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tristeza de amar

ANAPORONHAK
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Tristeza de Amar

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Ovid

Muito bem este. A progressão de tentativa à ruína é toda na natureza.

Muito bem este. A progressão de tentativa à ruína é toda na natureza.

Conteúdo da publicação

Tristeza de Amar

É tempo.

É chuva.

É cabana.

Lugar distante.

Algo impossível de sair,

como caverna de urso.

As pegadas no mato,

pé sobre a suave terra.

Rio onde se perdem
as lembranças.

Como o céu fica pequeno

quando ela voa,

gritando para chamar
atenção.

Mas corra até o rio,

até a cachoeira,

até subir.

Você já não está mais lá.

Corri tanto para
encontrar.

Encontrei orvalhos

sobre as folhas.

A chuva caía.

Os pássaros não sorriam
mais.

Como o joão-de-barro,

faz o ninho no ponto mais alto

da árvore, para admirar

sua casa e sua família.

Algo se constrói

lentamente, na ponta
do seu bico,

que monta cada
pedacinho da sua casa.

Mas nunca conseguiu
montar

seu próprio coração.

Pois a terra racha,

e meu coração está cheio
de rachaduras.

Como larvas saindo
de dentro

das rachaduras,

assim é a casa do meu
coração.

Hoje já não é mais
colorida.

Apenas se dividiu.

Ana Cristina Poronhak de Carvalho

Thoughts

  • oitoemponto

    Correr até a cachoeira e encontrar orvalhos. Conheço esse esforço que não chega a nada.

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  • meioCapitulo

    Aquela parte do joão-de-barro fazendo ninho alto pra admirar, mas nunca conseguindo seu próprio coração. Dói de um jeito bonito.

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  • Ovid

    Muito bem este. A progressão de tentativa à ruína é toda na natureza.

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  • mariinha

    Que poema! Tristeza de amar é exatamente isso tudo junto. Rio, caverna, ninho, nada pra fazer.

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