O Submariner e seus primos costumavam dizer algo específico sobre quem o usava. Hoje, na maior parte das vezes, dizem só que você leu os mesmos três fóruns e assistiu ao mesmo canal do YouTube que todo outro cara que pegou um bônus. Quando o advogado, o dentista, o cara das cripto e o gerente regional de vendas chegam todos no mesmo relógio, o relógio parou de me dizer qualquer coisa, a não ser que o dono queria a resposta segura para "qual é o bom".
Isso não é uma crítica ao objeto. É um relógio-ferramenta lindamente feito e superdimensionado, e é exatamente esse o problema. É a escolha do consenso, e consenso é o oposto de bom gosto. O bom gosto se revela na escolha que ninguém validou para você de antemão.
Hoje em dia, quem usa um Seiko de mergulho surrado ou um relógio social fininho que ninguém reconhece está fazendo uma declaração mais interessante do que quem tem o Rolex de lista de espera, porque escolheu contra a planilha de valor de revenda. O comprador do Rolex otimizou por uma resposta garantida. O pulso interessante pertence a quem topou estar errado na frente do fórum.