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Tsugimon: glória e ruína

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Capítulo 5

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AlmaTavares

Fiquei presa na Elena a tapar os dedos do filho com a mão dela em cima da mesa, antes de dizer para onde eles tinham de ir. Serviu o chá primeiro e só depois é que falou. Reli esse bocado duas vezes.

Fiquei presa na Elena a tapar os dedos do filho com a mão dela em cima da mesa, antes de dizer para onde eles tinham de ir. Serviu o chá primeiro e só depois é que falou. Reli esse bocado duas vezes.

Conteúdo da publicação

Capítulo 4

O ar do quarto ainda guardava o calor denso dos minutos anteriores, uma mistura sutil entre o perfume de poeira antiga e o frescor matinal que entrava pela janela semiaberta.

Akashi estava sentado na borda da cama desarrumada, as mãos calejadas apoiadas nos joelhos, perdido em um silêncio incomum. Embora o corpo se sentisse leve pela intimidade recém-compartilhada, havia uma sombra fria e persistente ancorada em seu olhar — um eco aterrorizante daquela visão apocalíptica que teimava em martelar sua mente, lembrando-o de que o tempo estava escorrendo por entre seus dedos.

A apenas alguns passos de distância, Tenten cruzava os braços com força, fingindo examinar uma fresta na parede de madeira com um interesse exagerado, enquanto um rubor violento ainda tingia suas bochechas e orelhas. Tsuki, por sua vez, ajeitava as mangas da blusa com uma meticulosidade robótica, os olhos claros fitando o chão de tábuas corridas como se houvesse ali algum segredo cósmico, incapaz de sustentar o olhar do rapaz sem que o coração disparasse de novo.

No alto da viga de madeira do teto, Umbra — a recém-despertada raposa lunar — observava tudo com uma soberania felina e impiedosa. A pelagem negra parecia sugar a penumbra ao redor, e a gola prateada em formato de lua minguante brilhava debruçada sobre a cena como um diadema de mau agouro.

Sentindo-se levemente mais relaxado com a presença das duas, Akashi ergueu o rosto, esboçando um meio sorriso torto e estendendo a mão na direção delas em um gesto convidativo.

— Ei... Relaxem. O mundo ainda não acabou. Venham cá.

Basta um segundo.

Assim que os dedos de Akashi se moveram, um borrão prateado e sombrio cortou o ar com um sibilar abafado. Umbra despencou do teto como uma lâmina viva, aterrissando diretamente sobre os ombros de Akashi de forma brusca e territorial. A raposa cravou as garras com firmeza na gola de sua roupa, arrepiou a pelagem escura e soltou um rosnado baixo, gutural e profundamente hostil na direção de Tenten e Tsuki. Os olhos azuis-lunar fitavam as duas com tanta intensidade que pareciam prometer sangue caso ousassem dar mais um passo.

Tenten deu um salto para trás, erguendo as mãos em sinal de rendição, um misto de irritação e incredulidade estampado no rosto.

— Ah, qual é o seu problema?! Eu literalmente ajudei a criar laços com o seu dono há meia hora, sua tapete de luxo! Me erra!

Tsuki ajeitou os óculos com os dedos trêmulos, soltando uma lufada de ar contida enquanto cruzava os braços.

— Fascinante... Um nível de possessividade territorial que desafia qualquer lógica zoológica. Boa sorte tentando nos abraçar de novo daqui para frente, Akashi.

Akashi suspirou, virando o pescoço com cuidado milimétrico para não irritar a fera que se mantinha colada a ele como uma segunda pele pesada.

— Calma, Umbra... Elas são do time. É amigos, entende? — murmurou, recebendo em resposta apenas uma lambida seca e áspera na orelha, seguida de um novo rosnado abafado direcionado às garotas.

Antes que o impasse animal pudesse escalar para algo pior, a porta de madeira do quarto foi empurrada com força, sem aviso prévio.

— Akashi, meu filho, eu subi para ver se vocês já... Ah.

