Título: “Corredores de Silêncio”
Verso 1:
Cada dia é um ataque, cada olhar é punhal
Sussurros que mordem, risadas que dilaceram
Dizem que você não sente, que é um erro do mundo
Mas a verdade é que o mundo é doente, e eles são monstros
Ninguém responde ao bom dia, ninguém toca com cuidado
O afeto é crime, o abraço é piada
Você caminha invisível, e eles se divertem
Enquanto sua existência é diminuída em silêncio
Pré-Refrão:
O mundo vomita no seu rosto, chama de estranho
Mas o estranho é quem despreza, não quem sente diferente
Eles têm nojo de quem ama do jeito certo
E ainda querem te ensinar a viver no molde deles
Refrão:
Grito na escola, mas ninguém ouve
Meu sangue é tinta, meu silêncio é guerra
Vocês me acham morto, eu só tô acordado
Corredores de silêncio, labirinto de desprezo
Verso 2:
Chamam de louco, de quebrado, de inútil
Mas quem é inútil é quem destrói sem motivo
Cada palavra deles é ferro cravado
Cada risada, uma tatuagem de ódio na alma
Eles acham que prazer é apenas fazer rir
Que sentir é fraqueza, que amar é erro
Mas eu sinto até demais, sinto como vocês não conseguem
E cada desprezo só me fortalece, só me faz mais vivo
Ponte:
E um dia, talvez, eles percebam
Que a humanidade não é medida pelo bullying
Que afeto não é piada, que diferença não é defeito
Que cada “estranho” é mais humano do que eles jamais serão
Refrão final:
Grito na escola, mas ninguém ouve
Meu sangue é tinta, meu silêncio é guerra
Vocês me acham morto, eu só tô acordado
Corredores de silêncio, labirinto de desprezo