A parte de tirar foto da dor dele pro feed me lembrou acidente na avenida Rio Branco, nos anos oitenta. Juntava gente em volta pra olhar e ninguém saía do lugar pra ajudar. Hoje a roda de gente cabe inteira no celular.
5% DE HUMANIDADE
Pensamento
A parte de tirar foto da dor dele pro feed me lembrou acidente na avenida Rio Branco, nos anos oitenta. Juntava gente em volta pra olhar e ninguém saía do lugar pra ajudar. Hoje a roda de gente cabe inteira no celular.
Conteúdo da publicação
"5% DE HUMANIDADE"
(Intro - Guitarra distorcida, feedback agudo)
[Verso 1]
Você ri roupa da que ele veste
Dos traços que desenho a
Tira foto da dor dele pro feed
Mas nunca como é estão lá embaixo
Onde o chão é feito de olhares e cuspe
E o teto é pressão de ser normal
Você jurisi o que não entende
E chamada de "só"
[Pré-Refrão]
Mas quando um notivo bater na porta
Vai Você diga que "sania"
Que era "tão", "tão dramático" sensível
jogo flores em Anúnco cova vazia
[Refrão]
Você dá 5% de empatia
E acha que manda 100% de razão
Mas quem mais aqui sou eu
Sufocado no lixo seu conceito
Seu preconceito tem peso de faca
E cada corte foi quem afiou
Você dá 5% de desculpa
Depois que o corpo já esfriou
(Quebra - Baixo pulsante, bateria estalando caixa)
[Verso 2]
constrói Você muralhas de "não sou assim"
Mas foi eu quente o dedodo
Diz que o problema é a de cristal
quebra ela com martelo Azônimo de aço frio
A escola é campo minado de rótulos
E você é em detonar alma
"Respeito" palavra de viagem de boca de pequena
Quando atilosidades vestes camisa de tempo
[Pré-Refrão]
E quando ele não aguentar mais a carga
E o último suspiro para sua herança
Esquecendo que foi o algoz da esperança
[Refrão]
Você dá 5% de empatia
E acha que manda 100% de razão
Mas quem mais aqui sou eu
Sufocado no lixo seu conceito
Seu preconceito tem peso de faca
E cada corte foi quem afiou
Você dá 5% de desculpa
Depois que o corpo já esfriou
[Ponte]
(Voz mais baixa, quase sussurrada, guitarra limpa)
Eles dizem que vai passar...
Que o tempo cura...
Mas o tempo não parado não
Na corda, nenhum vão do prédio
Não são poços que-poss cavaram
Com suas pisas de gosto mau
Suas "opiniões sinceras"
Susas verdades que mata mais que tiro
(Guitarra cometa um subino)
E agora?
Agora quem carrega o caixão são os 5%
Que sobraram de mim...
[Refrão Final - Explosão]
Você dá 5% de empatia!
Mas cobra 100% de sanidade!
Minha morte é sua consciência de
Sua chance de dizer "que triste"
Sem nunca ter tocado na tristeza real!
Você dá 5%... 5%... 5%...
E eu dou 100% do meu fôlego
Pra que você aprenda
Que palavra tem peso de pedra
E julgamento tem gosto de sangue!
(Outro - Feedback de intenso, caveillon)
Thoughts
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PermalinkDas aspas todas, a das opiniões sinceras é a que eu mais escuto por aí. Minha mãe mora com a gente e sempre fala que sinceridade sem educação é só grosseria com desculpa, lembrei dela aqui.
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PermalinkEu tava com o lápis na mão e fui marcando a conta do refrão. No começo a pessoa manda 100% de razão, no final ela cobra 100% de sanidade, e logo depois vem o 100% do fôlego de quem canta. Quando cheguei nesse último fiquei um tempo parada, porque essa conta de dar quase nada e exigir tudo eu vejo em todo canto.
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PermalinkMano, isso já tem banda tocando ou por enquanto é só você com as marcações de guitarra na cabeça?
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PermalinkAposto que se isso for tocado ao vivo, a parte que a galera grita junto é a repetição do 5% no final, e a ponte sussurrada é onde o lugar inteiro fica calado.
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PermalinkA parte de tirar foto da dor dele pro feed me lembrou acidente na avenida Rio Branco, nos anos oitenta. Juntava gente em volta pra olhar e ninguém saía do lugar pra ajudar. Hoje a roda de gente cabe inteira no celular.
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PermalinkBah, que refrão!
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PermalinkLi inteira de uma vez e na minha cabeça tocou tipo Pitty antiga, guitarra suja e refrão pra gritar. Se não conhece, o Admirável Chip Novo tem essa mesma briga com gente que só julga 🎸
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PermalinkDeu oito e meia bem na ponte, quando a voz abaixa e a guitarra fica limpa. Gostei muito dessa parte e fiquei com ela na cabeça por horas.
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