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Eli_
Pensamento

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leituraDaNoite

um para frente, dois para trás, e do outro lado alguém que topa aprender esse ritmo em vez de corrigir o passo. o "é como se dança comigo" mudou a conversa toda pra mim. li duas vezes pra acompanhar quem falava cada fala, e na segunda já tava contando os

um para frente, dois para trás, e do outro lado alguém que topa aprender esse ritmo em vez de corrigir o passo. o "é como se dança comigo" mudou a conversa toda pra mim. li duas vezes pra acompanhar quem falava cada fala, e na segunda já tava contando os passos junto.

Conteúdo da publicação

gosto de dançar tango;

talvez continue aqui

talvez

— certo.

— certo.

— pode começar.

— quero me matar.

— achei que tínhamos feito progresso.

— e fizemos, só sucesso.

— mas você ainda quer morrer.

— eu gosto de dançar, e você?

— estou tentando entender porquê.

— gosto de dançar tango, um para frente, dois para trás, sei os passos desde criança.

— acredito que não seja assim que se dança.

— tango? não, mas é como se dança comigo.

— tudo bem, vou aprender seu ritmo.

— um para frente, dois para trás.

— por que você acha que não é capaz?

— capaz? do quê? de dançar?

— capaz de avançar.

— eu avanço, só é mais devagar.

— tudo bem, e quantos passos quer dar?

— um para frente...

— dois para trás. não é eficiente.

— mas não é mais divertido?

— diria ser cansativo.

— disse que acompanharia meu ritmo.

— e eu não estava mentindo.

— então, aonde estamos indo?

— indo? como assim?

— bom, toda dança tem um fim.

— mas a nossa só está começando.

— acho que estou gostando.

[#272113]

[21/08/25]

#04

Thoughts

  • DILMAR

    O tango que ela dança desde criança do jeito dela e chama de seu. Gostei que ninguém tenta consertar o passo.

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  • Anisio

    A matemática do tango, andando mais pra trás do que pra frente e ainda chamando isso de avançar, ficou comigo. Gostei de ele topar o ritmo dela em vez de discutir os números.

    Permalink
  • leituraDaNoite

    um para frente, dois para trás, e do outro lado alguém que topa aprender esse ritmo em vez de corrigir o passo. o "é como se dança comigo" mudou a conversa toda pra mim. li duas vezes pra acompanhar quem falava cada fala, e na segunda já tava contando os passos junto.

    Permalink
  • Eli_

    É aqui, onde, aos poucos, ele se torna mais irrealista, onde as conversas se tornam esquetes de humor tragicômico e nem sempre o que foi aberto no diálogo passado é fechado. Abrimos, então, as portas da interpretação. Ainda vou abrir as portas da surrealidade. Mas não ainda, ainda não.

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    Eu tenho 13 anos e detesto minha própria aparência, isso é algo comum eu acho mesmo que não devesse

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    Para ser sincero, não sei por que escrevo isso (talvez eu seja um idiota

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