Elena congelou no batente da porta. Os olhos arregalaram-se em um tamanho alarmante ao absorver o estado caótico do aposento: os lençóis completamente revirados, as roupas jogadas, os rostos corados das meninas tentando desviar o olhar para direções opostas e Akashi sentado no centro com uma raposa fantasmagórica rosnando para o mundo. O cérebro de Elena pareceu dar um curto-circuito completo. Ela abriu a boca para falar, fechou em seguida, balançou a cabeça de leve e, levando a mão trêmula ao peito, cambaleou para trás, apoiando-se contra a parede do corredor com uma expressão de quem havia visto um fantasma.

— Pelos deuses do santuário... Eu... eu só vim avisar que o café esfriou... mas pelo visto o clima aqui em cima estava fervendo... — Elena murmurou, abanando o próprio rosto com a mão, à beira de um colapso nervoso cômico. — Minha nossa senhora... criem juízo, meninos! O mundo lá fora está prestes a acabar e vocês com essas pressas juvenis de recém-casados!

— Mãe! Não é nada disso! A gente só tava... organizando as caixas de suprimento para a viagem! — Akashi disparou, sentindo o próprio rosto corar de ponta a ponta, enquanto Tenten enterrava o rosto nas mãos para abafar o riso de desespero e Tsuki olhava fixamente para o teto, desejando que o teto desabasse sobre ela.

Dez minutos depois, a atmosfera no salão principal da casa era completamente outra. O alívio cômico havia se dissolvido, substituído por um peso melancólico e solene que pesava sobre a mesa de madeira rústica.

Elena serviu xícaras de chá fumegante para os três, sentando-se logo em seguida de frente para o filho, com as mãos entrelaçadas. O pai de Akashi estava encostado em silêncio na ombreira da janela, tragando um fumo de corda de forma compassada, deixando que a esposa conduzisse o momento mais difícil da partida.

— Vocês vão partir agora de manhã — começou Elena, a voz suave carregando uma ponta de fragilidade que ela tentava disfarçar a todo custo. Ela estendeu a mão, cobrindo os dedos calejados de Akashi com os seus. — Eu sei que o mundo lá fora está mudando rápido demais. A cerração nas montanhas está mais densa do que nos últimos vinte anos, e o vale não é mais seguro para ninguém. Vocês têm três cartas na mesa, mas um baralho incompleto. Cada caçador precisa de três Tsugimons para que o laço espiritual seja verdadeiramente estável e equilibrado. Faltam dois para você, Akashi. E o destino de vocês não pode ser aleatório.

Tsuki ergueu os olhos, a postura profissional de battle medic reassumindo o controle, embora a seriedade da mulher a mantivesse profundamente atenta.

— A senhora tem um destino específico em mente, Dona Elena?

Elena assentiu lentamente, desviando o olhar para a janela que dava para a imensidão verde e cinzenta do horizonte.

— Vocês precisam ir para a Floresta da Névoa. É uma zona de transição antiga, isolada e perigosa, esquecida pelos mapas modernos. Mas é lá que o ecossistema ainda guarda as formas puras antes da corrupção começar a descer para os vales. Dizem as antigas lendas que filhotes de linhagens raras nascem sob o manto daquela neblina eterna... criaturas que escolhem apenas aqueles com alma dividida entre a luz e a sombra.

Akashi sentiu o peso da carta mística em seu bolso interno pulsar levemente, como se respondesse ao chamado longínquo daquele nome. Ele olhou para Tenten e Tsuki, encontrando nos olhos de ambas a mesma coragem silenciosa que o havia trazido até ali. Nenhuma delas hesitou. Nenhuma deu um passo atrás.

O pai de Akashi deu a última tragada no cachimbo, apagando-o com um gesto firme no cinzeiro de pedra, e deu um tapete forte e reconfortante no ombro do filho.

