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Texto Apócrifo, a História do universo, conclusão

Eduardo13
Pública 6 conversas 9 pensamentos 36 votos positivos 0 voto negativo 2 séries

Depois de revelar sua triste e irremediável situação, o Criador ergueu a voz e chorou amargamente. Duro Lhe era despedir para a morte aquele filho amado que, pela insistente rebeldia selara seu…

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mesaDeBar

Que final, uai.

Que final, uai.

Conteúdo da publicação

Depois de revelar sua triste e irremediável situação, o Criador ergueu a voz e chorou amargamente. Duro Lhe era despedir para a morte aquele filho amado que, pela insistente rebeldia selara seu destino eterno. Caim todo trêmulo, tomado pelo medo e horror pela sua deplorável condição, com desespero clamou a D-us: - Volta Senhor, volta! Conceda-me somente uma benção! Movido pelo Seu infinito amor, o Eterno tornou-se para Caim que trêmulo Lhe falou de seu temor: - Tenho medo dos perigos da floresta, e daqueles que quererão no futuro procurar-me para vingar o sangue de meu irmão que derramei". O Criador teve compaixão de Caim, prometendo-lhe proteção. Como sinal dessa promessa, acariciou-lhe a face, fazendo-lhe desaparecer a abundante barba. Depois deste gesto de pai amoroso que acaricia o filho mesmo na eterna partida, Caim viu desaparecer diante de seus olhos o brilho daquela face banhada pelas lágrimas, produzidas por sua ingratidão. A noite de desespero e pranto foi finalmente foi banida pelo brilho de um novo alvorecer que com sua luz revelaria uma tristeza ainda maior. Antes mesmo que o sol mostrasse sua face sobre o vale oriental, a jovem viúva juntamente com seus pais caminharam apressados pelos campos rumo às pastagens onde o rebanho pastava naqueles dias. Com o coração ainda a palpitar esperança, avistaram ao longe o rebanho. Chamaram ali por Abel, mas suas vozes não trouxeram nenhuma resposta além de um eco vazio. Seus olhos discerniram então através das lágrimas, as marcas da dor, naquele gramado amassado e coberto de sangue. Vencidos pela tristeza, seguiram dolorosamente as manchas de sangue, até encontrarem o seu corpo dilacerado, sob aquele capim coberto de moscas. Diante desta cena de terrível humilhação, ergueram as vozes em gritos de pavor, não suportando a dor da separação. Ali permaneceram em agonia, até verem o sol tombar em seu mais melancólico entardecer. Quão dolorosa lhes era o pensamento de terem de regressar para casa, deixando ali o amado Abel a desfazer-se em sua fria noite. Lembrando de sua infância, quando em seu leito o cobriam com amor, prometendo despertá-lo no alvorecer com um beijo, aqueles pais com um doloroso esforço o cobriram novamente com aquele capim, com a certeza de que no alvorecer do dia eterno o beijariam em seu em seu despertar feliz. Com dificuldade deixaram finalmente aquele lugar já tomado pela noite e apalparam-se na direção daquelas casas vazias, cujas paredes floridas já não traria para eles alegria. Vencida pelo horror da dura revelação, a esposa de Caim prostrara em desmaio, vindo a despertar pouco depois da partida do Eterno. Ali em meio às trevas, lembrou-se da terrível revelação de D-us, e ficou possuída por grande medo. Temia não somente as trevas, mas principalmente a Caim. Pensou em gritar por socorro; mas quem a salvaria?! Dominada por esses sentimentos, ficou atenta, esperando pelo amanhecer que revelou ao seu lado o corpo adormecido de alguém que não se parecia com Caim. Assustada, temendo despertá-lo, afastou-se alguns passos recostando-se num tronco de árvore, onde permaneceu até vê-lo levantar a face lisa , chamando por ela. Reconhecendo ser a voz de seu esposo, moveu-se em sua direção, mas logo deteve-se dominada pelo receio. Indagando em seu coração sobre o mistério de sua face agora lisa, disse-lhe: - Tenho medo de aproximar-me de você! Depois de expressar o seu temor, revelou outro maior: - Tenho também medo de fugir de você! Erguendo-se com um sorriso, Caim perguntou-lhe: - Por quê você me teme? - Porque temo a morte, respondeu aflita. - Eu também, até ontem era como você, tinha medo da morte, disse-lhe Caim. - Agora não a teme mais? Indagou-lhe sua esposa. - Não a temo, respondeu Caim, passando a mão no rosto liso. - Mas o que baniu-lhe o seu temor? Perguntou-lhe a jovem, temendo ainda aproximar-se. - Vê minha face agora lisa? Este é o sinal de uma promessa feita pelo Senhor. - Qual promessa? perguntou-lhe sua companheira, aproximando-se agora sem receio. Caim falou-lhe então da benção prometida e confirmada naquele sinal, da qual partilharia também ela, se o seguisse em seus passos. Não encontraria segurança e vida, contudo, ausentando-se dele. Consolada pela promessa de proteção garantida no rosto liso de seu esposo, aquela jovem o seguiu numa longa caminhada em contorno ao Éden. Planejavam transpô-lo, alcançando o vale oriental que estendia-se para além de seu impenetrável prado; Ali construiriam um altar estabelecendo o seu novo lar. Caim e sua companheira alcançaram finalmente em sua jornada um vale que, coberto por densa floresta estendia-se ao oriente do paraíso. Ali naquele ambiente de aparência hostil teriam temido não fosse a promessa assinalada na face de Caim.

Almejando encontrar além um lugar melhor, construíram ali um altar provisório, onde no alvorecer do primeiro dia de uma nova semana, ofereceram ao Senhor revelado na face do Sol, flores e frutos - símbolos de fecundidade. Sob a luz do alvorecer uniram-se novamente naquele ato comemorativo da vitória que julgavam haver encontrado. Depois de unir-se à sua mulher, Caim ergueu-se ante o altar dedicando ao Senhor representado pelo sol, o seu lar.

Pediu que os tornassem fecundos para darem a muitos filhos o direito de contemplar-lhe a face de brilho. Caim concluiu sua prece de consagração, com uma promessa confirmada por um sinal, dizendo: - Se atentares para a nossa súplica, trazendo em teu brilho fecundidade, construiremos por onde andarmos altares em honra a ti, onde o adoraremos com ofertas de gratidão. Como sinal de nossa fidelidade, consagraremos para o teu culto, este dia que nos unes sob tua luz, o qual chamaremos pelo teu nome: O DIA DO SOL. Desde então começou o culto ao sol, os descendentes transformariam o próprio sol em deus, deuses pagãos surgiriam dessa adoração, Mas , o Criador, na forma do Pai, do filho Jesus Cristo e do Espírito Santo, mostraria a verdadeira vitória com Glória e Graça.

A vitória do ser humano através da fé, do amor, da paz sem fim nos Reinos celestes e incontáveis mundos.

Glória a Deus...... amém......🙏🛐📖✝️

Fim

Thoughts

  • IsabelFigueira

    Os pais de Abel a cobri-lo outra vez com o capim, como faziam no berço quando ele era criança. Foi a parte que mais me custou ler.

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  • EliasMoraes

    Gostei de você amarrar tudo no dia do sol no fim. Em inglês e alemão o primeiro dia da semana ainda leva esse nome, Sunday e Sonntag, então a sua história tem onde se apoiar. Dá uma volta e tanto ver essa origem contada pelo lado de Caim.

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  • mesaDeBar

    Que final, uai.

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