Anos mais tarde, em uma manhã ensolarada, Lucas apareceu de novo naquela cidade do interior. Ele vinha sozinho, sem a família que tinha construído e abandonado, com o coração pesado e os olhos cheios de saudade. Passou pela praça, viu a cachoeira lá de longe e sentiu que precisava pedir perdão, mesmo achando que talvez não merecesse ser ouvido.
Quando chegou à porta da casa onde Júlia morava agora, foi Alex quem recebeu ele. Lucas hesitou, mas falou baixinho:
— Eu vim só para pedir desculpas. Eu errei muito com ela, e só agora entendi o que deixei escapar.
Alex olhou firme, sem raiva, mas com muita serenidade:
— Obrigado por vir dizer isso. Mas saiba que Júlia já não é mais a menina que esperava por você. Hoje ela sabe o quanto vale, e tem ao lado dela quem nunca a deixou na mão. O perdão ela já deu há muito tempo — por ela mesma, para poder ser feliz. Mas o lugar dela não está mais esperando por você.