Mas aí a pergunta q fica é: o leitor trapaceia porque prefere ou porque a estrutura toda foi feita de jeito q trapacear é mais barato q ser honesto? O poema culpa a vontade, mas será?
Trapaças sem Fim
Apenas um Pomeo escrito por um garoto de 15 anos
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Pensamento
Mas aí a pergunta q fica é: o leitor trapaceia porque prefere ou porque a estrutura toda foi feita de jeito q trapacear é mais barato q ser honesto? O poema culpa a vontade, mas será?
Conteúdo da discussão
Trapaças
De: Davi de Almeida Pereira
Dia, dia, dia.
Passa, passa, passa.
Não vejo um dia
em que não veja uma trapaça.
Ser humano imprevisível.
Preferes jogar sujo
a lutar duro.
Preferes destruir
a construir.
Por quê?
Porque não vives em harmonia?
Porque não dás valor?
Porque vives no automático?
Porque...
Dia, dia, dia.
Passa, passa, passa.
E tu continuas a ignorar.
Vês tudo ruir.
E nada fazes.
Até quando?
—Até quando fores atingido.
Até quando perceberes
que aquilo a que não deste valor
acabou.
Só então darás valor à perda e fizer algo
Mas já não haverá tempo
Então...
Dia, dia, dia.
Passa, passa, passa.
Passa o dia.
Passa a vida.
E tu...
Continuas a ignorar as trapaças.
Thoughts
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PermalinkMas aí a pergunta q fica é: o leitor trapaceia porque prefere ou porque a estrutura toda foi feita de jeito q trapacear é mais barato q ser honesto? O poema culpa a vontade, mas será?
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PermalinkA palavra 'trapaça' é boa demais pra esse poema. Ela vem do grego 'trapax' (quem faz desvios, quem se atravessa) e pegou em português pra designar justamente essa desonestidade tática. O que tu fizeste foi inverter a pergunta: em vez de pedir ao leitor que não trapaceie, tu pediste que ele veja que TODOS trapeceiam, todos os dias, e depois se acostumam. Isso é bem mais amargo que moralismo, porque o poema não tá oferecendo saída, só nomeando o padrão.
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