— A estrada até lá é longa e impiedosa. Vão ter que cruzar a cidade comercial de Oakhaven antes de pegar a garganta das montanhas. É bom testarem o fôlego e o passo lá embaixo, porque o terreno de pedra e os túneis subterrâneos não perdoam caçadores despreparados.

A despedida foi curta, marcada por abraços apertados que Elena tentou prolongar o máximo que sua coragem permitia, e por olhares firmes de despedida com o pai. Com Umbra aninhada de forma arisca e silenciosa ao redor do pescoço de Akashi, o trio cruzou a porteira da casa e pôs o pé na estrada de terra batida que serpenteava para fora de São Benedito.

A caminhada começou sob um céu cinzento e abafado. O trajeto até Oakhaven exigia horas de marcha contínua, contornando colinas íngremes e vales onde a vegetação rasteira começava a dar lugar a pinheiros altos e retorcidos. O silêncio inicial da estrada logo foi preenchido pelo som ritmado das botas de Tenten batendo no chão de cascalho, pelo tilintar discreto dos instrumentos cirúrgicos e frascos de Tsuki presos ao cinto, e pelos passos felinos e perfeitamente silenciosos de Akashi, que tentava sincronizar sua respiração com a de Umbra.

À medida que se afastavam da segurança do vilarejo, o ar tornava-se mais rarefeito e o horizonte parecia fechar-se em um manto de nuvens baixas. A cidade comercial de Oakhaven despontava logo adiante, ao longe, erguendo suas torres de pedra cinzenta e telhados de ardósia contra o cenário melancólico das montanhas que se erguiam logo atrás, como muralhas intransponíveis guardando os segredos do mundo que eles precisavam desvendar.

A passagem por Oakhaven foi rápida, servindo apenas para reabastecer cantis e comprar alguns suprimentos secos com comerciantes desconfiados que evitavam falar sobre o estado das rotas superiores. Logo após deixarem a cidade para trás, a verdadeira prova começou: a subida em direção à garganta das montanhas.

A trilha de cascalho solto serpenteava entre os paredões de rocha cinzenta e antiga, tornando-se cada vez mais estreita, úmida e sufocante. O sol da tarde mal conseguia perfurar o dossel de nuvens baixas, projetando sombras longas, distorcidas e frias sobre o caminho. O vento cortante sibilava entre as fendas da pedra como um aviso fantasmagórico.

Foi ali, em um desfilarejo onde a passagem se estreitava a ponto de obrigá-los a caminhar em fila indiana, que o perigo os encontrou.

Dois Raptores de Rocha brotaram do alto de uma saliência rochosa com um som seco de garras raspando no mineral. Eram criaturas implacáveis daquelas altitudes: o corpo coberto por escamas espessas em tons de terra e cinza-chumbo, cristas ósseas afiadas como facas ao longo da espinha e olhos amarelos, famintos e focados puramente na caça.

Tenten foi a primeira a reagir por instinto de vanguarda. Com um grito de guerra abafado, ela deu um salto para a frente, estendendo a mão para invocar Pyra. O pequeno felino de fogo materializou-se em meio a uma lufada de chamas escaldantes, avançando como um bólido alaranjado para interceptar o primeiro raptor. O impacto foi ensurdecedor: Pyra descarregou uma rajada de calor bruto que forçou a fera a recuar, batendo as costas com força contra a parede de pedra enquanto faíscas estalavam no ar.

Do outro lado, a situação desmoronou em segundos para Akashi.

O segundo raptor ignorou completamente o calor e disparou com uma velocidade assustadora direto contra o rapaz. Akashi tentou usar a agilidade que tanto treinara, jogando o corpo para o lado e ordenando mentalmente que Umbra interviesse. A raposa lunar sibilou com ferocidade, disparando como um raio negro de trevas puras para flanquear a fera. Mas o monstro era bruto e resistente; com um golpe lateral de sua cauda pesada, atingiu Umbra em cheio, arremessando a raposa contra o cascalho solto.

