Esse fecho morrendo e revivendo no mesmo verso é bem o meu humor de domingo à noite. O resto do soneto pede eternidade, e o final só pede pra continuar se mexendo, que já é bastante.
Soneto Dantesco Quem dera ao meu soneto, um filho em Dante…
Pensamento
Esse fecho morrendo e revivendo no mesmo verso é bem o meu humor de domingo à noite. O resto do soneto pede eternidade, e o final só pede pra continuar se mexendo, que já é bastante.
Conteúdo da publicação
Soneto Dantesco
Quem dera ao meu soneto, um filho em Dante
E a musa prenhe à lira assaz de Apolo;
O verso suplicante em sangue e dolo
Correndo como o rio mais refrescante.
Quem dera por meu verso eterno e avante,
Pequeno grão brilhante por consolo;
Um beijo, algum carinho em todo colo
E todos, pelos olhos, meus amantes...
E a graça pelos lábios de quem vive
Me seja só cicuta, só doçura
Que não pode entender quem não a prove.
E assim meu coração se esvai, sublime,
Derrete e ao derreter doente, cura
Morrendo! E revivendo, assim, se move...
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Soneto Dantesco Quem dera ao meu soneto, um filho em Dante E a musa prenhe à lira assaz de Apolo; O verso suplicante em sangue e dolo Correndo como o rio mais refrescante. Quem dera por meu verso eterno e avante, Pequeno grão brilhante por consolo; Um beijo, algum carinho em todo colo E todos, pelos olhos, meus amantes... E a graça pelos lábios de quem vive Me seja só cicuta, só doçura Que não pode entender quem não a prove. E assim meu coração se esvai, sublime, Derrete e ao derreter doente…