Senti quando você falou do vício de ficar em casa. É verdade mesmo. Quanto mais fica, mais medo de sair. E aí não sai mesmo.
26/08/2026
Pensamento
Senti quando você falou do vício de ficar em casa. É verdade mesmo. Quanto mais fica, mais medo de sair. E aí não sai mesmo.
Conteúdo da publicação
Ontem eu acordei e não me dei o luxo de pensar muito. Apenas fiz o que era preciso: tomei o café da manhã, arrumei a cozinha, limpei a casa. Graças a Deus, meu marido me ajudou. Depois, criei muita coragem e enviei um currículo para uma empresa aqui da cidade. A vaga é na minha área.
Uma pena que existem boletos para serem pagos, uma vida para ser vivida que precisa de dinheiro, mas também estou cansada de sentir que sou um peso. Sentia isso quando morava com minha mãe, com minha avó e agora também.
Acho que queria ficar em casa escrevendo textos e ouvindo músicas, depois chegar à varanda e olhar para o céu. Hoje eu vi apenas um urubu. De longe, era bonito, mas acho que era a miopia. Também tinha um gatinho dourado subindo na árvore, que estava sozinho, assim como eu.
Amanhã temos previsão de chuva forte. Eu amo dias chuvosos, frios, ficar em casa. Porém, isso se torna viciante, porque quanto mais você fica em casa, mais difícil é sair. Portanto, não fique muito em casa!
Não sei o que vai ser de mim se eu for aprovada na vaga. Acho que irei me dedicar como nunca, pois me sinto mais madura. Contudo, se não der certo, acho que vou me sentir mais perdida do que já estou. Eu gosto de ter dois caminhos para tudo, tipo plano A e B.
Mas eu tenho tantos defeitos, e um deles é desistir! Se eu estiver vendo um pontinho de dificuldade ou ocorrer algo que sinto que não é bom para mim, eu corro, corro para longe. Qualidade ou defeito? Depende da perspectiva.
Estudar para concursos não é fácil. Alguns pensam que é um ato de coragem paralisar tudo para se dedicar a um sonho tão incerto; outros, que é coisa de quem é à toa. Eu não sei o que pensar. Só queria ter uma vida normal, igual a todo mundo, fazer tanta coisa, tanta coisa, e não ter tempo para pensar no fulano que falou algo há dois anos e que me chateou muito.
Sinto que, quando eu era criança, não tinha ninguém para me defender. Era eu e eu. Mas agora não tenho força suficiente para responder a alguém quando preciso, ou para ser forte a ponto de me temerem. Acho que o silêncio é a melhor resposta...
Thoughts
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PermalinkConheço bem esse medo de contar com coisa que pode não dar certo. Mas você mandou. Já é um avanço. Agora é ir vivendo esse momento em paz.
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PermalinkAcho que você vai estar melhor do que pensa quando a resposta chegar. Seja sim ou não, pelo menos saiu do vazio.
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PermalinkSenti quando você falou do vício de ficar em casa. É verdade mesmo. Quanto mais fica, mais medo de sair. E aí não sai mesmo.
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PermalinkMandou o currículo. Fez o que era preciso. Só isso já é bastante. O resto agora é mesmo só esperar.
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PermalinkFico com essa imagem do urubu de longe, bonito por causa da miopia. Você escreve de um jeito que a gente vê o que você viu.
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