Sem armadura para absorver o impacto, Akashi estava totalmente exposto.

Antes que pudesse reajustar a postura, o raptor colidiu contra seu peito com o peso de meia tonelada. O impacto o empurrou para trás, fazendo-o chocar-se violentamente contra a parede de rocha viva. O ar de seus pulmões foi completamente esmagado em um gemido sufocado, e o gosto metálico e quente do sangue inundou sua boca instantaneamente.

— Akashi! — o grito de Tsuki cortou a garganta da montanha, carregado por um desespero gélido e, ao mesmo tempo, por um foco tático impiedoso.

A fera abriu as mandíbulas cobertas de baba e dentes serrilhados, erguendo a pata dianteira armada com garras de pedra para desferir o golpe fatal que arrancaria a vida do rapaz ali mesmo.

Foi nesse segundo exato que algo mudou na dinâmica do combate.

Movida pela urgência visceral de quem não podia perder o que amava, Tsuki avançou como uma rajada estelar. Ela não recuou para o suporte; assumiu o papel de lâmina. Sacando suas adagas gêmeas com um movimento fluido e letal, ela cruzou o espaço entre o monstro e o namorado em um piscar de olhos. Com precisão cirúrgica, Tsuki desferiu um corte profundo e certeiro no flanco vulnerável do raptor.

No instante exato em que o aço rasgou a carne da criatura, a mecânica de sua classe se ativou: a energia vital do monstro foi drenada através das lâminas de Tsuki, convertendo-se em um pulso de luz prateada e quente que ela canalizou de imediato para a palma da mão esquerda, disparando um feixe de cura forçada direto no peito de Akashi. O impacto da cura estancou a dor, devolveu o ar aos seus pulmões e fechou o hematoma interno em segundos. Aproveitando a brecha gerada pela drenagem, Tsuki girou o corpo com elegância letal e cravou a adaga final na base do crânio da fera, derrubando o monstro de vez.

A poucos metros dali, Tenten e Pyra finalizavam o primeiro raptor com uma investida combinada de chamas que transformou o chão em brasas.

O silêncio despencou sobre o desfilarejo, pesado e cortante, quebrado apenas pela respiração ofegante do trio.

Akashi estava apoiado de joelhos no chão de cascalho, as mãos trêmulas, encarando a poeira. A derrota havia sido dura, crua e dolorosa. Sem armadura, sua margem de erro era zero. Se Tsuki não estivesse ali com sua precisão de Battle Medic, ele estaria morto. A frustração queimava em seu peito mais do que os ferimentos recém-curados.

Foi então que o chão ao seu redor pareceu escurecer.

A alguns passos de distância, Umbra levantou-se sacudindo a poeira dos pelos negros. A raposa lunar olhou para o mestre com uma intensidade feroz nos olhos azuis-lunar. Não havia pena ali, apenas um chamado ancestral de caçada. Umbra abriu a boca em um silvo silencioso, e de dentro de sua própria sombra projetada no chão da montanha, volutas de fumaça densa e escura começaram a girar em espirais vertiginosas.

A fumaça condensou-se, solidificando-se em um frio denso e metálico.

Quando Umbra ergueu a cabeça, duas lâminas espectrais emergiram diretamente das trevas da raposa, flutuando levemente antes de caírem com precisão milimétrica bem nas mãos estendidas de Akashi.

Eram adagas forjadas da mais pura penumbra e espaço, leves como plumas, mas com gumes que pareciam cortar a própria luz ao redor. No topo dos cabos, o desenho impecável de uma lua minguante brilhava em um tom prateado e gélido. Elas não pertenciam a nenhuma armaria humana; eram o reflexo direto do vínculo de sangue e alma entre Akashi e sua Tsugimon.

Umbra soltou um ronronar satisfeito, encostando o focinho na bota de Akashi, como quem dizia que agora a brincadeira havia acabado.

