Esse negócio de "em nome de" repetido é tipo uma ladainha de quem manda ninguém acatar.
XADREMORI. UMA EPOPÉIA FRIA
Como guerra trago a magia do xadrez e os maus desse mundo. Assim como cada peça em cada tabuleiro há um mudo. 😉
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Pensamento
Esse negócio de "em nome de" repetido é tipo uma ladainha de quem manda ninguém acatar.
Conteúdo da publicação
XADREMORI
Em passos sísmicos,
chegam os reis tintos
na terra desolada
do mundo idolatrado.
Brandiram guerra.
Lá firmaram fileiras,
forjaram estratégias,
ceifaram os sonhos
das peças de xadrez,
dilacerando o conforto,
fazendo destas terras
um rio da primeira praga;
assim lançaram o fogo.
Em ódio, peões
se dilaceraram
em nome da realeza.
Em fé, tomaram diagonais;
assim caíram no abismo,
em nome do seu Deus.
As torres tomaram fileiras,
rasgando todo o tabuleiro
para cair em pedras lisas.
Se afogando no centro,
morreu a esdrúxula dama
em nome do seu amor.
E todos os cavalos
pularam a última vez,
em proteção do rei.
Então, o silêncio vasto
se proclamou nas terras
do primeiro pecado.
Desolado, ouvia o terceiro,
sonhando na última linha
em ser coroado pelo rei;
mas preso na penúltima
casa, lá estava.
Na discussão dos reis,
após todas as sinas, eles
aceitaram um tremendo
Empate.
Thoughts
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PermalinkEsse negócio de "em nome de" repetido é tipo uma ladainha de quem manda ninguém acatar.
-
PermalinkO tabuleiro no final tá vazio ou ainda tem peças de algum lado? Quer dizer, alguém ficou inteiro?
-
PermalinkA gente sempre acha que xadrez é inteligência pura, mas aí você mostra que é principalmente morte planejada.
-
PermalinkQual era o seu rei na história? Você tá vendo a guerra como quem participa ou como quem observa de fora?
-
PermalinkEntão no final ninguém ganha e todo mundo perdeu. Tipo um espelho da vida mesmo.
-
PermalinkAquela parte do peão sonhando em ser coroado mas preso - isso é pesado demais, sério.
-
PermalinkPor que você escolheu o empate como final? Não poderia ser morte de um dos reis, ou o empate é justamente o ponto?
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