Domingo, 15 de março de 2026
É noite, e agora estou com Wei na boate. Estamos bebendo todas, frustrados como sempre, sem conseguir chegar em nenhuma gatinha.
— Que droga... eu não transei com nenhuma mulher desde que voltei do espaço! — diz Wei, frustrado, antes de dar um gole no copo. — Eu jurava que, com a minha fama de astronauta, as mulheres iam fazer fila por mim...
— Pelo visto, vamos ser dois solteirões por um bom tempo, hein... — brinco, soltando um suspiro antes de beber outro gole.
— Há quanto tempo, Rafael... — diz uma voz conhecida, carregada de surpresa.
Quando me viro, vejo Roger, um ex-ficante.
— E aí... — digo, com um sorriso malicioso, erguendo levemente o copo.
— Quem é esse cara? — pergunta Wei, curioso, me encarando.
— Esse aqui é o Roger, um velho amigo... — explico, com naturalidade.
— Se você já está acompanhado, eu posso ir embora... — diz Roger, recuando um passo, meio sem graça.
— Relaxa, ele é só um amigo — digo, dando de ombros.
— Melhor amigo — corrige Wei, com um meio sorriso provocativo.
— Que tal a gente relembrar os velhos tempos...? — sugere Roger, tocando discretamente minha mão.
— O que está acontecendo aqui?! Rafael... você é gay? — pergunta Wei, chocado, quase engasgando com a própria bebida.
— Seu amigo não sabia...? — diz Roger, sem graça, afastando a mão devagar.
— Agora ele sabe — digo, antes de beber mais um gole. — A propósito, Wei... eu sou bi.
Wei me encara, ainda completamente surpreso.
— Eu não fazia ideia desse seu lado... por que você nunca me contou isso? — pergunta ele, tentando processar.
— Porque você nunca perguntou — rebato, dando um leve sorriso.
— Quer passar lá em casa rapidinho...? — diz Roger, com um sorriso bem safado.
— Eu realmente sempre tive mais sorte com homens... — digo, com um leve sorriso, antes de dar um gole.
— E então, você vai ou não vai? — insiste Roger, aproximando-se um pouco mais.
— Não, ele não vai a lugar nenhum — diz Wei, sério, com a voz firme.
— Por acaso tá com ciúmes? — debocha Roger, arqueando a sobrancelha.
— E se eu estiver? Algum problema com isso? — rebate Wei, irritado.
— Ei, mano, calma... — digo, chocado com a reação dele.
— Vaza daqui, cara — diz Wei, encarando Roger com um olhar duro.
— Tá bom, tá bom... eu já tô indo, bebê. Seu amigo é muito esquentado — diz Roger, pegando o copo e se afastando.
— O que deu em você? — pergunto, confuso.
— Eu tô me sentindo traído, sabia? Você sabe tudo sobre mim... como não me contou uma coisa dessas? — diz Wei, ainda irritado.
— Eu não queria que as coisas ficassem estranhas entre a gente... — digo, de cabeça baixa.
— Estranhas... tipo agora? — questiona Wei, direto.
— Sim... tipo agora — respondo, sem encará-lo.
— Mano, a gente nunca escondeu nada um do outro. A gente já até dividiu a mesma mulher na cama — diz Wei, antes de beber mais um gole.
O clima fica estranho entre a gente. Depois que chegamos em casa, crio coragem.
— Dá pra você parar de me olhar com essa cara? — digo, já ficando impaciente.
— Eu não consigo imaginar você sendo íntimo com outro homem... além de mim — diz Wei, me encarando fixamente.
— Esquece essa história, por favor... vamos voltar a ser o que éramos antes — digo, tentando manter a calma.
— Se você me satisfizer esta noite... eu te perdoo — diz Wei, sem hesitar.
— Você tá louco? — digo, chocado.
— Por que não? A gente já até se masturbou junto... por que eu não posso te comer? — diz Wei, sem desviar o olhar.
Ter relações íntimas com o Wei é algo que eu nunca imaginei. Já me masturbei com ele, já fiz ménage, mas algo além disso... nunca. Faz tempo que não transo com ninguém.
— A gente pode aliviar um ao outro. Não precisamos de uma mulher pra isso — acrescenta Wei, puxando o zíper da minha calça.
Ele tem razão, a gente pode se aliviar um ao outro. Não precisamos de uma terceira pessoa pra isso.
— Tá bom então — digo, me ajoelhando no chão. Wei começa a puxar o zíper da calça. Depois de uns minutos, ele solta gemidos baixos e roucos.
— Caramba, isso foi muito bom — diz Wei, ofegante, com o peito subindo e descendo rápido.
Depois de terminar, cuspo o líquido num lenço que tiro do bolso.
— Por que não engoliu? — questiona Wei, ainda recuperando o fôlego.
— Tá doido? — respondo com um sorriso incrédulo, me levantando.
Então Wei se ajoelha diante de mim. Nossa, provavelmente é a primeira vez dele, mas ele se sai surpreendentemente bem. Quando chego ao clímax, ele engole cada gota, lambendo os lábios com satisfação.
— É assim que quero que faça da próxima vez — diz Wei com um sorriso safado, após beber todo o meu líquido. Ele se levanta e vai pro banheiro, me deixando ainda ofegante na sala.
Segunda-feira, 16 de março de 2026
Acordo com o Wei me chacoalhando na cama.
— O que você quer...? — pergunto, ainda sonolento, esfregando os olhos.
— Há quanto tempo você gosta de homem? — pergunta Wei, curioso, sem rodeios.