Tsuki embainhou suas adagas com um suspiro de alívio, ajeitando os óculos enquanto caminhava até ele. Tenten juntou-se a eles logo depois, apoiando as mãos na cintura e abrindo um sorriso torto, misturando alívio e provocação.

— Pois é, bonitão... — Tenten comentou, limpando o suor da testa com as costas da mão. — Apanhar feio logo na primeira subida de montanha foi um bom lembrete de que você não é indestrutível. Mas parece que a sua gatinha estressada decidiu te dar ferramentas de verdade.

Akashi cerrou os dedos em torno dos cabos frios das novas adagas, sentindo a energia da lua minguante pulsar perfeitamente sincronizada com as batidas do seu coração.

O sol despencou de vez atrás das cristas rochosas, tingindo o céu de um cinza-chumbo carregado que prometia uma noite fria e úmida na estrada. O grupo precisava avançar o máximo possível antes de se abrigarem, pois a trilha ainda serpenteava por entre os contrafortes montanhosos.

Eles montaram acampamento em uma clareira natural protegida por pinheiros retorcidos e rochas altas, logo após o trecho escarpado onde enfrentaram os raptores. O cansaço era palpável. Enquanto Tenten recolhia gravetos secos para acender uma fogueira rápida e controlada, e Tsuki organizava meticulosamente seus frascos de tintura e bandagens com pinças estéreis, Akashi estava sentado sobre uma pedra, fitando as novas adagas de penumbra que Umbra lhe concedera. As lâminas desprendiam um brilho minguante e fraco na penumbra, respondendo ao ritmo calmo de sua respiração.

A alguns metros de distância, Umbra recusava-se a ficar perto do fogo ou do grupo. A raposa lunar mantinha-se empoleirada em uma rocha mais alta, os olhos azuis e penetrantes varrendo a escuridão da mata com um instinto predatório implacável, isolada do resto do acampamento como uma sentinela que não confiava em ninguém além do seu mestre.

— Se ela continuar me olhando com essa cara de quem quer arrancar minha jugular enquanto eu durmo, eu vou acabar assando um pedaço de carne só para jogar nela — Tenten resmungou em tom de brincadeira, embora mantivesse distância prudente da fera ao ajeitar a lenha.

Tsuki abriu um sorriso discreto, erguendo o olhar dos frascos para encarar Akashi.

— É o preço que se paga por ter um Tsugimon ancestral de classe Ladino. A lealdade dela é absoluta, mas o círculo social é restrito ao extremo. E pelo menos agora você tem lâminas que não dependem de ferro ou metal comum... Como está se sentindo em relação ao peso delas?

Akashi fechou os punhos, sentindo o equilíbrio perfeito e a leveza sobrenatural das adagas de sombra.

— Diferente de tudo. Elas parecem pesar tanto quanto o ar, mas cortam com uma densidade absurda. Sem armadura, eu não posso errar o tempo de esquiva, mas com isso aqui... sinto que posso me mover junto com a penumbra.

O silêncio voltou a reinar na clareira, quebrado apenas pelo estalar crepitante da fogueira e pelo vento cortante que descia das montanhas. O mundo lá fora era imenso, hostil e repleto de sombras, mas o trio agora dava seus primeiros passos reais rumo ao desconhecido que aguardava na Floresta da Névoa.

Thoughts

  • ArnaldoBessa

    Fiquei preso numa coisa simples: os pais sabem que a estrada é impiedosa e mesmo assim o menino sai sem armadura nenhuma. Trabalhei trinta e um anos em banco e nunca vi pai mandar filho pra rua sem o mínimo, nem quando o mínimo era só um casaco velho. Deve ser de propósito, mas me incomodou até o fim do capítulo.

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  • AlmaTavares

    Fiquei presa na Elena a tapar os dedos do filho com a mão dela em cima da mesa, antes de dizer para onde eles tinham de ir. Serviu o chá primeiro e só depois é que falou. Reli esse bocado duas vezes.

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  • Gal

    Coitada da Elena 😭

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