Os pais de Clara haviam falecido alguns anos antes. Ela nunca mais teve coragem de voltar à antiga casa da família, lá no alto da colina. Mas, com o tempo, decidiu que era hora de seguir em frente. Limpou a casa, fez alguns reparos e colocou uma placa de aluga-se no jardim. Poucos dias depois, a família Oliveira se interessou pela casa. Marcos e Helena, com seus dois filhos, Lucas, de 12 anos, e Sofia, de 8, além do cachorro Toby. A casa era bonita, espaçosa e o aluguel parecia mentira de tão barato então parecia a oportunidade perfeita. Na primeira noite, tudo parecia normal. Mas, quando o relógio marcou meia-noite, Toby começou a rosnar para o corredor vazio. No dia seguinte, Sofia contou que ouviu alguém chamando o nome dela bem baixinho. Mas quando abriu a porta do quarto, não havia ninguém. Na terceira noite, as luzes começaram a piscar sozinhas. Uma cadeira apareceu em outro lugar, da sala, como se ninguém tivesse movido ela. Marcos tentou se manter tranquilo, achando que era só uma casa velha fazendo seus barulhos normais. Mas Lucas achou esquisito e reparou numa portinha atrás do armário da biblioteca. Ele tinha certeza que ela não estava lá antes.
Com uma chave toda enferrujada na mão, ele olhou para os pais e perguntou: "Será que a gente abre?"
Continua...