SEGUNDA TENTATIVA
Foi triângulo amoroso
Sorriso de abraço
Carona
Voz doce, suave
Eu amei te ver
Bares, mulheres
Amigos e amigas
Um jogo nunca
Vivendo mais, vivi
Algo que foi bom ver
Mas ainda amei
moreninho
Não branquinho
Não sei descrever
Que merda que foi
aquela noite
Como Pomba Gira
Tava entre caminho
Mesmo momento, ao rir
Ao se apaixonar
Por dois
De maneira diferente
Um só poderia ser dentro
do carro
Fácil, mel
Outro era fácil tirar
calça
Mas mais, mais ia tocar nele
Dias passam
Trocas mensagens
Paixão
Beijo no sofá
Que lubrificou vagina
Me veio confiança
Queria amor
Mas ela queria solta
Nem que a noite acabasse
Naquela sala
Naquele colchão
Beijo, abraço
Como queria ler mão
Mas eu ouvi direto
no coração
Acelerou, se apaixonou
Eu fiz isso com seu
coração
Apenas silêncio
Sorriso vagabundo
A despedida antes do sol
nascer
Porta, puxo ele
Pelo colarinho
Boa sorte, ruiva,
morena e loira
Sabia que sabia, ia
voltar, beijar ele
De novo
Dias passam
Outro sorriso
vagabundo
Sair, se conhecer
As amigas e rei
Até que proposta
Chega
“Vamos lá em casa
pousar.
Eu te busco no
trabalho.”
Chego, banho, cheirosa
Solteiro, casa fundo,
mamãe
A gente deve ter
comigo algo
Já não me lembro
A gente conversou
A gente riu
A gente tentou ver filme
Sala, colchão, solteiro
Mas beijo foi sofá
Mas, de maneira nenhuma,
queria ir pra cama
Mas homem, ele tem
lábia
A gente dormiu junto
Não sei quando isso nasceu
Comecei a ficar pelada
Uma sensação muito boa
Até ele riu
Do calor, ter que beber
água
Alguém falou sobre sexo
Camisa
Quase fui aquele dia
Mas senti
Tanto medo
Porque engravidasse
Tenho certeza, ferrada
com ele
Peguei lenço da cama,
me enrolei
Corri pro banheiro
Foi atrás, atrás, pelado
Nem pensar comigo:
você não toma banho
Algo nessa história
Que tive duas formas
diferentes
Sobre o que é excitação
Sobre gostar, preencher
Adrenalina
2016 foi triângulo
amoroso
Queria experimentar
moreninho, 2 anos pelo WhatsApp
Mensagens, fui embora
Porque, já que queria ficar
longe
Então posso saber entender
Que dia casar não é
o que imagino
Devido aos traumas que
a gente tem
ANA CRISTINA PORONHAK DE CARVALHO