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SAIBA QUE; QUANDO A POLÍTICA DEIXA DE SER IDEIA E PASSA A SER FANATISMO A DEMOCRACIA COMEÇA A MORRER.

Prof-Antonio-Sancei
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A Ilusão do Messianismo e os Escombros da Convivência Democrática

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A Ilusão do Messianismo e os Escombros da Convivência Democrática

A democracia pressupõe o conflito de ideias, a pluralidade de visões de mundo e a alternância do poder. Quando esse espaço de debate público é substituído pela sacralização de figuras públicas, a política deixa de ser um instrumento de construção coletiva para se tornar uma Seita. A figura do "político de estimação" — o líder transformado em entidade inquestionável — é o sintoma mais severo de uma cidadania adoecida, que troca a crítica republicana pela devoção cega e o diálogo pela aniquilação do outro.

Os impactos dessa idolatria se desdobram em tragédias cotidianas. O ápice do fanatismo político não se resume a discussões acaloradas nas redes sociais ou ao rompimento de laços familiares e amizades — episódios hoje comuns até mesmo em disputas municipais por cargos de vereador. A barbárie atinge seu patamar mais visceral na violência física. O assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR), em 2022, alvejado em sua própria festa de aniversário por um extremista motivado por divergência ideológica, permanece como um marco doloroso de até onde a intolerância pode chegar. O crime expôs o perigo iminente do radicalismo de matriz bolsonarista, cuja retórica armamentista e de demonização do adversário incitou militantes a enxergarem opositores não como concidadãos com ideias divergentes, mas como inimigos a serem eliminados.

No entanto, para compreender a profundidade da crise democrática e proteger o futuro do país, é preciso ir além do diagnóstico de um único espectro. Embora a agressividade de setores radicais da extrema-direita tenha alcançado níveis inéditos de violência institucional e física no Brasil recente, classificar a violência política como um fenômeno estritamente unilateral e isentar as demais correntes de responsabilidade é um equívoco analítico e um risco para a própria consolidação democrática.

A polarização tóxica não opera no vácuo; ela se alimenta do maniqueísmo. Historicamente, setores da esquerda tradicional também alimentaram narrativas do "nós contra eles", de moralização da política e de desqualificação prévia do contraditório. Quando a defesa da democracia se transforma em um monopólio moral de determinado grupo político, cria-se uma blindagem que impede a autocritica e justifica atitudes intolerantes sob o pretexto de "combater o mal". A violência antidemocrática não se manifesta apenas por armas de fogo ou invasões; ela reside igualmente no cancelamento sistemático, na hostilização verbal, no expurgo de divergentes e no discurso que desumaniza o adversário ideológico, seja ele de direita, centro ou esquerda.

Essa cegueira coletiva encontra terreno fértil na instrumentalização da fé. Em diversas denominações religiosas, líderes espirituais abdicaram do papel de mediadores e pacificadores para se transformarem em cabos eleitorais. Sob o pretexto de defender a moralidade, dissemina-se o discurso de ódio contra minorias LGBTQIA+, seguidores de religiões de matriz africana, católicos e evangélicos progressistas. Quando o púlpito vira panque eleitoral e a fé é reduzida a um projeto de poder, o mandamento do amor e da alteridade é substituído pelo dogma da exclusão. O eleitor, fragilizado e em busca de pertencimento, aceita promessas messiânicas, fakenews e pautas de costumes concebidas apenas para distanciar o povo das verdadeiras demandas sociais e econômicas do país.

O caminho para a maturidade republicana exige um despertar urgente. Nenhum político — independentemente do espectro ideológico, da projeção nacional ou do carisma — é um deus. Candidatos são servidores públicos temporários, contratados pelo voto para gerir recursos coletivos e prestar contas à sociedade, devendo estar sujeitos ao escrutínio contínuo e rigoroso do eleitorado.

É premente que a sociedade brasileira recuse o ciclo da vingança e da reatividade. Responder à agressividade e ao radicalismo com a mesma moeda apenas retroalimenta a engrenagem que destrói a convivência civilizada. Educar-se para a democracia significa desenvolver imunidade ao sectarismo, exercitar a serenidade diante da provocação e rejeitar categoricamente qualquer tentativa de transformar a política em guerra cultural ou religiosa.

O Brasil precisa acordar para a sua realidade republicana. Defender a democracia é, antes de tudo, defender o direito de o outro existir, pensar e votar de forma diferente, sem que isso custe sua vida, sua família ou sua paz. A verdadeira cidadania não exige paixão cega por governantes, mas compromisso incondicional com as leis, as instituições e o respeito à dignidade humana.