— Desde o ensino médio... — digo, sentando na cama.
— Nossa... isso faz um tempão — diz Wei, pensativo.
— E você? Desde quando começou a gostar de homem? — pergunto, curioso.
— Eu não gosto de homem. Só fiz aquilo ontem porque era você — diz Wei, firme, sustentando o olhar.
— Nunca imaginei que teria relações íntimas com você... — digo, pensativo.
— A gente pode manter isso como uma amizade colorida... o que acha? — sugere Wei.
— Tá bom, então... — digo, com um sorriso malicioso.
— Eu tô com muita vontade de comer alguém agora... — diz Wei, subindo em cima de mim.
De repente, escuto batidas na porta.
— Gente, sou eu! — diz Joel, batendo.
— Logo agora...? — reclama Wei, frustrado.
— Bora lá... depois a gente continua — digo, empurrando-o para o lado.
— Já tô indo! — acrescento, indo até a porta.
Agora estamos na sala, e Joel está surtando porque beijou o Ariel ontem à noite.
— Como assim você e o Ariel se beijaram?! — grita Wei, incrédulo.
— Nem eu acredito ainda... — diz Joel, completamente atônito.
— Provavelmente foi só fruto da sua imaginação... — digo, desconfiado.
— Eu também pensei isso, mas hoje de manhã recebi uma mensagem dele — diz Joel, mostrando a conversa.
"Não sei o que está acontecendo comigo. Estou indo visitar minha vó. Quando eu voltar, conversamos melhor sobre o que aconteceu ontem."
— Santo Albert Einstein... — diz Wei, chocado. — É verdade mesmo.
— Ei, já são quase oito horas. Temos muito trabalho no laboratório — digo, olhando para o relógio.
— Então vamos. No laboratório a gente continua essa conversa — diz Joel, levantando-se.
Seguimos para o laboratório. O lugar já está todo iluminado, com painéis ligados, telas exibindo gráficos e códigos e, no centro da sala, o robô prateado que em breve será enviado para Marte. Ele está preso a uma base metálica, cercado por sensores e braços mecânicos.
— Precisamos entregar esses equipamentos para a NASA — explico, com firmeza. — Todos os testes precisam ser concluídos hoje... essa missão para Marte não pode atrasar.
— Se esse robô sobreviver às simulações, ele sobrevive a qualquer coisa — diz Joel, digitando rapidamente no computador, sem nem desviar o olhar da tela.
O robô se movimenta, os olhos artificiais acendem, e ele começa a andar lentamente pelo laboratório.
— Olha só, está funcionando — digo, olhando com atenção.
— Então, Joel, conta essa história direito — diz Wei, encarando-o. — O seu beijo com o Ariel foi só um beijinho leve ou uma linguada de tirar o fôlego?
— Uma linguada de tirar o fôlego — responde Joel, tímido, sem tirar os olhos do computador.
— Foi só isso mesmo? — pergunto, desconfiado, olhando para Joel. — Ou, por acaso, teve mais do que beijo? — provoco.
— Não seja bobo, Rafael — diz Wei, me dando um leve tapa no ombro. — Provavelmente, o doutor aí só faz essas coisas depois do casamento.
— Parem com isso — diz Joel, sem graça.
— Ontem à noite eu tive uma noite maravilhosa — diz Wei, me olhando com um sorriso malicioso. — Peguei uma gatinha.
Dou uma leve engasgada.
— Engraçado você falar isso — digo casualmente. — Porque eu também tive uma noite ótima com uma mulher.
Wei me encara por um segundo a mais do que o normal.
— É mesmo? — diz ele, com um meio sorriso provocador.
— Melhor do que eu esperava — respondo, mantendo o tom neutro.
O robô para no centro da sala, emitindo um sinal sonoro de aprovação.
— Teste concluído com sucesso — anuncia o sistema.
— Vocês dois estão agindo de um jeito muito estranho — diz Joel, desconfiado, olhando para mim e para Wei.
— Tá viajando — digo, sem graça.
— Você que está estranho — rebate Wei. — Provavelmente porque não é mais boca virgem.
— Se vocês dizem... — diz Joel, dando de ombros enquanto mexe na impressora.
— Eu vou levar o relatório pessoalmente na universidade. O doutor prado não gosta de receber documentos em PDF — diz Joel enquanto imprime o documento.
— Vá com cuidado — respondo.
— Até daqui a pouco — diz Joel, pegando a chave do carro e saindo em seguida.
Assim que Joel sai, Wei começa a me encarar com um olhar intenso.
— O que foi? — pergunto, desviando o olhar.
—Vamos aproveitar que ele saiu! — diz Wei, com um sorriso safadinho.
— No laboratório? Tá doido? — retruco, chocado.
— Vamos pra dispensa — insiste Wei, pegando minha mão e me puxando até o quartinho apertado.
— E se o Joel chegar antes? — questiono, já baixando o zíper da calça dele.
— Termino antes dele chegar — promete Wei, me virando de costas com urgência.
— Então se apresse — digo, abaixando a calça.
Wei se posiciona atrás de mim, e sinto o calor do seu corpo colado ao meu. Ele começa os movimentos ritmados, com a respiração pesada no meu ouvido.
— Nossa, você é bem apertadinho — sussurra Wei, cheio de prazer, com a voz rouca.
— Não sabia que você fazia tão bem — respondo, me contorcendo de prazer enquanto ele me leva às nuvens, cada movimento me deixando cada vez mais perdido nas sensações.