O moletom rosa enquanto ela tá sendo caçada é tipo colocar alvo na testa, mas blz
SECOND FUTURE
Com a mochila balançando nas costas, Maire cruzou as portas automáticas da NPI quase sem fôlego, torcendo para que ninguém tivesse notado seus vinte minutos de atraso. Sentou-se à mesa da recepção…
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O moletom rosa enquanto ela tá sendo caçada é tipo colocar alvo na testa, mas blz
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Com a mochila balançando nas costas, Maire cruzou as portas automáticas da NPI quase sem fôlego, torcendo para que ninguém tivesse notado seus vinte minutos de atraso. Sentou-se à mesa da recepção enquanto tomava seu café e comia seu salgado.
Foi quando sentiu uma sensação estranha, como se estivesse sendo observada. Ao olhar para frente, deparou-se com um homem de longe, encarando-a fixamente. Maire olhou para os lados para ver se ele estava olhando para outra pessoa, mas só tinha ela ali.
Balançou a cabeça, intrigada, e pensou em silêncio: “Quem estaria a essa hora aqui na recepção?”
Quando ela voltou a olhar na direção do homem, ele simplesmente não estava mais lá. Tinha sumido.
Antes que pudesse processar o desaparecimento repentino, Maire sentiu uma mão tocar pesadamente em seu ombro. Instintivamente, seus reflexos falaram mais alto: ela girou o corpo, segurou o braço da pessoa com força e o puxou para frente, pressionando a cabeça do indivíduo contra a mesa em um piscar de olhos.
— Ai! Calma, Maire! Sou eu! — protestou uma voz dolorida.
Maire arregalou os olhos e soltou o rapaz imediatamente. Era o seu amigo Vinícius.
— Ai, meu Deus, Vinícius! Desculpa, me desculpa mesmo! — disse ela, ajeitando o moletom rosa e tentando disfarçar o susto.
Vinícius massageou o pescoço, olhando para ela impressionado.
— Você tá bem? Que reflexo foi esse? — perguntou ele, ainda recuperando o fôlego. — Enfim, vem logo. Tá todo mundo te esperando na sala de reunião.
Os dois se apressaram pelo corredor e foram direto para a sala. Assim que cruzaram a porta, o chefe da NPI viu Maire e a puxou pelo braço, animado.
— Ainda bem que você chegou, Maire! Quero te apresentar uma pessoa — disse o chefe, guiando-a para o centro da sala.
Quando Maire levantou os olhos, o sangue dela gelou por um segundo. Parado ali, sério e de braços cruzados, estava o mesmo homem da recepção.
Ele deu um passo à frente, encarando-a com aquele mesmo olhar frio e analítico, e disse com a voz grave:
— Prazer, sou Martín.
— Prazer, sou Maire — respondeu ela, sustentando o olhar dele e mantendo a sua melhor fachada de garota simpática.
O chefe deu um sorriso entusiasmado e bateu palmas.
— O Martín é um dos investigadores mais brilhantes da região, com uma inteligência impecável para resolver casos que parecem impossíveis. E você, Martín, precisa saber que a Maire é a nossa melhor pesquisadora e jornalista de campo aqui na NPI.
Martín deu um meio sorriso quase imperceptível, com aquele ar frio e distante.
— Espero que a reputação de melhor jornalista se traduza em pontualidade e foco. Casos sérios não esperam por atrasos.
Maire ajeitou a manga do seu moletom rosa, sem perder a postura por um segundo sequer, e rebateu na hora:
— O bom pesquisador não mede o trabalho pelos minutos que chega, Martín, mas pela eficiência das respostas que entrega. Pode deixar que foco não vai faltar.
O silêncio na sala durou alguns segundos até o chefe mudar de assunto e liberar a todos. Maire caminhou de volta para a sua bancada. Enquanto se sentava, não pôde deixar de ouvir os cochichos dos outros jornalistas ao redor, elogiando a altura, o estilo e o charme misterioso do novato. Maire revirou os olhos em silêncio, julgando mentalmente aquela bajulação toda. “Ele é só um cara sério com uma jaqueta escura, gente, calminha”, pensou ela.
Logo em seguida, Leda, Gael e Vinícius puxaram suas cadeiras para perto. As mesas deles ficavam grudadas, o que facilitava as conversas paralelas.
— Gente, vocês viram o cara? — cochichou Leda. — Fiquei sabendo que ele veio focado no novo caso.