ACORDA, BRASIL! — POLÍTICO DE ESTIMAÇÃO NÃO É DEUS

QUANDO A POLÍTICA DEIXA DE SER IDEIA E PASSA A SER FANATISMO

Será que existe brasileiro capaz de brigar com parentes, romper amizades, ameaçar desconhecidos e até cometer violência por causa de um político?

Infelizmente, sim.

E isso não é apenas uma hipótese. A história recente do Brasil já produziu episódios em que a intolerância política ultrapassou todos os limites da civilidade e terminou em tragédia.

Um dos casos mais dolorosos ocorreu em Foz do Iguaçu, no Paraná, em julho de 2022. Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário, que tinha decoração relacionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O autor dos disparos foi Jorge Guaranho, agente penitenciário e apoiador de Jair Bolsonaro. O próprio Supremo Tribunal Federal registrou oficialmente o episódio dessa maneira ao tratar do assassinato.

É fundamental fazer uma distinção: o crime foi cometido por um indivíduo, e não por todos os eleitores de Bolsonaro. Da mesma forma, nenhum crime cometido por uma pessoa deve ser automaticamente atribuído a todos os que votam no mesmo candidato.

Mas existe uma pergunta que a sociedade precisa fazer:

Como uma divergência política consegue penetrar tão profundamente na cabeça de alguém a ponto de transformar o adversário político em inimigo pessoal?

É justamente aí que mora o perigo.


O "POLÍTICO DE ESTIMAÇÃO"

Existe uma diferença enorme entre admirar um político e idolatrá-lo.

É perfeitamente legítimo votar em Bolsonaro, Lula, Ciro, Marina, Simone, Zema, Tarcísio, Haddad ou qualquer outro candidato. O cidadão tem liberdade para escolher quem considera melhor.

O problema começa quando o eleitor deixa de dizer:

"Eu apoio esse político."

e passa a pensar:

"Quem não apoia meu político é meu inimigo."

Nesse momento, a política deixa de ser escolha racional e começa a se transformar em identidade emocional.

O candidato passa a ser tratado como se fosse membro da família.

Suas falhas são justificadas.

Suas contradições são ignoradas.

Suas promessas são aceitas sem questionamento.

Suas mentiras, quando existem, são relativizadas.

E qualquer crítica passa a ser interpretada como uma agressão pessoal.

É assim que nasce o político de estimação.

E quando alguém transforma político em objeto de adoração, perde uma das maiores virtudes da democracia: a capacidade de discordar.


"SE ELE NÃO PENSA COMO EU, É MEU INIMIGO"

Esse raciocínio é extremamente perigoso.

O vizinho vota diferente?

Inimigo.

O irmão vota diferente?

Inimigo.

A esposa ou o marido pensa diferente?

Problema dentro de casa.

O amigo publica uma opinião política contrária?

Bloqueia.

O colega de trabalho critica o candidato?

Começa a discussão.

O eleitor de outro partido comemora?

Provocação.

O jornalista faz uma pergunta incômoda?

"É inimigo."

A lógica democrática começa a desaparecer.

E quando desaparece a capacidade de ouvir o outro, cresce o espaço para o insulto, a ameaça, a perseguição e, nos casos extremos, a violência.

É preciso compreender uma coisa elementar:

Ninguém é obrigado a gostar do seu candidato.

E mais:

Ninguém precisa pedir autorização para votar em quem quiser.

O voto do outro não diminui o seu.

A opinião do outro não apaga a sua.

A existência do adversário político não ameaça, por si só, a sua liberdade.

Isso é democracia.


FOZ DO IGUAÇU DEVERIA SERVIR COMO UM ALERTA

O assassinato de Marcelo Arruda deveria ser lembrado não apenas como um crime político, mas como uma advertência para toda a sociedade.

Segundo o registro do próprio STF, Arruda foi morto a tiros pelo apoiador de Bolsonaro Jorge Guaranho durante o episódio ocorrido em Foz do Iguaçu.

O que deveria ter sido apenas uma festa de aniversário terminou em morte.

Uma divergência política transformou-se em confronto.

E um ser humano perdeu a vida.

Que ninguém diga que isso é normal.

Não é.

Não pode ser.

Nenhuma eleição vale uma vida.

Nenhum candidato vale uma amizade destruída.

Nenhum partido vale uma família dividida.

Nenhuma ideologia vale uma morte.


MAS CUIDADO: A INTOLERÂNCIA NÃO TEM PARTIDO

É igualmente importante não cair no erro de combater a intolerância utilizando outra intolerância.

