parou assim que viu a garota.

Os olhos se arregalaram.

— AURORA!

A garota levantou levemente a cabeça.

Foi a primeira reação que alguém conseguiu perceber.

Ela olhou para a mulher.

Em silêncio.

Como se reconhecesse aquele nome.

Como se reconhecesse aquela voz.

Mas sua expressão não mudou.

— Minha filha...

A mulher tentou avançar.

Dois policiais imediatamente a seguraram.

— Senhora, não pode passar!

— É minha filha! Ela desapareceu ontem! Minha filha!

— Acalme-se, senhora.

— Aurora!

A garota continuava olhando.

Sem fugir.

Sem falar.

Sem sequer demonstrar medo.

A mãe chorava enquanto tentava se aproximar.

— Minha filha...

Um dos policiais observava Aurora atentamente.

— Ela mexeu a cabeça quando a mãe chamou.

O outro ainda estava olhando para o espaço sob os pés da garota.

Passou novamente a mão por baixo.

Nada.

Nenhum suporte.

Nenhum truque.

Ele sentiu um arrepio percorrer a espinha.

— Meu Deus...

— O quê?

O policial olhou para Aurora.

— Ela simplesmente olha.

Outro agente respondeu, quase num sussurro:

— Observa.

Ao redor deles, mais pessoas chegavam.

Helicópteros começaram a sobrevoar a floresta. As câmeras registravam tudo de cima.

Em poucas horas, as imagens tomaram conta da televisão, da internet e das redes sociais.

Vídeos da garota albina flutuando imóvel começaram a aparecer em todos os lugares.

“ADOLESCENTE FLUTUA NO MEIO DE UMA FLORESTA.”

“POLÍCIA CERCA FENÔMENO MISTERIOSO.”

“QUEM É A GAROTA?”

Mas, diante das câmeras, Aurora continuava exatamente igual.

Parada.

Flutuando.

Observando.

Um policial permaneceu alguns metros distante, incapaz de tirar os olhos dela.

— Parece filme...

Ninguém respondeu.

Ele continuou:

— Mas ela não faz nada.

Olhou para os outros agentes.

— Não tenta fugir. Não fala. Não pede ajuda.

Seus olhos voltaram para Aurora.

— É sempre a mesma expressão.

A mãe continuava chorando atrás da barreira.

— Minha filha... por favor...

Uma autoridade aproximou-se dela.

— Senhora, precisamos manter distância. Os médicos e psicólogos estão a caminho.

— Mas ela está ali!

— Nós sabemos.

— Então me deixe chegar perto dela!

O homem hesitou.

Olhou para Aurora.

— Ainda não sabemos o que está acontecendo.

A mulher levou as mãos ao rosto.

— É minha filha...

Um silêncio pesado tomou conta do local.

Aurora olhou novamente para ela.

Por um instante, parecia que havia alguma conexão entre as duas.

Ela reconhecia aquela mulher.

Reconhecia a voz.

Reconhecia o nome.

Mas nada além disso.

Nenhuma emoção aparente.

Nenhum sorriso.

Nenhuma lágrima.

Nenhuma palavra.

Apenas aqueles olhos fixos.

Observando.

Um dos policiais murmurou:

— Ela sabe quem é a mãe.

— Como você sabe?

— Porque ela olhou quando ouviu o nome.

Ele respirou fundo.

— Mas não parece sentir nada.

Outro policial olhou para a garota.

— Talvez esteja em choque.

O primeiro balançou a cabeça.

— Não sei.

Ao longe, sirenes se aproximavam.

Médicos.

Psicólogos.

Especialistas.

Mais autoridades.

Todos queriam uma explicação.

Mas, enquanto o mundo inteiro tentava descobrir o que era Aurora, ela permanecia ali.

A meio metro do chão.

Sem tocar na terra.

Sem demonstrar medo.

Sem tentar escapar.

Sem se comunicar.

Apenas observando.

Como se estivesse esperando alguma coisa.

Ou alguém.

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Thoughts

  • treta_com_nexo

    Policial passa a mão debaixo dela duas vezes pra conferir. Na terceira vem com detector de metal, visse 😂

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  • Csm_martins

    É interessante não sabermos o que a Aurora realmente está sentindo. Tudo o que temos é a percepção das outras pessoas sobre ela, e isso deixa tudo ainda mais misterioso. Será que aconteceu algum tipo de abdução, mas alguma coisa deu errado?

    Permalink
  • explica_em_miudos

    A mãe diz que ela sumiu ontem. A Aurora já era albina antes de sumir?

    Permalink

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