— É sério — completou Vinícius, ainda massageando o pescoço. — O chefe disse que o Martín foi chamado especificamente para descobrir a identidade do hacker misterioso. Disseram que ele não para até pegar quem está por trás dos ataques.
O coração de Maire deu um pulo no peito. O ar pareceu faltar por um segundo. Aquele homem frio, que a encarava na recepção e que tinha um olhar tão afiado, estava ali exclusivamente para caçá-la.
Sentindo o suor frio na nuca, Maire se levantou rapidamente, tentando parecer o mais natural possível.
— Pessoal, eu... esqueci que preciso lavar as mãos. Já volto!
Sem esperar resposta, ela caminhou a passos rápidos em direção ao banheiro. Assim que cruzou a porta, encostou as costas contra a madeira fria, fechou os olhos e soltou o ar que estava prendendo. Ela precisava respirar, raciocinar e, acima de tudo, traçar um plano muito bem pensado para sobreviver àquele dia sem deixar escapar nenhuma pista.
Maire voltou do banheiro, um pouco mais calma, mas parou no meio do caminho ao ver a cena na sua bancada. Leda estava guardando as próprias coisas em uma caixa.
— Leda? O que você tá fazendo? Tá sendo demitida e não me contou? — perguntou Maire, já preocupada.
Leda riu e deu um tchauzinho com a mão.
— Calma, amiga! Nada disso. O chefe Lopes mandou eu mudar para a mesa ali da frente.
— E quem vai sentar do meu lado?
— Eu — respondeu uma voz grave atrás dela.
Maire se virou e deu de cara com Martín, que trazia uma pasta em mãos. Leda piscou para Maire, pegou suas coisas e se mudou para a mesa da frente.
— O chefe achou melhor a gente trabalhar lado a lado para alinhar as pesquisas — explicou Martín, puxando a cadeira e se sentando. Ele abriu a pasta e mostrou uma folha cheia de dados para a equipe. — Olhem isso aqui. São os horários dos últimos ataques do hacker. O padrão indica que a pessoa atua sempre nos mesmos intervalos.
Maire bateu o olho no papel. O coração acelerou por um segundo, mas ela manteve o rosto sereno. “Boa tentativa, Martín, mas eu não deixo pistas tão fáceis assim”, pensou ela.
— Interessante — disse Maire, em tom normal. — Mas e se o hacker estiver fazendo isso de propósito só para confundir a investigação?
— Descobriremos em breve — respondeu Martín, fechando a pasta.
Horas depois, com o escritório já esvaziando, Maire foi até a biblioteca do prédio para espaçar a mente. Ao se aproximar de uma das mesas do fundo, notou uns papéis largados. Olhou para os lados, viu que não tinha ninguém e se aproximou para ler.
Era um relatório sobre os possíveis suspeitos por trás do hacker misterioso. Ao passar os olhos pela lista, Maire soltou um risinho baixo e irônico, satisfeita ao ver como a investigação dele estava completamente longe da verdade.
— Achou engraçado?
Maire deu um leve pulo de susto. Martín apareceu ao lado dela sem fazer barulho e recolheu os papéis da mesa com calma.
— Martín! Eu só... estava passando e vi os papéis — tentou disfarçar ela.
— Você é muito curiosa, Maire — disse ele, guardando o relatório na pasta. — Mas já deu seu horário. Vai para casa descansar. Amanhã o dia vai ser longo e temos muito trabalho a fazer.
Maire encarou o investigador por alguns segundos, ajeitou a mochila nas costas e deu um sorriso de lado.
— Se você diz... Até amanhã, Martín.
Thoughts
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Permalinkgostei demais da reação impulsiva dela com o Vinícius, parece tão real
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Permalinkdesfecho 👀 cadê o próximo capítulo
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PermalinkQual é o padrão que o Martín viu nos ataques? Porque se ela foi esperta não deixa pista né
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PermalinkO moletom rosa enquanto ela tá sendo caçada é tipo colocar alvo na testa, mas blz
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PermalinkLegal, achei ela rápida de raciocínio. Não é qualquer um que consegue manter a cara assim
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PermalinkComo ela consegue ficar tão calma vendo o investigador com o relatório?? Eu teria passado mal
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Permalinkkkk aquele sorriso dela no final é perfeito, tipo "boa tentativa, meu jovem"
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PermalinkE aí, Martín sabe que o hacker tá literalmente sentando do lado dele? Que tensão
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