Não se pode afirmar que todo eleitor de Bolsonaro seja agressivo.

Assim como não se pode afirmar que todo eleitor de Lula, ou de qualquer outro candidato, seja pacífico, democrático ou incapaz de cometer atos de intolerância.

Fanatismo político não possui exclusividade ideológica.

Ele pode aparecer na direita, na esquerda, no centro e em qualquer outro campo.

O problema não é simplesmente quem a pessoa escolheu votar.

O problema é o que ela se tornou por causa daquilo em que acredita.

Uma pessoa pode ser conservadora e profundamente democrática.

Pode ser progressista e profundamente democrática.

Pode ser liberal, socialista, nacionalista, religiosa, ateia ou simplesmente não se identificar com nenhuma corrente política.

O verdadeiro cidadão democrático é aquele que consegue defender suas convicções sem desejar destruir quem pensa diferente.


POLARIZAÇÃO NÃO PODE VIRAR DESCULPA PARA AGRESSÃO

Também é necessário tomar cuidado com a ideia de que toda polarização funciona exatamente da mesma maneira ou que todos os grupos políticos possuem o mesmo comportamento em todas as circunstâncias.

Há diferenças históricas, ideológicas e comportamentais entre movimentos políticos.

Entretanto, a democracia não pode depender da nossa capacidade de provar que "o outro lado é pior".

Essa competição moral permanente é uma armadilha.

O cidadão democrático não deveria perguntar apenas:

"Quem é mais agressivo: eles ou nós?"

Deveria perguntar:

"Estou me tornando agressivo por causa da política?"

Essa é a pergunta realmente importante.

Porque, quando alguém começa a justificar insultos, ameaças, violência ou perseguição simplesmente porque considera o outro lado "merecedor", já começou a abandonar os valores democráticos que diz defender.


O PERIGO COMEÇA DENTRO DE CASA

Talvez o sinal mais preocupante seja quando a política começa a destruir famílias.

Há pessoas que deixam de conversar com irmãos.

Pais entram em conflito com filhos.

Amigos de décadas tornam-se inimigos.

Casamentos são abalados.

Vizinhos deixam de se cumprimentar.

E até pequenas comunidades passam a viver divididas por causa de vereadores, prefeitos, deputados ou candidatos.

Em muitas cidades, inclusive nas pequenas, existem pessoas que defendem determinado político municipal como se estivessem defendendo um membro da própria família.

Mas é preciso lembrar:

vereador não é parente.

Prefeito não é santo.

Deputado não é salvador.

Presidente não é messias.

E político algum deveria ocupar o lugar da consciência do cidadão.


POLÍTICO NÃO É DEUS!

Essa talvez seja uma das maiores advertências que precisamos fazer ao Brasil.

Político não é Deus.

Não merece adoração.

Não merece obediência cega.

Não merece defesa automática.

Não merece que você abandone sua família por ele.

Não merece que você agrida alguém por ele.

E certamente não merece que você coloque sua própria vida ou a vida de outra pessoa em risco por causa dele.

Político é servidor público.

Ou, pelo menos, deveria ser.

Ele recebe mandato para representar cidadãos — inclusive aqueles que não votaram nele.

Portanto, o eleitor precisa aprender a fazer algo que o fanatismo não suporta:

cobrar.

Votei nele?

Vou cobrar.

Gosto dele?

Vou fiscalizar.

Confio nele?

Vou continuar observando.

Ele errou?

Vou reconhecer.

Ele mentiu?

Vou denunciar.

Ele acertou?

Vou elogiar.

Isso é cidadania.


E AS PROMESSAS?

Outro perigo é acreditar em promessas políticas como se fossem milagres.

Durante campanhas eleitorais, candidatos prometem transformar o país, acabar com problemas históricos, combater todos os inimigos, resolver a economia, acabar com a corrupção, salvar a família, restaurar valores, construir um futuro maravilhoso.

Mas o eleitor precisa perguntar:

Como?

Com qual dinheiro?

Em quanto tempo?

Existe viabilidade jurídica?

Existe orçamento?

Existe projeto?

Quais são as consequências?

A democracia precisa de cidadãos que pensem.

Não de torcedores.

Eleição não é campeonato de futebol.

O candidato não precisa ser "meu time".

Ele precisa ser avaliado.


QUANDO A RELIGIÃO É USADA PARA ALIMENTAR ÓDIO

Outro fenômeno que merece atenção é a utilização da religião para transformar adversários políticos, sociais ou religiosos em inimigos.

Isso é particularmente perigoso porque a fé exerce enorme influência emocional sobre milhões de brasileiros.

