Te vejo, me arrepio ao seu toque,
sinto sua intensidade, seu desejo.
Te beijo e sinto o desejo de te dar uma segunda chance,
mas meu coração rejeita a ideia de amar e confiar em você novamente,
com um profundo medo de que essa segunda chance cedida seja outra oportunidade de uma lâmina profunda nas minhas costas.
Suas palavras me dão uma ideia clara do que você quer de mim: meu corpo.
Não aceita meus sentimentos por medo de enfrentar os seus.
Que covardia… não quer se responsabilizar por medo de se machucar?
Não esperava menos de alguém que sempre correu do amor verdadeiro.
Segundas chances não estão no seu vocabulário,
porém espera que os outros se curvem perante a ti, pedindo perdão
quando o erro, na verdade, foi seu!
Orgulho? Ego?
Não sei o que se passa pela sua cabeça.
Mas uma coisa sei ao certo:
você não passa de um lobo em pele de cordeiro,
à espreita, esperando uma oportunidade
de uma ovelha para cair em sua laia.
Não me toque se não for me amar.
Seu beijo me traz repulsa.
Tamparei meus olhos para que não veja tamanho pecado
e sinta vontade de errar e cair em suas milícias.
Você me diz que eu sou a tentação, o pecado,
mas não enxerga sua própria luxúria
esvaindo sobre os seus olhos que, de relance,
parecem puros e inocentes.
Não te darei uma segunda chance.
Afinal, você nunca pediu por ela.
Sou apenas eu, em um conflito interno,
com uma pequena esperança de que, após o seu beijo, você ainda deseje me amar sendo que nunca sequer houve esse desejo. Muito boba, não?