Uma igreja deveria ensinar valores, responsabilidade, solidariedade, respeito, amor ao próximo e consciência.

Não deveria transformar o púlpito em fábrica de ódio político.

É perfeitamente legítimo que pessoas religiosas tenham posições políticas.

O problema surge quando alguém utiliza a autoridade religiosa para demonizar pessoas simplesmente porque elas pertencem a outra denominação, possuem outra orientação política ou professam outra tradição religiosa.

Cristãos contra cristãos.

Católicos contra evangélicos.

Evangélicos contra católicos.

Religiosos contra religiões de matriz africana.

Pessoas contra LGBTQIA+.

Grupos contra outros grupos.

Isso não constrói uma sociedade melhor.

Constrói uma sociedade permanentemente em guerra contra si mesma.


O CIDADÃO PRECISA APRENDER A NÃO REVIDAR

Existe ainda uma lição fundamental:

não responda à agressividade com mais agressividade.

Se alguém provoca você por causa de política, respire.

Se alguém xinga seu candidato, não xingue a pessoa.

Se alguém debocha do seu voto, não transforme a discussão em guerra.

Se alguém tentar provocá-lo, retire-se.

Se a situação ficar ameaçadora, procure ajuda.

Porque responder à violência com violência pode transformar uma discussão absolutamente inútil em uma tragédia irreparável.

Você não precisa vencer todas as discussões.

Às vezes, a maior vitória é simplesmente dizer:

"Discordamos. Tudo bem. Continuemos amigos."


ACORDA, BRASIL!

O Brasil não precisa de cidadãos que amem políticos como deuses.

Precisa de cidadãos que amem a democracia, a liberdade, a Constituição, a família, a vida e o respeito ao próximo.

Não transforme Lula em Deus.

Não transforme Bolsonaro em Deus.

Não transforme nenhum candidato em Deus.

Político passa. O Brasil fica.

Mandatos terminam.

Partidos mudam.

Presidentes vão embora.

Vereadores deixam seus cargos.

Deputados são substituídos.

Governadores terminam seus mandatos.

Mas as famílias continuam.

As amizades continuam.

Os vizinhos continuam.

A sociedade continua.

E as consequências de uma violência podem permanecer para sempre.

Por isso, antes de defender seu político de estimação, pergunte a si mesmo:

Eu ainda consigo enxergar os defeitos dele?

Consigo admitir quando ele erra?

Consigo conversar com quem vota diferente?

Consigo ouvir uma crítica sem explodir?

Consigo respeitar alguém que pensa diferente de mim?

Se a resposta for "não", talvez seja hora de parar e refletir.

Porque quando o cidadão passa a defender um político acima da própria razão, não é mais o cidadão que controla sua escolha política. É o fanatismo que começou a controlá-lo.

E uma sociedade dominada pelo fanatismo político torna-se presa fácil da mentira, da manipulação, do ódio e da violência.

ACORDA, BRASIL!

Seu candidato não é seu dono.

Seu partido não é sua religião.

Seu adversário não é seu inimigo.

Seu voto é seu.

Sua consciência é sua.

E a democracia pertence a todos.

Defenda suas ideias.
Questione seus políticos.
Fiscalize seus representantes.
Vote com consciência.
Discorde sem odiar.
E jamais permita que um político de estimação transforme você em inimigo do próprio povo.

PORQUE NENHUM POLÍTICO VALE A PAZ DE UMA FAMÍLIA — E NENHUMA IDEOLOGIA VALE UMA VIDA.

Thoughts

  • ideia1922

    Isso já acontecia na República: coronel por presidente, deputado por Lampião. A fidelidade ao líder é velha no Brasil. Só mudou o alcance, agora é rede social em vez de boca a boca.

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  • por_tras_do_veu

    O fanatismo é quando renuncias a seres convencido do contrário. Deixas de ser agente moral e viras agente de uma crença. Sem liberdade disso, desaparece o espaço para a democracia.

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  • duvidocomfe

    O que mais dói é ver gente que você ama se perdendo nisso. Meu pai é assim. E eu fico pensando: como converso com você sem virar inimiga?

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  • tomista_de_bancada

    A escolástica chamaria isso prudência política: a capacidade de cobrar sem venerar. O fanatismo é exatamente quando renuncias à razão enquanto votas. Quando a política vira fé, o escrutínio desaparece.

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  • religioes_lado_a_lado

    O padrão é bem antigo.

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  • Ovid

    Muito bom, Sancei. Você tem mais coisas publicadas por aqui?

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  • razaoefe

    Quando a gente deifica um candidato, tira dele a própria humanidade.

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